Dinheiro, cartões e celulares apreendidos durante a operação da PF (Foto/Divulgação)
A PF (Polícia Federal) cumpre dez mandados de prisão e de busca e apreensão em Corumbá e Imperatriz (MA) em investigação que apura lavagem de R$ 90 milhões em dinheiro do tráfico de drogas e de crimes de peculato. O esquema envolvia o saque em território brasileiro e depósito em casas de câmbio da Bolívia.
A operação Hipócrates foi deflagrada esta manhã, com apoio de 30 policiais federais. Simultaneamente, foram realizados o sequestro de bens móveis e imóveis, o bloqueio de contas e a suspensão da atividade econômica das empresas constituídas pelos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 3ª Vara Federal de Campo Grande.
A PF não informou quantos mandados estão sendo cumpridos em Corumbá.
Durante as investigações, a Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, identificou grupo de pessoas que realizava diversos saques em agências bancárias em Corumbá e que, em seguida, iam a casas de câmbio em Puerto Quijarro e Puerto Suarez para depósitos. O esquema criminoso movimentou, em quatro anos, mais de R$90 milhões.
A operação descobriu, ainda, que os investigados constituíram diversas empresas “de fachada”, com a finalidade de movimentar dinheiro de crimes diversos, como tráfico de drogas e peculato.
Os investigados poderão responder pelos crimes de evasão de divisas (Art. 22, parágrafo único, da Lei nº 7.492/86), lavagem de capitais (Art. 1º, caput, da Lei nº 9.613/98) e organização criminosa (Art. 2º, caput, da Lei nº 12.850/13), cujas penas somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão.
A operação foi denominada “Hipócrates” em referência ao filósofo grego pai da medicina, já que o envio de dinheiro para estudantes brasileiros de medicina na Bolívia era utilizado como justificativa para a remessa ilegal dos valores ao país vizinho.
Maconha foi carregada em Ponta Porã (Foto: Divulgação)
Policiais Militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam na madrugada desta terça-feira (16) , na região de Ponta Porã , um veículo Fiat Fiorino de cor branca carregado com 1.280,37 quilos de maconha.
Os agentes abordaram, inicialmente, o condutor do veículo Fiat Palio vermelho, que seguia no sentido Ponta Porã/Dourados. Durante a abordagem os policiais ouviram uma chamada realizada através de rádio de comunicação.
O condutor, de 28 anos de idade, confirmou que se comunicava com outro veículo, que logo em seguida se aproximou e não obedeceu à ordem de parada dos policiais e fugiu em alta velocidade.
Os policiais iniciaram um acompanhamento tático e o condutor, de 35 anos de idade, foi abordado. Durante a vistoria constatou-se os volumes prensados do entorpecente, bem como outro rádio de comunicação instalado.
Eles relaram que foram contratados para levar a droga até cidade de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. sendo o condutor do Fiat Palio, como batedor de estrada e o condutor do Fiorino, para transportar a droga, que foi carregada próximo ao Terminal Rodoviário de Ponta Porã.
Policiais civis foram mortos após abordagem no Centro de Campo Grande — Foto: Emerson Arce/TV Morena
Ozéias Silveira de Moraes, suspeito de matar dois policiais civis terça-feira (09), em Campo Grande, morreu na madrugada desta quarta-feira (10), no Jardim Santa Emília. Segundo as primeiras informações da polícia, ele reagiu à abordagem, houve confronto, acabou baleado e não resistiu.
Ozéias e um parente eram transportados em uma viatura descaracterizada pelos policiais Antônio Marcos Roque da Silva, de 39 anos, e Jorge Silva dos Santos, de 50 anos, lotados na Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (DERF).
Os policiais trabalhavam em investigação sobre roubos e furtos de celulares e conduziam os dois presos. Quando passavam na avenida Joaquim Murtinho, Ozéias teria atirado na cabeça dos dois policiais, matando-os e fugindo em seguida. Na fuga, ele ainda teria roubado dois carros. O outro preso foi recapturado em seguida, na Vila Nhá Nhá.
