terça-feira, 17 de março de 2026

Por que o câncer colorretal cresceu muito entre pessoas mais jovens

“Assustador”. “Preocupante”. “Problema global”. “Alerta mundial”. Esses foram alguns dos termos usados por médicos entrevistados pela BBC News Brasil para descrever o crescimento dos casos de câncer colorretal na população mais jovem, com menos de 50 anos.

No domingo (20), a cantora e apresentadora Preta Gil morreu aos 50 anos após complicações de câncer colorretal. No caso dela, o tumor foi descoberto em janeiro de 2023, quando tinha 48 anos.

Esse tipo de câncer, que afeta o intestino grosso (o cólon) e o reto, está entre os mais impactantes na saúde e na qualidade de vida. E, nas últimas décadas, uma tendência estranha chamou a atenção dos especialistas.

Em várias partes do mundo, os casos de câncer colorretal permaneceram relativamente estáveis entre os mais velhos — que proporcionalmente continuam a representar a maioria dos acometidos pela enfermidade.

No entanto, as taxas de casos desse tumor começaram a subir com rapidez entre indivíduos com menos de 50 anos.

“Se você comparar os números atuais com a taxa que tínhamos há 30 anos, alguns trabalhos chegam a apontar um aumento de 70% na incidência de câncer colorretal em pacientes jovens”, resume o oncologista clínico Paulo Hoff, presidente da Oncologia D’Or.

Essa diferença nas estatísticas já provocou algumas mudanças de saúde pública: nos Estados Unidos, um dos primeiros países a detectar o fenômeno, a idade mínima para a realização de exames preventivos que flagram o tumor colorretal precocemente (sobre os quais falaremos adiante) caiu de 50 para 45 anos.

No Brasil, alguns dados preliminares obtidos pela reportagem também apontam para um crescimento da doença numa idade precoce.

O que explica o fenômeno?

Para o oncologista Samuel Aguiar Jr., líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A.C. Camargo Câncer Center, em São Paulo, os dados representam um “alerta mundial”.

“Vemos essa realidade no nosso dia a dia, e é assustador. Já virou normal ver pessoas jovens, de 35 ou 40 anos, chegarem no consultório com o diagnóstico desse tumor”, relata ele.

“Esse cenário preocupa, pois o impacto do câncer colorretal numa pessoa jovem é muito grande”, concorda Jácome, que também é membro do Comitê de Tumores Gastrointestinais Baixos da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc).

“Falamos de indivíduos que estão na idade de se estabilizar no emprego, de casar, de ter o primeiro filho… Ou seja, há uma série de sonhos que ainda não foram realizados.”.

Mas, afinal, o que explica esse cenário? Por que os tumores colorretais estão subindo tanto entre jovens, a ponto de chamar a atenção de especialistas do mundo todo?

“Existem algumas hipóteses e teorias, mas nenhuma delas foi confirmada até o momento”, responde Hoff.

“A primeira delas está relacionada à mudança dramática que ocorreu nas últimas décadas, em que nós saímos de uma civilização agrária e rural para uma sociedade predominantemente urbana. Isso alterou vários aspectos da vida, com o avanço de uma dieta baseada em produtos ultraprocessados, com menor presença de alimentos naturais, e mais sedentarismo”, contextualiza o médico.

“Se essa hipótese se confirmar, estamos diante de um quadro alarmante, uma vez que os produtos industrializados se tornaram a base da alimentação moderna, inclusive da merenda escolar das crianças”, comenta Aguiar Jr.
Sabe-se que o sobrepeso e a obesidade são fatores que estão relacionados a esse tumor — e os quilos extras são um problema que afeta cada vez mais pessoas.

Além dos aspectos que envolvem o estilo de vida, os pesquisadores também levantam outras suspeitas.

“Também não podemos descartar o impacto de algumas práticas, como o uso indiscriminado de antibióticos, seja diretamente para tratar as pessoas ou na produção pecuária, em aves e bovinos”, destaca Jácome.

