domingo, 21 de junho de 2026

Após matar ex no Pará, homem é preso em MS

Diário Digital

O crime aconteceu dia 17 de setembro, no município de Parauapebas (PA) (Foto: Divulgação/Jornal da Nova)

Romário Souza da Cruz,31 anos, foi preso ontem, 26 de setembro, em Glória de Dourados/MS.

 

Ele é acusado de matar sua ex-esposa Rosivania Torquato Xavier, 29 anos. O crime aconteceu dia 17 de setembro, no município de Parauapebas (PA), e o corpo da vítima foi encontrado em rio, no mesmo dia. O acusado foi abordado pela Polícia Militar.

 

Ele tinha em seu desfavor um mandado de prisão e foi localizado em uma caminhonete Toyota/Hilux, com outros dois homens. Durante abordagem, o suspeito apresentou um nome falso aos policiais, mas diante ao nervosismo, acabou confessando que sabia o motivo da abordagem, bem como o nome verdadeiro. Dos passageiros que estavam com Romário, um alegou que não o conhecia e o outro disse que era amigo, e que Romário chegou à cidade com os dois filhos, de 11 e 9 anos e pediu para passar alguns dias na casa dele, não revelando o motivo. As crianças ficaram aos cuidados do Conselho Tutelar, enquanto Romário foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil, onde confessou e deu detalhes do crime.

 

Feminicídio – O acusado relatou que enforcou a esposa na residência deles, na madrugada do dia 17 de setembro, e, em seguida, enrolou o corpo em uma lona e jogou dentro do rio. Ele pegou as crianças e fugiu para Glória de Dourados. Crime – O corpo de Rosivania foi encontrado pelos bombeiros na tarde de segunda-feira (17), no rio Parauapebas, sob a ponte City Park. A vítima havia registrado boletim de ocorrência na 20ª Seccional de Polícia Civil, relatando que Romário, queria tomar a casa dela, mas vez que o casal estava separado.

 

O acusado também havia procurado a Delegacia para queixar-se dela, em razão da desavença na partilha dos bens. O corpo de Rosivania foi encontrado envolto em uma lona azul, dos pés à cabeça e com vários tijolos e pedras amarrados para que não boiasse, sendo lançado da ponte juntamente com as pedras para que ficasse submerso e não fosse encontrado, porém, como o rio estava baixo e a lona era bem clara, alguém percebeu e avisou a polícia. (Com informações do site Jornal da Nova)

 

Em Campo Grande 400 guardas estão aptos a usar armas

Diário Digital

 

A gestão já capacitou 289 guardas para o uso de armamento (Foto: Diogo Gonçalves/Prefeitura da Capital)

 

Mais uma turma da Guarda Civil Municipal de Campo Grande finaliza o curso de capacitação para armamento letal, que aconteceu em parceria com a Polícia Federal. O prefeito Marquinhos Trad, o secretário Especial de Segurança e Defesa Social, Valério Azambuja, e o Superintendente Regional da Polícia Federal em exercício, Delegado Cléo Mazoti, participaram da cerimônia de entrega dos certificados nessa segunda-feira (24).

 

São mais 112 guardas municipais que atuam diretamente em operações nas ruas. A gestão já capacitou 289 guardas para o uso de armamento. Com os 112 que se formaram agora em setembro, a Guarda Municipal conta atualmente com 401 guardas que podem utilizar armamento e reforçar a segurança na nossa Capital. Com carga horária de 250 horas, distribuídas em 190 horas/aula de teoria e 60 horas/aula de prática de tiro, o treinamento segue as normativas da matriz curricular Senasp/MJ. Cada aluno efetua 320 (trezentos e vinte) disparos de revólver calibre 38.