Antônio Marcos estava na Polícia Civil desde 2006 e Jorge Silva desde 2002. A Polícia Civil emitiu nota de pesar sobre a morte dos policiais.
Policiais mortos quando transportavam presos — Foto: Polícia Civil/Divulgação
A pacata Bandeirantes fica a 70 quilômetros de distância da Capital de MS (Foto: Marcos Maluf)
Em Bandeirantes, município de 6 mil habitantes distante a 70 quilômetros de Campo Grande, o silêncio tão característico da cidade nesta terça-feira (2) foi quebrado pelo “barulho” das mensagens trocadas em grupos de WhatsApp e a movimentação de policiais na Prefeitura e sede da Secretaria de Obras durante a operação “Sucata Preciosa”.
Antes das 7h começaram a chegar a primeiras mensagens em um grupo de WhatsApp com 256 participantes. Neste espaço virtual, os moradores costumam trocar informações sobre a cidade e hoje não foi diferente. “Bandeirantes acordou movimentada” e “Nunca vi tanto policial na minha vida” foram alguns dos textos compartilhados pelos integrantes.
Proprietária de um brechó na cidade Helen Oliveira, de 55 anos, mora próximo ao prédio da Prefeitura. Eleitora confessa de Álvaro Urt, o chefe do Executivo municipal atualmente, ela disser ser novidade ver tantos policiais naquele espaço.
“Ele é uma pessoa maravilhosa. A cidade foi para frente com ele”, declarou se referindo ao prefeito que não está entre os alvos da operação. As denúncias no entanto são de fraudes em contratos celebrados entre o município e empresas para manutenção da frota entre os anos de 2019 e 2020, já durante a gestão de Urt.
Outra moradora, Juliene Moraes reside há dois anos perto da Prefeitura e disse ter visto policial logo cedo, por volta das 4h, quando acordou para ir trabalhar. “Nunca tinha presenciado tanto policial em Bandeirantes”, disse.
Os policiais fecharam o cerco ao redor do paço municipal e também do prédio da Secretaria de Obras. O número de agentes em ação não foi informado.
Primeira fase da operação foi desencadeada em 2018 (Foto/Arquivo: Osvaldo Duarte)
O pagamento de propina a núcleo de policiais civis de Mato Grosso do Sul desencadeou a 4ª fase da Operação Nepsis da Polícia Federal, com apoio da Corregedoria da Polícia Civil de MS. Hoje, são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em cinco municípios. A suspeita é de pagamentos para facilitar o contrabando de quadrilheiros da Máfia do Cigarro.
Sete servidores da Polícia Civil foram identificados como possíveis líderes regionais do esquema de distribuição de valores realizados pela Máfia dos Cigarros para a facilitação do contrabando, sendo que cinco deles tiveram a suspensão da função pública decretada cautelarmente pelo juízo. Os outros dois já são aposentados.
Equipe formada por 60 policiais cumpre mandados em Amambai, Iguatemi, Itaquiraí, Naviraí e Ponta Porã, todos expedidos pela 2ª Vara Federal de Ponta Porã. Esta 4ª fase foi denominada “Arithmoi”, o que significa “números” em grego e remete à contabilização de vantagens indevidas encontradas nas listas de pagamento.
A apuração começou com a identificação de listas de contabilidade contendo registros de pagamento a esses servidores na região do Conesul. A relação estava em documentos e celulares apreendidos de membros dos quadrilheiros, alvos da 1ª fase da Operação Nepsis, deflagrada em 22 de setembro de 2018.
O grupo criminoso investigado na Operação Nepsis formo um consórcio de grandes contrabandistas, com a criação de sofisticada rede de escoamento de cigarros contrabandeados do Paraguai, sustentada por dois pilares: sistema logístico de características empresariais e, ainda, a corrupção de policiais para facilitar o esquema criminoso.