Preta lutava contra quatro tumores diagnosticados no ano passado, em dois linfonodos, no peritônio (com metástase) e na ureter (Foto: Divulgação)

O QUE FAZER?

Como mencionado no início da reportagem, as mudanças nas estatísticas sobre o câncer colorretal nos EUA modificaram os programas de detecção precoce no país.

A partir de 2021, as autoridades americanas passaram a indicar a realização de exames preventivos para todo mundo com mais de 45 anos — antes, esses testes eram preconizados apenas para quem estivesse acima dos 50.

No Brasil, não existe nenhum esquema público de rastreamento do câncer colorretal (como a mamografia para o câncer de mama ou o papanicolau para o câncer de útero), mas o Inca está debatendo um programa específico para essa doença, que deve ser lançado nos próximos meses.

“Eu sei que essas discussões estão ocorrendo, porque temos notado um aumento na incidência e uma necessidade de rastreamento”, diz Cancela.
No caso específico desse tumor, existem dois testes principais que podem ser utilizados: o exame de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia.

Como o próprio nome indica, a primeira opção investiga se há sangue no cocô de um indivíduo. Embora a presença do líquido vermelho ali não seja um sinal direto de câncer (pode ser um indicativo de uma úlcera mais simples, por exemplo), ela levanta um sinal amarelo para uma investigação mais aprofundada.

Já a colonoscopia envolve inserir pelo ânus uma cânula com câmera na ponta. Essa abordagem permite que o especialista visualize em tempo real o interior do intestino e detecte algo de anormal nas paredes desse órgão.

Durante esse procedimento, também é possível remover pólipos, lesões que podem se desenvolver e virar um câncer no futuro.

Mas qual dos testes é melhor?

Depende do ponto de vista.

“A colonoscopia é o exame padrão ouro, porque tem uma sensibilidade maior, ou seja, uma capacidade superior de detectar as lesões com acurácia”, aponta Jácome.

“Além disso, ela já é capaz de remover na mesma hora algumas dessas lesões”, complementa ele.

Mas existem alguns problemas aqui, como a baixa disponibilidade de equipamentos e profissionais capazes de fazer esse procedimento. Além disso, precisamos levar em conta que esse teste exige toda uma preparação, o indivíduo fica sedado por algumas horas e perde um dia de trabalho.

“É praticamente impossível para qualquer país do mundo implantar um programa de rastreamento do câncer colorretal baseado apenas na colonoscopia”, defende Hoff.

“O exame de sangue oculto nas fezes é baratíssimo, fácil de fazer e, se realizado uma vez ao ano, consegue detectar sinais precoces da doença, como sangramentos”, lista o oncologista.

“Mesmo nos grandes programas de rastreamento populacional da Europa, que oferecem gratuitamente a colonoscopia, a adesão das pessoas é baixíssima. Menos de 20% da população realiza esse exame com periodicidade”, calcula Aguiar Jr.

Seguindo essa linha de raciocínio, o que os especialistas propõem é basicamente um esquema de funil: o exame de sangue oculto nas fezes deveria ser indicado a todo mundo com mais de 45 anos, como uma espécie de triagem.

Aqueles que não apresentarem nenhuma alteração, estão liberados e voltam para um novo check-up daqui a um ano. Já os indivíduos que tiverem a presença de sangue no cocô devem ser encaminhados para uma avaliação mais aprofundada, com a colonoscopia.

Fonte: Portal G1

Menos de 24% do público-alvo faz mamografias no Brasil, aponta estudo

Apenas 23,7% da população-alvo realiza mamografias no Brasil, segundo levantamento do Instituto Natura em parceria com o Observatório de Oncologia do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer. O índice está muito abaixo dos 70% preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres brasileiras — excluindo o câncer de pele não melanoma —, com 73.610 novos casos estimados anualmente. A principal forma de salvar vidas é por meio da detecção precoce, viabilizada pelos exames de rastreamento, mas essa realidade ainda está distante de grande parte da população.