 

O prefeito Marquinhos Trad participou da solenidade e ressaltou a importância da qualificação desses profissionais no apoio à segurança pública. “A nossa cidade aplaude a aprovação de cada um de vocês, porque só assim nós vamos mostrar que é possível sim colocar pessoas, ainda que não tenham uma estrutura adequada, mas são homens e mulheres competentes para dar a paz para a nossa cidade”, disse.

 

“A formação de mais 112 guardas municipais, capacitados com qualidade. Toda a política de valorização de segurança municipal está pautado na valorização do servidor, principalmente na valorização da Guarda Civil Municipal. Gostaria de deixar meu agradecimento à Polícia Federal, pela parceria na qualificação de nossos servidores e ao Prefeito por todo o apoio, todo empenho que a gestão tem dado, pois todas as vezes que solicitei autorização para que realizássemos várias ações, principalmente as voltadas a melhorias na vida da Guarda, o senhor apoiou. Essa capacitação é para sociedade campo-grandense, para que se possa somar às demais forças de segurança que atuam na nossa Capital ”, explica o secretário Especial de Segurança e Defesa Social, Valério Azambuja.

 

O Delegado Cléu Mazoti, superintendente regional da Polícia Federal em exercício, destacou a importância da capacitação dos membros que compõe os órgãos da segurança pública. “É interesse de todos, interesse da sociedade que quanto mais policiais, mais integrantes de forças de segurança nas ruas, é melhor para a sociedade. A Polícia Federal reitera o compromisso com todos os órgãos de segurança pública. Parabéns a todos que completaram o curso, que continuarão atuando em prol da sociedade nas ruas de Campo Grande”. Nas aulas teóricas foram abordados temas de Direito Administrativo, Direito Penal, Ética, Cidadania, Direitos Humanos, Polícia Comunitária, Estatuto da Guarda Civil Municipal e demais legislações aplicadas aos servidores da Guarda Civil Municipal.

 

OPERAÇÃO VOSTOK: Polaco volta ao Pará e descarta delação

Valdelice Bonifácio

Diário Digital

 

Segundo seu advogado, ele nega ter participado do esquema ou cometido irregularidades (Foto - Luis Alberto)

Após cumprir a prisão temporária em Brasília, em decorrência da Operação Vostok, José Ricardo Guitti Guimaro, o Polaco, voltou a atuar como corretor de gado no Pará e segundo seu advogado, José Roberto Rosa, pelo menos nesse momento, ele descarta celebrar um acordo de delação premiada.

 

Polaco aparece nas investigações da Operação Vostok como um operador do esquema de concessão de incentivos fiscais em troca de propinas envolvendo nomes do governo do Estado. Ele teria emitido notas frias falsas para mascarar o pagamento de propina.

 

Segundo seu advogado, ele nega ter participado do esquema ou cometido irregularidades. Polaco também assegura que não deixou Mato Grosso do Sul por estar se sentido ameaçado, mas sim por conta de uma melhor proposta de trabalho. Conforme as investigações, Polaco se tornou alvo de um plano de assassinado pois teria cogitado celebrar uma delação premiada no passado em MS, na qual entregaria o esquema.

 

O advogado disse que Polaco desconhecia o plano para matá-lo assim como as pessoas mencionadas no inquérito. Desta vez, perguntado pelo delegado da PF, ele teria negado a intenção de um acordo de delação premiada. “Ele descartou neste momento, mas mencionou que poderia pensar no assunto”, relatou José Roberto Rosa.

 

De acordo com o advogado, Polaco não pretende mais voltar para MS. O corretor de gado foi o último a ser preso na operação. A PF não conseguia localizá-lo até que ele mesmo se apresentou à Superintendência de Brasília em 17 de Setembro. Além de Polaco, também foram presos na operação pessoas próximas ao governador Reinaldo Azambuja e o próprio filho dele Rodrigo de Souza e Silva. Todos os investigados negam a existência do esquema de corrupção.