Os detalhes dessa fase da operação serão repassados esta manhã, em entrevista na PF em Campo Grande.
Carregamento de 28 toneladas de maconha estava escondido em meio a carga de milho em grão — Foto: PRF/Divulgação
A Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam na quarta-feira (20), na rodovia MS-295, entre Iguatemi e Tacuru, em Mato Grosso do Sul, um caminhão com 28 toneladas de maconha. A droga estava escondida em meio a uma carga de milho. O motorista foi preso em flagrante por tráfico de drogas.
Segundo a PF e a PRF, a apreensão é a maior da história das duas forças em Mato Grosso do Sul e ainda uma das maiores já registradas no próprio estado e também no país.
Os policiais rodoviários federais abordaram na MS-295 o caminhão, de placas de Pelotas, Rio Grande do Sul. Enquanto isso, os agentes da Polícia Federal realizavam diligências em um hotel na cidade de Iguatemi, e desconfiaram do nervosismo apresentado pelo homem, de 38, motorista de caminhão.
Em meio a uma carga de milho em grãos no caminhão, os policiais encontraram fardos de maconha, que em pesagem inicial atingiu 28 toneladas de entorpecente.
O motorista foi interrogado sobre a droga e disse que pegou o caminhão já carregado com a droga e que levaria a carga para São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Ele revelou ainda que receberia aproximadamente R$ 40 mil para fazer o transporte da maconha.
Diversos carros, incluindo caminhonete de luxo, eram utilizados para vender (Foto: Marcos Maluf)
Depois de aplicarem golpes em vítimas que ainda são contabilizadas pela polícia, cerca de 20 integrantes da “Quadrilha da Panela” lotam a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro neste domingo (17). Eles já eram investigados, por vender panelas de baixa qualidade como itens alemães, vendidos em euros, alegando “precinho camarada” que chegava a R$ 1,5 mil em 12 parcelas.
Até as crianças foram parar na delegacia junto com os pais e mães. O grupo enganava as vítimas contando que iria expor os produtos em uma feira na cidade, que havia sido cancelada em razão do coronavírus. Dessa forma, os golpistas faziam convenciam as vítimas a não perderem a “oportunidade única” de adquirir produto “vendido por mais de 900 euros”.
E não é só a panela que eles diziam ser estrangeira. Alguns falavam até serem “alemães”, caso de uma das mulheres que aplicava os golpes. Para levar os produtos, oito veículos eram utilizados pela quadrilha de estelionatários, inclusive, carros bem acima do preço popular, como Jeep Renegade.
Eles escolhiam as vítimas nas portas dos supermercados.
Flagrante – A quadrilha foi detida em flagrante, aplicando mais um golpe nesta tarde, em supermercado da região central. A polícia acredita que eles percorreram muitos comércios na cidade. O jogo varia de 18 a 19 panelas. Todos os veículos apreendidos estavam lotados com mercadorias, incluindo uma caminhonete.
O pagamento das panelas era dividido no cartão de crédito porque até maquininhas eles levavam de prontidão, e dividiam em “suaves” 12 parcelas, que podem variar de R$ 350 a R$ 150.
Por coincidência, uma das vítimas foi registrar boletim nesta tarde e topou com o grupo detido. Sarah Nogueira, 20, é estudante e está noiva e ontem a noite foi vítima do golpe. Uma mulher e mais três comparsas estavam em um dos veículos carregados de mercadoria.
A jovem cita uso de “boa conversa” e que a mulher até batia na panela para provar que o material era bom. O problema é que a amostra era diferente do jogo vendido. “Ela disse que tinha descendência alemã, que ia ter uma feira que foi cancelada por conta da covid-19”, contou ela.
A jovem ainda disse que para atrair ainda mais para a oferta, a mulher citou que o jogo em questão era vendido por mais de 900 euros “e afirmava que estava vendendo bem mais barato”.