A OMS recomenda a realização de mamografias a cada dois anos entre mulheres de 50 a 69 anos, com uma taxa mínima de cobertura de 70%. No entanto, o Brasil ainda não alcançou nem um quarto desse percentual.

➡️ Em nota, o Ministério da Saúde informou que é assegurado a todas as mulheres o acesso a exames como mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética. Disse também que, “em 2024, foram realizadas 4.307.786 mamografias pelo SUS e que mais de 9 mil mamógrafos estão em operação na rede pública e privada, segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES)”. Leia a nota completa mais abaixo.

Confira outros destaques do estudo:

  • 41,7% das mamografias de rastreamento (feitas quando ainda não há sintomas) realizadas no SUS foram feitas por mulheres pretas e pardas entre 2023 e 2024.
  • 44% das mulheres pretas e pardas e 36% das brancas tiveram diagnóstico tardio.
  • O tempo médio para início de tratamento no Brasil ultrapassa em 158 dias o prazo estipulado por lei – que é de 60 dias.

Confira o percentual de exames realizados por:

  • Mulheres amarelas: 11,5%
  • Mulheres indígenas: apenas 0,1% realizou o exame no biênio de 2023-2024
  • Mulheres brancas: 46,8%

Cobertura por região e estado

O Sul lidera em cobertura mamográfica, com os seguintes percentuais ao longo dos anos:

  • 2015-2016: 31,3%
  • 2017-2018: 30,5%
  • 2019-2020: 22,9%
  • 2021-2022: 24,3%
  • 2023-2024: 27,2%

Os estados com os melhores índices em 2023 foram:

  • Bahia: 33%
  • Piauí: 32,6%
  • São Paulo: 29,9%

Já as menores coberturas foram observadas em:

  • Roraima: 3,3%
  • Tocantins: 6,4%

As regiões Norte e Centro-Oeste apresentaram os piores desempenhos entre mulheres de 50 a 69 anos, com 11,9% e 15,3%, respectivamente.

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informa em nota que:

“O Ministério da Saúde assegura a todas as mulheres o acesso a exames para diagnóstico do câncer de mama, como mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética. Em 2024, foram realizadas 4.307.786 mamografias em todo o país pelo SUS. Atualmente, mais de 9 mil mamógrafos estão em funcionamento na rede pública e privada, de acordo com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Desde 2023, a pasta ampliou em 48% os recursos destinados à assistência oncológica no SUS, com foco na expansão da oferta de serviços e na qualificação do atendimento.

Fonte: Assessoria

Meningite: Atualização no esquema vacinal amplia proteção contra a doença

O Brasil já registrou mais de 4.400 casos de meningite em 2025, segundo dados do Ministério da Saúde. Diante do avanço da doença e da circulação dos diferentes sorogrupos da bactéria meningococo (Neisseria meningitidis), o Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou, desde a última terça-feira, dia 1.º, a vacina meningocócica ACWY como dose de reforço para crianças de 12 meses.

A atualização acompanha as diretrizes da Organização Mundial da Saúde, que busca o controle global das meningites meningocócicas até 2030.
A meningite é uma inflamação das meninges — membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal — e pode ser causada principalmente por vírus e bactérias. A infecção meningocócica, causada por bactérias, é uma das mais graves e de rápida progressão, principalmente em crianças menores de 5 anos.

Sinais e sintomas

Os sinais clínicos da doença variam conforme sua apresentação. “Na meningite meningocócica, os sintomas mais comuns são febre, dor de cabeça intensa e vômito. Já na doença meningococcemia, a criança apresenta febre associada a sinais de choque, como manchas vermelhas ou roxas na pele, conhecidas como petéquias — que indicam pequenos sangramentos. Há ainda casos em que a criança desenvolve simultaneamente os dois quadros, o que agrava ainda mais o estado clínico”, explica o infectologista Victor Horácio de Souza.