 

PF, PRF e EB cuidarão das fronteiras por 10 dias

Diário Digital

 

Outras operações de maior porte devem ser desenvolvidas futuramente (Foto - Luciano Muta)

Foi deflagrada nesta quinta-feira (20) a Operação Fronteira Segura que será realizada em conjunto com a PF (Polícia Federal), PRF (Polícia Rodoviária Federal) e o EB (Exército Brasileiro).

 

Toda a fronteira sudoeste do Estado será vigiada com o intuito de combater o tráfico ilícito de drogas e armas.

 

Pelo menos 300 homens do Exército, 100 policiais da PRF e 200 da PF executarão a operação considerada de guerra nos próximos 10 dias, além de policiais da Força Nacional e apoio de helicópteros, viaturas, barcos e armamento pesado.

 

Outras operações de maior porte devem ser desenvolvidas futuramente em Mato Grosso do Sul e esta servirá de modelo para as elas que também poderão ser repetidas em outras unidades do País.

 

Polaco presta depoimento na Operação Vostok e nega contato com Reinaldo

Campo Grande News

 

José Roberto da Rosa, advogado de Guimaro, informou que seu cliente negou contato com Reinaldo ou que sofreu ameaças. (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Em depoimento na sede da Polícia Federal em Brasília como parte das investigações da Operação Vostok, o corretor de gado José Ricardo Guitti Guimaro, o “Polaco”, negou ter sofrido “qualquer tipo de ameaça” vinda do advogado Rodrigo Souza e Silva, filho do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Além disso, descartou ter mantido algum tipo de contato com o chefe do Executivo estadual e que as vendas de carne citadas como falsas –a fim de justificar pagamentos de propinas– eram legítimas.

 

As informações foram prestadas ao Campo Grande News pelo advogado José Roberto da Rosa, contratado pela família de Polaco na semana passada para tratar de detalhes quanto a apresentação de seu cliente. O depoimento contradiz acusações de executivos da J&F contra integrantes da gestão de Reinaldo, apontando que benefícios fiscais para que frigoríficos da JBS operassem no Estado vieram em troca de pagamentos.

 

Guimaro foi alvo do único mandado de prisão não cumprido na Vostok –operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que apura o suposto esquema de uso de notas frias de venda de gado para alicerçar pagamentos de propinas em troca dos incentivos fiscais.

 

A ação, deflagrada em 12 de setembro, envolveu 13 prisões temporárias, incluindo Rodrigo. Com validade de cinco dias, elas expiraram no domingo, quando todos os investigados foram liberados. Polaco, porém, alegou estar no interior do Pará, em local incomunicável, não sendo encontrado pelas autoridades. A Vostok o apontou como operador no esquema de uso de notas frias para justificar os pagamentos ilegais, denunciados pelos empresários Joesley e Wesley Batista, do Grupo J&F.

 

À PF, segundo Rosa, Polaco negou ter sofrido ameaças de Rodrigo, com quem disse ter contato apenas durante a campanha eleitoral. Sobre Reinaldo, ele afirmou que nunca teve contato com o governador. Ao longo de cinco horas de depoimento, ele confessou receber propinas, usando nomes de agentes públicos –alguns deles investigados– e usava uma conta do Frigorífico Buriti, usado no esquema e com o qual mantinha contrato de terceirização, para movimentar pagamentos da JBS; bem como que as vendas de carne apontadas como fraudulentas não foram simuladas.

 

Vostok – Os mandados de prisão e os 41 de busca e apreensão haviam sido autorizados pelo ministro Félix Fischer, do STJ (Superior Triubunal de Justiça), a partir de depoimento dos irmãos Batista. No sistema por eles afirmado, o pagamento por Tares (Termos de Acordo de Regime Especial) começou na gestão de Zeca do PT e mantido por André Puccinelli (MDB) e Reinaldo.