Até faqueiro – Segundo a jovem, a vendedora queria que ela levasse também um faqueiro, sempre a exaltar a extrema qualidade do produto. Primeiro, ofereceu vender o jogo de pan elas em 12 vezes de R$ 280, mas acabou se contentando com parcelas de R$ 150.
A jovem foi até buscar o CNPJ da empresa que no cartão estava identificada como “Deus é fiel”, e no lugar o que apareceu foi uma empresa de transportes. “Falou que a primeira parcela era só em novembro”, contou ela. “Em 10 minutos foram embora”, disse ela que contou ter saído do mercado e já não ter encontrado mais ninguém.
No site reclame aqui, ela encontrou vítimas de todo o país relatando o mesmo golpe. Ela disse já ter acionado a administradora do cartão de crédito.
Na Depac Centro, golpistas e vítimas ainda não ouvidos pelo delegado e investigadores.
Mandados são cumpridos em várias cidades do Estado (Foto - Marcos Morandi, Midiamax)
A cúpula da segurança pública de Mato Grosso do Sul volta a ser alvo de uma operação para combater a corrupção policial e o contrabando de cigarros do Paraguai. Sete mandados de prisão são cumpridos na manhã desta sexta-feira (15) em várias cidades do estado, e entre os alvos estão servidores da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública), como policiais de alta patente da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul).
Todos estavam lotados com altos salários em cargos estratégicos de comando em unidades policiais na região do Cone Sul de MS, por onde a chamada ‘máfia dos cigarreiros’ teria intensificado as operações criminosas após a Operação Oiketikus, que já tinha prendido 29 servidores da Sejusp em 2018.
O esquema de corrupção continuou, segundo apontam as investigações do Gaeco, com forte participação de integrantes da Polícia Militar sul-mato-grossense para facilitar a atuação de contrabandistas de cigarro do Paraguai.
O tenente-coronel Wesley Freire de Araújo, comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, na cidade de Naviraí, a 359 quilômetros de Campo Grande, está entre os presos
Em Dourados, a casa do comandante local da PM também foi alvo de cumprimento de mandado de busca e os agentes saíram do local com vários documentos. O comandante foi levado para o batalhão de polícia da cidade e contra ele havia um mandado e prisão.
Em Nova Andradina, um dos alvos seria o ex-comandante da Polícia Militar da cidade. Informações obtidas pelo Jornal Midiamax são que ao todo quatro comandantes da Polícia Militar do Estado são alvo da operação.
São alvos da Operação Avalanche: Coronel Haddad, tenente-coronel Carlos Silva, tenente-coronel Dominoni, tenente-coronel Erivaldo, tenente-coronel Souza Lima, e major César da cidade de Coxim. Os mandados de busca e apreensão de prisão são desdobramento da operação Oiketicus.
Máfia dos cigarreiros
A primeira fase da Operação Oiketikus foi desencadeada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do Ministério Público Estadual e pela Corregedoria Geral da Polícia Militar, em 2018 e levou a prisão cerca de 29 policiais que foram denunciados por corrupção passiva e organização criminosa, por integrarem a chamada “Máfia dos Cigarreiros”.
As investigações iniciaram em abril de 2017 e apontaram que policiais militares de Mato Grosso do Sul davam suporte ao contrabando, mediante pagamento sistemático de propina, interferindo em fiscalização de caminhões de cigarros para que não ocorressem apreensões de cargas e veículos, além de adotarem outras providências voltas para o êxito do esquema criminoso. Os cigarreiros agiam associados desde o início de 2015, estruturalmente ordenados e com divisão de tarefas. As atividades eram desenvolvidas em dois grandes núcleos.