Segundo o especialista, a doença pode causar complicações graves, como convulsões, insuficiência renal e lesões de pele com risco de infecção secundária. “É uma doença de alta mortalidade, por isso a vacinação é tão essencial”, reforça.

Novo esquema vacinal amplia cobertura contra a meningite

A vacina ACWY era aplicada pelo Sistema Único de Saúde apenas em adolescentes com idades entre 11 e 14 anos. Agora, crianças de 12 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias que ainda não tenham tomado o reforço ou que estejam com o calendário vacinal atrasado também vão receber. Com a nova diretriz do Ministério da Saúde, o esquema vacinal contra a meningite passa a ser:

  • Primeira dose da vacina meningocócica C aos 3 meses;
  • Segunda dose aos 5 meses;
  • Reforço com a vacina meningocócica ACWY aos 12 meses.

“A inclusão da vacina ACWY no calendário nacional amplia significativamente a proteção das crianças. Antes, vacinávamos apenas contra o meningococo tipo C. Agora, passamos a proteger também contra os tipos A, W e Y. Também é importante destacar que a vacina é segura e bem tolerada”, destaca a pediatra Heloísa Giamberardino, do Centro de Vacinas Pequeno Príncipe.
A especialista também alerta para a gravidade e velocidade de evolução da doença. “A meningite meningocócica é uma infecção que evolui de forma muito rápida, levando a quadros de choque e necessidade de tratamento em UTI. Por isso, manter o calendário vacinal em dia é essencial, especialmente no outono e inverno, quando a circulação do meningococo é maior”, ressalta.
Os pais ou responsáveis devem procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e garantir a proteção de meninos e meninas.

Fonte: Assessoria

Busca ativa por casos de sarampo é intensificada em MS com apoio do Ministério da Saúde

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) está intensificando, em parceria com os municípios, a busca ativa por casos suspeitos de sarampo e rubéola em todo o estado. A ação é voltada especialmente para os profissionais de saúde, que atuam nas ESFs (Estratégias de Saúde da Família), unidades básicas, hospitais, UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e diretamente nas residências, com o objetivo de identificar possíveis casos ainda não notificados.

O trabalho segue até 30 de junho em Mato Grosso do Sul e integra a mobilização nacional contra o sarampo e a rubéola, promovida pelo Ministério da Saúde. Iniciada em 17 de maio, ela está inserida nas atividades do ‘4º Dia S de Mobilização Nacional para Busca Ativa de Casos Suspeitos’, celebrado em todo o país no dia 17 de junho.

“Essas buscas ativas estão sendo feita de forma institucional, com a revisão de prontuários nas unidades de saúde; comunitária, com visitas domiciliares; e também laboratorial, revisando exames negativos para arboviroses que apresentem sintomas compatíveis com sarampo. Essa estratégia é essencial para aumentar a sensibilidade da vigilância e reforçar o compromisso de manter Mato Grosso do Sul livre da circulação do vírus”, explica Jakeline Miranda Fonseca, gerente de Doenças Agudas e Exantemáticas da SES.

Um formulário online foi disponibilizado pela SES para que os municípios relatem os resultados obtidos até essa data. Com isso, a partir do início de julho será possível apresentar um panorama dos casos detectados. A mobilização integra os esforços do Brasil para manter o status de eliminação do sarampo e da rubéola, conforme exigido pela OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde).

De acordo com nota técnica do Ministério da Saúde, não há tratamento específico para sarampo, sendo a vacinação a principal forma de prevenção. A vacina Tríplice Viral, que também protege contra caxumba e rubéola, é gratuita e está disponível em todas as unidades do SUS (Sistema Único de Saúde).