 

Os delatores indicaram pagamentos por meio de notas frias e entrega de dinheiro em mãos. Só as notas do frigorífico Buriti, emitidas de 10 de março a 15 de julho de 2015, totalizaram R$ 12,9 milhões. Outros R$ 15,4 milhões teriam saído de notas falsas em nome de Elvio Rodrigues (R$ 7,6 milhões), Rubens Massahiro Matsuda (R$ 383 mil), Agropecuária Duas Irmãs Ltda (R$ 886 mil), do deputado estadual José Roberto Teixeira (R$ 1,6 milhão), Miltro Rodrigues Pereira (R$ 1 milhão), Zelito Ribeiro (R$ 1,7 milhão), o ex-deputado estadual Osvane Aparecido Ramos (R$ 847 mil), Francisco Carlos Freire de Oliveira (R$ 583 mil), o ex-prefeito Nelson Cintra Ribeiro (R$ 296 mil); e o conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Márcio Monteiro (R$ 333 mil).

Ex-diretora da Fetems assssinada na Capital foi morta com um crucifixo

Geisy Garnes e Miran Machado

Do Campo Grande News

 

Maria Ildonei Lima foi morta aos 70 anos (Foto: Arquivo Pessoal)

Um crucifixo foi usado para matar a professora e ex-diretora da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) Maria Ildonei Lima, de 70 anos – encontrada na casa em que morava no Jardim Leblon, em Campo Grande, na noite deste sábado (1º).

 

Segundo a polícia, a vítima tinha duas perfurações no corpo, uma no pescoço e outra no tórax. Foi justamente a espessura de cada ferimento que apontou a arma usado no crime. De acordo com o delegado, o crucifixo tem de 20 a 25 centímetros e estava com a ponta quebrada.

 

Segundo o delegado Danilo Mansur, plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga, Ildonei foi encontrada morta no chão da cozinha, de bruços e com o crucifixo nas costas.

 

“Depois do crime, o autor trancou a casa e fugiu”, detalhou Mansur.

 

Conforme a perícia, o assassinato ocorreu de 12 a 24 horas antes do corpo ser encontrado. Ainda segundo o delegado, a casa não estava revirada como divulgado inicialmente, e os únicos objetos fora do lugar eram algumas peças de roupa, encontradas jogada no chão do quarto.

 

O delegado relatou ainda que nenhuma movimentação foi vista por vizinhos na casa da vítima. “A família também não tinha conhecimento se a vítima tinha qualquer tipo de desavença”. Apesar de não descartar latrocínio – roubo seguido de morte – a polícia constatou que nada de valor foi levado do local.

Em Dourados, mulher tem casa furtada pelo vizinho

Diário Digital

 

Mulher de 53 anos teve a casa furtada na madrugada de ontem (30) pelo vizinho, Reginaldo Afonso do Nascimento, 35. Na ação o homem arrombou a grade da janela e levou televisão e rádio da vítima.

 

O caso aconteceu na Rua João Paulo Garcete, região da Vila Rosa. Segundo a polícia, a vítima teria comentado com o autor que faria uma viagem para visitar uma pessoa doente.

 

Com a ausência da proprietária, Reginaldo aproveitou para invadir a casa e tomar os pertences da mulher.

 

Ainda durante a madrugada o autor foi preso em flagrante pela prática de furto. Ele foi levado para a (Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados.

 

Assassino de musicista é semi-imputável, diz exame

Diário Digital

 

Luís Alberto Bastos Barbosa (Foto: Marcos Miatelo)

O exame de sanidade mental apontou que Luís Alberto Bastos Barbosa, o assassino confesso da musicista Mayara Amaral, é semi-imputável, ou seja, tem limitações mentais.

 

Com isso, ele poderá ter a pena reduzida no julgamento. A defesa, inclusive, já estuda pedir a liberdade condicional dele com base no resultado do exame. O réu está preso no sistema penal de Campo Grande desde julho do ano passado. “Entendo que já cabe a liberdade condicional dele. Vamos reunir a família dele para discutir providência neste sentido”, disse o advogado do réu Conrado Passos durante entrevista à TV MS Record nesta terça-feira, 21 de agosto. O exame foi realizado com autorização judicial a pedido da defesa.