Policiais presos em MS
São eles Admilson Cristaldo Barbosa, Alisson José Carvalho de Almeida, Anderson Gonçalves de Souza, Angelúcio Recalde Paniagua, Aparecido Cristiano Fialho, Claudomiro de Goez Souza, Claiton de Azevedo, Clodoaldo Casanova Ajala, Elvio Barbosa Romeiro, Erick dos Santos Ossuna, Francisco Novaes, Ivan Edemilson Cabanhe, Jhondnei Aguilera, Kelson Augusto Brito Ujakov, Kleber da Costa Ferreira, Lindomar Espindola da Silva, Lisberto Sebastião de Lima, Luciano Espindola da Silva, Maira Aparecida Torres Martins, Marcelo de Souza Lopes, Nazário da Silva, Nestor Bogado Filho, Nilson Procedônio Espíndola, Oscar Leite Ribeiro, Ricardo Campos Figueiredo, Roni Lima Rios, Salvador Soares Borges, Valdson Gomes de Pinho e Wagner Nunes Pereira.
Foram inocentados ou recorreram
Aparecem na lista dos inocentados Anderson, Claudomiro, Claiton, Clodoaldo, Kleber, Nazário, Nestor, Nilson, Roni, Salvador e Wagner. Os outros foram condenados, mas nem todos respondem pelos mesmos crimes. Dentre eles, Angelucio, Elvio, Erick, Francisco, Ivan, Jhondnei, Lisberto e Valdson tiveram pedidos acatados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e cumprem as condenações em liberdade, com medidas restritivas. (Colaborou Renata Portela)
Policias civis do Rio de Janeiro no cumprimento de mandados (Foto: EPTV/Reprodução)
Força-tarefa da Polícia Civil do Rio de Janeiro está nas ruas do Rio e dos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná contra pessoas envolvidas em lavagem de dinheiro do lucro obtidos pelo CV (Comando Vermelho) com o tráfico de drogas. De acordo com o jornal Extra, investigações apontam que o esquema movimentou R$ 147 milhões entre 2015 e 2019.
São ao todo 12 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão expedidos para a operação batizada Shark Attack 3 (ataque de tubarão, em inglês). Ainda conforme o Extra, antes das 7h (no horário de Mato Grosso do Sul), seis pessoas já estavam presas
Duas ordens de prisão e uma de busca, segundo o G1 do Rio, serão cumpridas em Ponta Porã – cidade vizinha a Pedro Juan Cabellero, no Paraguai, e a 323 km de Campo Grande.
Investigação – Segundo o Extra, esta é a terceira fase derivada de investigação da 19ª DP (Tijuca) que revelou o uso de empresas fantasmas ou fictícias em vários estados para regularizar recursos obtidos por meio da venda de drogas no Morro do Borel, na Tijuca, na Zona Norte do Rio.
Os sócios das empresas monitoradas levantaram suspeita porque tinham padrão de vida incompatível com a movimentação financeira das firmas, geralmente viviam em locais de baixa renda.
Num dos casos investigados, uma companhia recebeu 38 depósitos em espécie com valores entre R$ 50 mil e R$ 85 mil entre 1º de outubro de 2018 e 19 de março de 2019 – R$ 2.208.805 ao todo. Outra empresa teria recebido mais de R$ 3,5 milhões dos traficantes.
Por isso, a polícia pediu o bloqueio das contas bancárias de 8 empresas por onde circula o dinheiro sujo, além do sequestro de 4 imóveis e 1 veículo.
Dinheiro com cheiro de maconha – Ainda segundo a Polícia Civil, os depósitos chamaram atenção porque eram sempre feitos com notas de pequeno valor, mofadas, malcheirosas e úmidas, além de serem feitos em agências próximas às comunidades ou em localidades de rota de tráfico.
Lá atrás, a investigação começou após dois homens tentaram depositar, numa agência bancaria na Tijuca, R$ 99,6 mil em dinheiro que cheirava maconha. A gerência da unidade chamou a PM (Polícia Militar) naquele dia 28 de janeiro de 2019, os dois foram levados para delegacia e a partir daí, a polícia começou a fazer o rastreio da origem do dinheiro.