A SES reforça a importância da participação de todos os profissionais da rede e da população no reconhecimento dos sintomas — como febre alta, manchas vermelhas no corpo, tosse seca, coriza, olhos vermelhos e manchas brancas na boca — e na busca precoce por atendimento.

Fonte: Portal do MS

Mudanças climáticas afetam a sua saúde: descubra como manter o desempenho nos treinos

As oscilações no clima ao longo do dia podem representar um desafio extra para quem treina com frequência. Rinite, sinusite e infecções respiratórias se tornam mais comuns nesses períodos, exigindo cuidados especiais para preservar a saúde e manter a constância nos treinos.

Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), cerca de 30% da população brasileira sofre com a rinite alérgica. Embora não seja contagiosa, a condição pode provocar sintomas como coriza, espirros, olhos inchados, dores de cabeça e coceira intensa, prejudicando o sono, o humor e até a produtividade no trabalho.

No caso de quem pratica atividades físicas com regularidade, esses sintomas podem afetar diretamente o desempenho e até desmotivar a continuidade dos treinos. Mas é possível amenizar os efeitos dessas variações climáticas com medidas simples e eficazes.

Para o treinador e influenciador da Bluefit, Leandro Twin, o segredo está na adaptação. “A prática de exercícios físicos ajuda a fortalecer o sistema imunológico e a melhorar a função pulmonar. Mas, durante essas mudanças bruscas no tempo, é fundamental tomar alguns cuidados extras para evitar que o corpo sinta os impactos”, afirma.

Entre os cuidados recomendados por especialistas, estão a hidratação constante, a escolha de horários com clima mais ameno para treinar e a atenção à qualidade do ar nos ambientes fechados. “Além disso, manter o nariz higienizado com soro fisiológico, evitar exposição a perfumes fortes, poeira e ambientes com mofo também faz diferença para quem sofre com rinite e sinusite”, completa Twin.

Veja algumas dicas para manter a saúde e o rendimento nos treinos mesmo com as mudanças climáticas:

1.      Hidrate-se regularmente: o clima seco contribui para a desidratação silenciosa.

2.      Faça a lavagem nasal com soro fisiológico: ajuda a manter as vias respiratórias limpas.

3.      Evite treinar em horários de ar muito frio ou seco: prefira horários mais equilibrados, como meio da manhã ou fim da tarde.

4.      Utilize roupas adequadas: o corpo precisa manter uma temperatura estável durante os exercícios.

5.      Use umidificadores e mantenha os ambientes arejados: isso reduz o desconforto respiratório e os gatilhos para crises alérgicas.

6.      Atenção aos sinais do corpo: sintomas como espirros constantes, dores de cabeça e irritação na garganta podem indicar a necessidade de adaptação na rotina ou avaliação médica.

As variações de temperatura e umidade não afetam apenas o conforto, mas podem enfraquecer o sistema imunológico e favorecer o surgimento de doenças respiratórias, como gripes, resfriados, sinusites e rinites alérgicas.

Manter a prática regular de atividades físicas é um dos pilares para uma vida mais saudável, mesmo em períodos de instabilidade climática. “Treinar em ambiente fechado e bem estruturado pode ser uma vantagem nesse cenário. Mas o mais importante é manter a constância e ouvir o corpo. Com os ajustes certos, é possível atravessar qualquer fase sem comprometer a saúde nem os resultados”, finaliza Leandro Twin.

Fonte: Assessoria

Seleta desafoga UPA e juntas atendem mais de 3 mil pacientes em quatro dias em Dourados

Diante da superlotação nas unidades de saúde de Dourados, a Prefeitura adotou uma medida emergencial no feriado prolongado: a Unidade Básica de Saúde (UBS) Seleta, no Jardim Flórida, passou a funcionar em horário estendido, das 7h às 22h, entre os dias 1º e 4 de maio.

A ação teve impacto direto no atendimento da população e ajudou a desafogar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que atende 24 horas e vinha enfrentando forte demanda.