 

A conclusão da médica perita aponta um caso de semi-imputabilidade, onde, de acordo com o art. 26, parágrafo único, do Código Penal, é possível que a pena seja reduzida, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto, ou retardado, não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Embora o laudo aponte que Luis era totalmente capaz de entender o caráter criminoso do fato, a possibilidade de redução penal deve-se ao fato de que ele tinha sua determinação diminuída em função de sua personalidade e uso abusivo de drogas ilícitas. Em outras palavras, o laudo explica que, no tempo da ação, o réu tinha total capacidade de entender o caráter ilícito do ato, no entanto, a capacidade de determinar-se de acordo com este entendimento estava reduzida tanto pelas características de sua personalidade como pelo uso de drogas.

 

 

A médica concluiu que o réu é portador de uma personalidade psicótica, caracterizada por desprezo das obrigações sociais e falta de empatia para com os outros, havendo um desvio considerável entre seu comportamento e as normas sociais estabelecidas. Existe também baixa tolerância à frustração e um baixo limiar de descarga de agressividade, inclusive de violência. Ainda segundo o laudo, a personalidade psicótica do réu caracteriza-se por pessoas afáveis, mas que não toleram qualquer contrariedade e, assim, a reação é sempre violenta, embora não lhe traga sentimentos de culpa. Outro ponto apontando pela perita sobre a personalidade psicótica do réu: o comportamento destas pessoas não é facilmente modificado pelas experiências adversas, inclusive pelas punições.

 

 

Além disso, existe uma tendência a culpar os outros ou a fornecer racionalizações plausíveis para explicar um comportamento que leva o sujeito a entrar em conflito com a sociedade. Entre os esclarecimentos finais, o laudo reforça que o periciado é portador de uma personalidade psicótica com reações violentas quando contrariado e o uso de drogas apenas aumenta estas reações, tratando-se assim, de um indivíduo de alta periculosidade. Com a conclusão do laudo, o juiz vai abrir prazo agora para as alegações finais da acusação e defesa e depois decidirá se o réu será levado a júri popular ou não.

 

Caso pronunciado a ir a júri popular, os jurados irão apreciar a semi-imputabilidade do réu, pondendo manter a conclusão médica ou afastá-la. Na última audiência judicial sobre o caso, realizada em 16 de agosto, no Fórum da Capital, o réu prestou depoimento e confessou o crime diante do juiz e disse que cometeu o assassinato a marteladas em um “momento de insanidade.” O crime – Em 24 de julho de 2017, Luis matou Mayara em um motel de Campo Grande e depois deixou o corpo dela em uma estrada vicinal na saída para Rochedo. Ele foi preso no dia seguinte ao assassinato.

 

‘Não ia querer esta brincadeira nunca’, disse jovem antes de ser violentado e morrer em lava-jato

G1 MS

 

Adolescente Wesner Moreira da Silva morreu após ser machucado com mangueira em lava-jato (Foto: Reprodução/Facebook)

Trechos do depoimento de testemunhas e inclusive da vítima, Wesner Moreira da Silva, de 17 anos, que morreu após ser violentado com um mangueira de ar, em um lava-jato de Campo Grande, mostram que a vítima não estava participando de uma brincadeira, conforme disseram os acusados Thiago Giovanni Demarco Sena e William Enrique Larrea.

 

O G1 teve acesso as oitivas e apontam que a vítima não consentiu e, inclusive, pedia para o patrão e colega pararem, sem ser atendido.

 

Consta na denúncia que, no dia 3 de fevereiro de 2017, por volta das 10h (de MS), a vítima estava no estabelecimento comercial, localizado na avenida Interlagos. Na ocasião, ele pediu para William comprar um refrigerante, para que juntos consumissem, quando o colega respondeu: “De novo? Agora toda hora Coca-cola!”. Em seguida, o homem pegou um pano utilizado para limpar carros e passou a bater no adolescente.