Dinheiro e mercadorias que estavam com o suspeito — Foto: Guarda Municipal/Divulgação
Um rapaz de 21 anos foi preso na madrugada desta quarta-feira (11), em Dourados, suspeito de dois furtos a comércios. Com ele foram encontrados dinheiro e objetos levados de uma gráfica e de uma loja de roupas.
Segundo informações do boletim de ocorrência, o suspeito contou à Guarda Municipal que mora em Ivinhema, foi para Dourados e lá combinou com outra pessoa de fazer os furtos.
A Guarda Municipal foi informada dos furtos, foi para a região onde os crimes aconteceram e abordaram o rapaz. Com ele foi encontrado dinheiro, roupas, brincos e outros objetos furtados.
O suspeito preso e outros envolvidos nos furtos também levaram um cofre. O objeto foi encontrado em um terreno baldio, todo danificado.
Para entrar nos comércios, os ladrões danificaram as portas de vidro. Os outros envolvidos nos crimes não foram encontrados.
Os presos estão sendo levados para a Depac (Foto: Cido Costa)
Pelo menos três pessoas já estão presas e vários documentos apreendido durante megaoperação contra o crime que envolve policiais civis de Dourados, Rio Brilhante e Itaporã. Eles foram às ruas no início da manhã desta segunda-feira (9).
Os alvos são membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Pelo menos 50 policiais do SIG (Setor de Investigações Gerais), 2º Distrito Policial, Delegacia do Menor, Defron, NRI (Núcleo Regional de Inteligência) e Depac, além de equipes de Rio Brilhante e Itaporã então envolvidos na ação.
Todos os envolvidos estão sendo encaminhados à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), em Dourados. Segundo informações até agora apuradas, a trata-se de um desdobramento da Operação Coruja de Minerva II. Segundo a Polícia Civil de Dourados, a primeira fase da Operação Coruja de Minerva foi em abril do ano passado. Na época foi desmantelada uma quadrilha que planejava sequestrar empresários da cidade.
Suspeito tem 23 anos e foi preso em Caarapó (Foto - Reprodução)
A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (5) em Caarapó, o suspeito de ter ateado fogo em dois ônibus intermunicipais da Expresso Maringá, na rodoviária de Caarapó.
O incêndio ocorreu por volta da 1h, também de quinta-feira. Segundo delegado de Caarapó, Anezio Rosa de Andrade, o suspeito tem 23 anos e é morador de Caarapó. Em depoimento, o homem disse que cometeu o crime porque está alcoolizado.
Nas imagens de câmeras de segurança da empresa o suspeito aparece entrando em um dos veículos e ateando fogo no banco. Conforme a polícia, ele também colocou fogo no segundo veículo.
Os dois veículos ficaram completamente destruídos, mas ninguém se feriu.
O delegado disse que o suspeito vai responder pelo crime de incêndio majorado, por se tratar de transporte coletivo. Se condenado pela Justiça poderá pegar pena de três a seis anos de prisão.
A Expresso Maringá disse que no mesmo dia do incêndio, outros dois veículos de reserva que estavam em Dourados foram deslocados para Caarapó para atender os passageiros.
A empresa disse ainda que não tinha seguro dos veículos e estima o prejuízo em cerca de R$ 200 mil.
18 mandados foram cumpridos (Foto - Henrique Arakaki, Midiamax)
Cinco policiais rodoviários federais foram presos na manhã desta quinta-feira (5), suspeitos de facilitarem a entrada de contrabando de cigarros no Estado. Nove cidades de Mato Grosso do Sul foram alvo da operação, que foi deflagrada pela PF (Polícia Federal) em conjunto com a PRF (Polícia Rodoviária Federal).
Um dos policiais presos nesta quinta (5) havia sido solto recentemente após sua prisão, que não teve detalhes divulgados e nem o ano em que foi detido. Um dos policiais teria ingressado na instituição em 1994, outro em 1996, e um em 1999, o outro policial preso estaria na instituição desde 2011. Os nomes não foram divulgados.