Durante o plantão especial, 1.750 pacientes foram atendidos na UPA, enquanto na Seleta exatos 1.360 pacientes receberam atenção básica em saúde. E com o objetivo de reforçar a campanha de imunização em meio ao aumento de casos de doenças respiratórias, o Pronto Atendimento Médico (PAM), ofertou 746 vacinas e na Seleta, 836 pessoas dos grupos prioritários receberam a imunização contra a gripe.

Na sexta-feira (2), o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, reuniu a equipe do Hospital da Vida para discutir medidas emergenciais.

“Todos os leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) estão ocupados, bem como os leitos clínicos. Mais de dez pacientes aguardam vaga em UTI. Estamos avaliando alternativas para aliviar essa pressão”, destacou.

A vacinação é apontada pelas autoridades como a principal forma de prevenir a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A vacina de 2025 oferece proteção contra os vírus H1N1, H3N2 e influenza B, podendo ser administrada com outras vacinas do calendário nacional.

A campanha do Ministério da Saúde inclui crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos a partir de 60 anos, gestantes, puérperas, povos indígenas, quilombolas, trabalhadores da saúde, professores, caminhoneiros, profissionais das forças de segurança e diversos outros grupos considerados de risco.

Com a queda nas temperaturas e previsão de um inverno severo, o número de internações por doenças respiratórias tem aumentado em todo o Estado, colocando diversas cidades em estado de emergência.

A Secretaria Municipal de Saúde de Dourados reforça o chamado para que os grupos prioritários procurem os postos de saúde, de segunda a sexta, das 7h às 11h e das 13h às 17h, além da Seleta funcionando em regime estendido até às 22h. Aos fins de semana, a vacinação segue como estratégia para facilitar o acesso da população e garantir maior cobertura vacinal. A orientação é clara: quanto antes se vacinar, maior a proteção contra complicações da gripe.

Fonte: Assecom

Tadalafila como pré-treino: O perigo por trás da nova febre das academias

Impulsionado por redes sociais e relatos informais, o uso da Tadalafila, medicamento indicado para disfunção erétil e hiperplasia prostática, cresceu de forma alarmante no Brasil. Apenas no primeiro semestre de 2024, mais de 31 milhões de caixas foram comercializadas, colocando o fármaco entre os mais vendidos do país.

Esse crescimento tem um motivo, e a preocupação de especialistas: o uso indiscriminado da substância como pré-treino em academias. Muitos jovens passaram a consumir o medicamento sem prescrição, acreditando que ele poderia melhorar a performance e a vascularização muscular.

No entanto, os médicos alertam que não há comprovação científica para esses supostos benefícios, e o uso sem orientação pode trazer riscos graves.

Experiência de um fisiculturista

O fisiculturista Rodrigo Matos utilizou a substância por um curto período, entre 2021 e 2022, e relatou que os efeitos não foram os esperados. “Quando iniciei o uso, foi buscando melhorar a performance no treino. Mas eu nunca usei o tadalafil sozinho, sempre junto com outros suplementos. Usei por dois ou três meses, mas logo percebi que ele não trazia um benefício agudo, como um pré-treino tradicional”, explica Rodrigo.

Ele destaca que não sofreu efeitos colaterais no uso diário, mas quando tomou uma dose de 10 mg para outro fim, teve reações adversas. “Senti uma dor de cabeça forte, respiração muito ofegante, como se tivesse tomado uma dose alta de cafeína. Se você consumir mais do que a dose clínica, pode ter problemas sérios”, alerta.

Ele também comenta que, na comunidade fitness, a percepção sobre a tadalafila já mudou.  “A galera que entende do assunto já sabe que Tadalafila não funciona como pré-treino. Quem continua tomando está usando para outro motivo, geralmente por causa da performance sexual”, afirma.

A professora do curso de Educação Física da Estácio, Tamiris Frazão, reforça que não há evidências científicas conclusivas que justifiquem o uso da tadalafila como pré-treino.