 

Em dado momento, o laudo policial fala que o adolescente pedia para William parar. Sem atender ao pedido, o adolescente corre e é perseguido, imobilizado e agarrado. Sem ter como escapar, Thiago chega ao seu encontro. William, ainda conforme o documento do Ministério Público, chega com a mangueira de ar, utilizada para limpeza de veículos no lava-jato, ligando o equipamento e introduzindo no ânus. A vítima então passou mal e vomitou.

 

O adolescente recebeu atendimento médico em dois hospitais e realizou procedimentos cirúrgicos. Ele não resistiu e faleceu no dia 14 daquele mês. Foram feitas inúmeras diligências no decorrer do inquérito, com apreensões, fotografias, laudos, exames em roupas e objetos, entre outros.

 

Questionado pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e o Adolescente (Depca), ainda internado, Wesner falou: “Isso não é brincadeira! Não era brincadeira. Eu não ia querer esta brincadeira nunca….pegaram eu de supresa (…) E o Thiago agarrou minhas duas pernas, segurou. Eu gritei. Mandei para, mas não pararam. O Thiago que ligou o compressor e colocou a mangueira ni mim…”

 

 

Declarações coerentes

As sete declarações, segundo os laudos, são coerentes com os depoimentos a seguir. Umas das testemunhas ressalta que, antes da entubação, o menino fez gestos do que aconteceu, inclusive mostrando onde colocaram a mangeira nele. Já o médico perito legista ouvido em juízo, comentou, ao confeccionar o laudo, que a pressão foi tamanha, sendo maior e passível de estourar um tímpano, arrancar um globo ocular e causar sério danos cerebrais.

 

“Tanto é que existe uma recomendação do Ministério do Trabalho, com relação ao manuseio desses equipamentos. Então, compressor de ar não é brinquedo. Compressor de ar é um instrumento de trabalho e, como tal, deve ser respeitado. Então eles orientam a nunca, nunca limpar vestes com o compressor de ar, aproximar da face, do corpo, sem a devida proteção…”

 

 

Doloso ou culposo?

O juiz da 1° Vara do Tribunal do Juri de Mato Grosso do Sul, Carlos Alberto Garcete de Almeida, desclassificou o crime de homicídio doloso imputado a Thiago e Willian. Na decisão, o juiz delibera para que os acusados “respondam por outro crime não doloso contra a vida”, entendendo que os acusados não tiveram intenção de matar.

 

Pensão para os pais

Nessa segunda-feira (13), a Justiça determinou que os acusados paguem indenização aos pais da vítima. Conforme movimentação no processo, Willian e Thiago devem pagar, juntos, o valor de 2/3 de salário mínimo, que corresponde a R$ 636 mensais. O valor é estendido até o ano em que ele completaria 25 anos. Após este período, o valor é de 1/3 do salário mínimo, até o momento em que ele completaria 65 anos.

 

 

O menino teria atualmente 18 anos, sendo que o pagamento será pelos próximos 47 anos. O advogado de defesa, Francisco Martins Guedes Neto, comentou que protocolou recurso e aguarda posicionamento do Tribunal de Justiça (TJ), que vai decidir o caso.

 

Entenda o caso

Wesner perdeu parte do intestino ao ser agredido com uma mangueira de ar comprimido pelo ânus. Segundo a polícia, não houve introdução, mas a força do ar devastou os órgãos. Depois de 11 dias internado na Santa Casa de Campo Grande, o adolescente morreu em consequência de uma complicação no esôfago que ocasionou perda de líquido e sangue.

 

Na época, o dono do lava-jato Thiago Demarco Sena e o colega William Henrique Larrea disseram que tudo foi uma “brincadeira” e a polícia entendeu que não houve conotação sexual, por isso, o caso foi registrado como lesão corporal. Antes de morrer, Wesner negou que tratou de brincadeira.