As operações denominadas Managers e Cem por Cento, foram deflagradas contra servidores públicos federais suspeitos de corrupção. A operação também é contra o contrabando de cigarros. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão, nas cidades de Naviraí, Jutí, Eldorado, Mundo Novo, Japorã, Rio Brilhante, Nova Alvorada do Sul, Dourados, Campo Grande e Umuarama, Paraná.
A organização criminosa movimentava milhares de carretas de cigarros para diversos estados. Os integrantes do esquema cooptaram servidores públicos, em especial policiais rodoviários federais, para facilitar o tráfego do contrabando. O esquema contava com pessoas, que ocupavam a função de gerentes, comandando as redes de transportadores, batedores, olheiros e fazendo contato com os “garantidores”.
Cerca de 80 policiais participam da operação. A operação é uma continuação de outras investigações.
Policiais presos por corrupção
Três sargentos e três cabos da polícia rodoviária estadual foram presos por suspeita de participação em um esquema de contrabando de cigarros, vindo do Paraguai. Um dos policiais presos seria o chefe do esquema. Os policiais facilitavam a passagem das cargas de cigarro em troca de dinheiro. Eles recebiam mesadas de R$ 5 mil em média e, em alguns casos, chegavam a receber R$ 50 mil dependendo do tamanho e valor da carga que liberavam.
Em compartimentos ocultos na caminhonete foram localizadas vários tabletes do entorpecente, que depois de pesado totalizou meia tonelada (Foto: divulgação/PRF)
Traficante ainda não identificado fugiu após abandonar caminhonete carregada com 500 quilos de maconha, na noite de ontem (3), no Km 315 da BR-163, em Rio Brilhante.
Conforme boletim de ocorrência, a equipe fiscalizava o trecho, quando deu ordem de parada ao motorista de uma Ford F-1000 com placas de Guapó (GO). Porém, o suspeito não respeitou e fugiu em alta velocidade entrando em uma estrada vicinal. Durante a fuga, o traficante tentou despistar a polícia dirigindo em zigue-zague e pela contramão de direção.
Depois e alguns quilômetros, o suspeitou abandonou o veículo às margens da estrada e fugiu a pé pela mata. Foram realizadas buscas pelo local, mas sem sucesso. A droga foi encontrada escondida em compartimentos ocultos e dentro de uma roda de trator transportada na caçamba. O automóvel e o entorpecente foram encaminhados para a Polícia Civil em Rio Brilhante.
Dinheiro apreendido em MS com a dupla de SP — Foto: BPChoque/Divulgação
Dois homens, de 32 e 49 anos, foram presos na madrugada desta segunda-feira (02), em Corumbá, a 415 quilômetros de Campo Grande, com dólares e reais que seriam usados para comprar cocaína na Bolívia e levar para São Paulo. Eles foram autuados por corrupção ativa porque ofereceram todo os R$ 120 mil e US$ 69.786 para os policiais para serem liberados.
De acordo com a polícia, os dois homens eram passageiros de um ônibus intermunicipal parado para fiscalização na BR-262. O suspeito mais novo ficou nervoso com a fiscalização dos militares, sendo encontrado na mochila dele parte do dinheiro.
Diante do flagrante, o suspeito mais velho se apresentou aos policiais como amigo do preso e na palmilha do calçado dele foi encontrado mais dinheiro.
Os dois foram então presos e contaram aos policiais do Batalhão de Choque, que fizeram a fiscalização, que saíram de São Paulo com o dinheiro para comprar cocaína em Porto Soares, na Bolívia, e entregar a uma mulher na capital paulista.
No entanto, conforme a versão dos suspeitos à polícia, houve um desajuste com o fornecedor da droga sobre a qualidade do produto, não foi feita a compra e então eles voltavam com o dinheiro para São Paulo.
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