“Existem poucos estudos sobre a substância nesse contexto, e os resultados são inconclusivos. O mais importante para um praticante de musculação é priorizar a segurança. Se há necessidade real de suplementação, ela deve ser prescrita por um profissional e baseada em produtos com respaldo científico”, explica.

Ela destaca que há métodos comprovadamente eficazes para melhorar a circulação sanguínea e o desempenho no treino, como exercícios regulares, alimentação equilibrada e boas noites de sono.

“Além de treinos aeróbicos e resistidos, a hidratação adequada, a qualidade do sono e até técnicas de massagem podem ajudar a estimular o fluxo sanguíneo, sem a necessidade de substâncias que não tenham segurança comprovada”, orienta Tamiris.

Já o farmacêutico Josimar Girão, docente do curso de Farmácia na Estácio, alerta para os riscos do uso indevido da substância:

“Esse não é um medicamento isento de prescrição, ou seja, necessita de receituário médico para sua dispensação. No entanto, alguns estabelecimentos acabam vendendo sem essa exigência. Temos observado um aumento do consumo entre homens de 18 a 30 anos, especialmente como pré-treino, o que é preocupante. O uso indiscriminado pode causar efeitos colaterais como dor de cabeça, rubor facial, queda abrupta de pressão e, em casos mais graves, infarto e acidentes vasculares encefálicos. Por isso, é essencial que o uso seja feito apenas com acompanhamento médico.”

Riscos do uso indiscriminado

Embora seja vendido sem retenção de receita, o uso indiscriminado da tadalafila pode trazer riscos sérios à saúde. Entre os efeitos colaterais mais comuns estão dores musculares, queda de pressão e cefaléia intensa. Em doses elevadas, o medicamento pode provocar problemas cardiovasculares e interações perigosas com outras substâncias.

Especialistas alertam ainda para o risco da dependência psicológica. Algumas pessoas passam a acreditar que não conseguem um bom desempenho, seja na academia ou na vida sexual, sem o medicamento.  

A orientação é clara: qualquer substância que altere o funcionamento do organismo deve ser usada sob prescrição e acompanhamento médico. No caso da tadalafila, a busca por resultados rápidos na academia pode ter um custo alto para a saúde.

Fonte: Assessoria

Anvisa aprova medicamento para retardar avanço do Alzheimer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Kisunla (donanemabe), indicado para o tratamento de comprometimento cognitivo leve e demência leve associados à doença de Alzheimer. Segundo a entidade, trata-se de um anticorpo monoclonal que se liga a uma proteína chamada beta-amiloide.

“Na doença de Alzheimer, aglomerados de proteína beta-amiloide formam placas no cérebro. O donanemabe atua ligando-se a esses aglomerados e reduzindo-os, retardando assim a progressão da doença”, explica a Anvisa.

Ainda de acordo com a agência, o donanemabe foi avaliado em estudo envolvendo 1.736 pacientes com doença de Alzheimer em estágio inicial, que apresentavam comprometimento cognitivo leve, demência leve e evidências de patologia amiloide.

O estudo analisou alterações na cognição e na função cerebral dos pacientes. Eles receberam 700 miligramas (mg) de donanemabe a cada quatro semanas nas três primeiras doses e, em seguida, 1.400 mg a cada quatro semanas (para 860 pacientes) ou placebo (uma infusão simulada para 876 pacientes), por até 72 semanas.

“Na semana 76 do estudo, os pacientes tratados com donanemabe apresentaram progressão clínica menor e estatisticamente significativa na doença de Alzheimer em comparação aos pacientes tratados com placebo”, destacou a Anvisa.

Contraindicação

O uso de donanemabe é contraindicado em pacientes que estejam tomando anticoagulantes, incluindo varfarina, ou que tenham sido diagnosticados com angiopatia amiloide cerebral (AAC) em ressonância magnética antes de iniciar o tratamento. Os riscos nesses pacientes, segundo a agência, são considerados maiores que os benefícios.