Polícia apreende Ford Fusion recheado com quase 1 tonelada de maconha

Maconha e o haxixe estavam espalhados pelos bancos e fundos falsos do veículo. (Foto: Divulgação)

A Polícia Militar apreendeu quase uma tonelada de maconha e haxixe, nesta terça-feira (14), em Figueirão, a 226 km de Campo Grande. A droga estava em um Ford Fusion abandonado na MS-436, próximo ao cemitério da cidade.

 

A maconha e o haxixe estavam espalhados pelos bancos e fundos falsos do veículo, que estava com o pneu furado. Nenhum suspeito foi preso e o caso é investigado.

 

 

PM foi acionada por moradores de uma fazenda sobre o carro abandonado. Toda a droga foi apreendida, assim como o veículo. O caso será investigado pela Polícia Civil.

MP confirma a prisão de 2 servidores do Estado, na operação ‘Grãos de Ouro’

João Pires

 

Promotora de Justiça Cristiane Mourão durante coletiva de imprensa, hoje a tarde na Capital (Foto - Reprodução)

 

Dois fiscais do Estado foram presos hoje (8) durante a operação ‘Grãos de Ouro’, deflagrada hoje (8), pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), no Mato Grosso do Sul.

 

O fato foi confirmado pela promotora de Justiça Cristiane Mourão Leal Santos, durante coletiva de imprensa, na sede do MP/MS (Ministério Público), em Campo Grande. Segundo ela, os mandados foram cumpridos na Agencia Fazendária (Agenfa) e nas residências dos envolvidos.

 

Segundo os promotores, os dois facilitavam a organização criminosa que atuava na sonegação de impostos na comercialização de soja, em 7 estados, incluindo o Mato Grosso do Sul.

 

De acordo com o  MP, eles forneciam informação e às vezes interferiam diretamente para que a organização criminosa atuasse, além do fornecimento de outras facilidades, como, benefícios fiscais em troca de propina e redução de imposto a ser cobrado.

 

Os nomes dos servidores não foram divulgados pelo MP/MS.

 

MANDADOS

 

Ao todo, foram cumpridos 32 mandados de prisão, sendo 13 em Campo Grande, 9 em Chapadão do Sul, 2 em Costa Rica, 1 em Itaporã, 1 Rio Verde (GO), 1 Mineiros (GO), 2 Cuiaba (MT, 2 Presidente Prudente (SP) e um 1 Rodeio Bonito (RS).

 

Também foram cumpridos 104 mandados de Busca e Apreensão. Somente na Capital foram 33 mandados. Foram apreendidos, documentos, celulares mais de R$ 500 mil em espécie.

 

Ainda de acordo com o MP/MS, foram indetificadas 14 empresas que atuam emitiram notas fiscais falsas.

 

 

Homem fica ferido durante briga com outro que conversava com a namorada dele

G1 MS

 

Um homem de 35 anos ficou ferido durante briga com outro que conversava com a namorada dele, na madrugada desta terça-feira (7), em Campo Grande.

 

De acordo com informações do boletim de ocorrência, o homem chegava na casa da namorada, na Vila Piratininga, pouco antes da 1h (de MS) e a viu conversando com outra pessoa. Ele então passou a agredir quem ela conversava e acabou esfaqueado.

 

O homem foi socorrido por um irmão até a unidade de saúde da região e de lá transferido para a Santa Casa. Ele está com ferimento grave no olho direito e a informaação inicial é de que pode perder a visão deste lado.

 

O caso foi registrado como lesão corporal grave. Até a publicação desta reportagem nenhum suspeito havia sido identificado.

Bandido preso após roubo de conveniência tinha passagem por terrorismo

Campo Grande News

 

Momento em que trio é colocado em viatura, cercada por moradores. (Foto: Porã News)

Nestor Amarilla Alejandro, um dos três bandidos presos após tentarem assaltar uma conveniência de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, na tarde de ontem(24) tinha passagem por terrorismo e já havia até sido preso em Assunção, Capital do país vizinho.

 

Os outros dois suspeitos foram identificados como Ramon Vargas Riquelme e Ceferino Ramon Zarate. O trio estava com uma submetralhadora e um revólver e em duas motos, quando tentaram assaltar a conveniência La Fortaleza 24 Horas, na Avenida Mariscal Lopez, a poucos metros do território brasileiro.

 

Eles tentaram fugir mas foram alcançados pela polícia e presos em flagrante. Para apoiar o trabalho da polícia, centenas de moradores se aglomeraram no local e cercaram as duas viaturas. A polícia suspeita que o trio também tenha roubado uma lotérica, horas antes. O assalto foi gravado pelo sistema de segurança.

Jovem é ameaçada de morte pelo irmão por não querer cuidar de sobrinho

G1 MS

 

Uma jovem de 19 anos procurou a polícia na tarde desta segunda-feira (23), em Mundo Novo, após ser ameaçada de morte pelo próprio irmão por não querer cuidar o filho dele.

 

Ainda de acordo com a ocorrência, o homem de 30 anos, é usuário de droga e fica muito agressivo quando consome bebida alcoólica. Aos policiais, a jovem disse que o irmão iria colocar fogo na casa. A mãe de 54 anos, também é vítima de ameaça do filho.

 

Segundo o boletim de ocorrência, a duas mulheres solicitaram medidas protetivas. Até a publicação desta notícia, ninguém havia sido preso. O homem poderá responder pelo crime de violência doméstica.

 

 

Gaeco cumpre 24 mandados contra o PCC em 6 cidades de MS e PR

Campo Grande News

 

Preso chegando à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Nova Andradina (Foto: Jornal da Nova)

A Operação Mudra, desencadeada na manhã desta segunda-feira (23) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), cumpre 24 mandados – 18 de busca e 6 de prisão – em cinco cidades de Mato Grosso do Sul e uma no Paraná. Os alvos pertencem ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

 

De acordo com o Gaeco, provas colhidas em investigações do braço do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e também da Polícia Civil apontam que líderes da facção estão trabalhando na expansão do domínio da organização criminosa nos presídio do Estado, além de continuarem ordenando a execução de crimes do lado de fora das grades.

 

 

Para ampliar o poder, o PCC estaria reforçando o caixa. “Apurou-se que a organização criminosa desenvolve ações voltadas ao seu fortalecimento e domínio dos presídios e das áreas de interesse para o tráfico de drogas. Os meios de obtenção de recursos para seu autofinanciamento são os crimes contra o patrimônio, especialmente de roubos”, informou o Gaeco por meio de nota.

 

As investigações levantaram ainda mais provas de que os chamados “tribunais do crime” provocaram execuções em Mato Grosso do Sul.

 

A operação – O Gaeco espalhou equipes em Campo Grande, Terenos, Dourados, Caarapó, Nova Andradina e Porecatu (PR).

 

Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Dourados e da Vara Criminal de Nova Andradina a pedido da 3ª Promotoria de Justiça de Nova Andradina. A Polícia Civil de Nova Andradina, além de policiais militares da mesma cidade e de Dourados dão apoio aos promotores da força-tarefa.

 

Dentre os presos, está um empresário de Nova Andradina, identificado como Ademir Naide de 46 anos, o “Gago”, foi preso. Outro homem teria sido preso na cidade, mas não há detalhes.

 

O nome – Mudras são gestos que, segundo a yoga – prática indiana milenar – e ayurveda – sabedoria medicinal que também surgiu na Índia –, “nos permitem sintonizar com frequências específicas de energia do Universo”. Também não foi divulgado o porquê do nome de batismo da operação.