Reações

As reações adversas mais comuns listadas pela Anvisa são relacionadas à infusão, que pode causar febre e sintomas semelhantes aos da gripe, além de dores de cabeça.

“Como acontece com qualquer medicamento, a Anvisa irá monitorar a segurança e a efetividade do donanemabe sob rigorosa análise. Serão implementadas atividades de minimização de risco para o donanemabe em conformidade com Plano de Minimização de Riscos aprovado.”

Alzheimer

O Ministério da Saúde define a doença de Alzheimer como um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais.

A doença se instala quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central começa a dar errado. Surgem, então, fragmentos de proteínas mal cortadas, tóxicas, dentro dos neurônios e nos espaços que existem entre eles.

Como consequência dessa toxicidade, ocorre perda progressiva de neurônios em regiões do cérebro como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral, essencial para a linguagem e o raciocínio, memória, reconhecimento de estímulos sensoriais e pensamento abstrato.

“A causa ainda é desconhecida, mas acredita-se que seja geneticamente determinada. A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas de idade, sendo responsável por mais da metade dos casos de demência nessa população”, detalha o ministério.

No Brasil, centros de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) oferecem tratamento multidisciplinar integral e gratuito para pacientes com Alzheimer, além de medicamentos que ajudam a retardar a evolução dos sintomas.

“Os cuidados dedicados às pessoas com Alzheimer, porém, devem ocorrer em tempo integral. Cuidadores, enfermeiras, outros profissionais e familiares, mesmo fora do ambiente dos centros de referência, hospitais e clínicas, podem encarregar-se de detalhes relativos à alimentação, ambiente e outros aspectos que podem elevar a qualidade de vida dos pacientes.”

Fonte: Agência Brasil

Nutrólogo lista 5 formas de eliminar gordura abdominal

Uma dieta equilibrada, rica em proteínas magras, fibras e gorduras saudáveis é muito mais eficiente do que contar as calorias. Alimentos com alta densidade nutricional ajudam a manter o corpo nutrido e prolongam a saciedade. Nesse sentido, o nutrólogo Dr. Ronan Araujo vai apontar os fatores para perda de gordura abdominal.

Fibras solúveis são suas aliadas

Alimentos ricos em fibras solúveis, como aveia, feijão, maçã e cenoura, ajudam a aumentar a sensação de saciedade e a regular o açúcar no sangue. Além disso, as fibras solúveis ajudam a reduzir a absorção de gordura, promovendo a perda de gordura corporal, especialmente na região da barriga.

Proteínas magras preservam músculo e aceleram o metabolismo

O consumo adequado de proteínas é fundamental para manter a massa muscular durante o emagrecimento. Além disso, proteínas têm um efeito termogênico maior do que carboidratos e gorduras, o que significa que o corpo gasta mais energia para digerir e metabolizar as proteínas.

Redução de açúcares e carboidratos refinados

Carboidratos refinados, como pães brancos, massas e doces, causam picos de insulina, o hormônio responsável por armazenar gordura. Uma alta ingestão desses alimentos pode aumentar o acúmulo de gordura na região abdominal. Substituir esses alimentos por carboidratos integrais e fontes de fibras pode ajudar a estabilizar os níveis de insulina e, consequentemente, reduzir a gordura abdominal.

Exercícios regulares são cruciais

Para perder gordura abdominal, é necessário incorporar exercícios físicos à sua rotina. Exercícios aeróbicos, como corrida, caminhada e ciclismo, ajudam a queimar calorias e a reduzir a gordura visceral. Combinar atividades aeróbicas com treino de resistência é ainda mais eficaz, pois ajuda a preservar e aumentar a massa muscular, que garante que seu metabolismo continue acelerado.

Gerenciamento do stress e controle de cortisol

O stress pode levar ao aumento do hormônio cortisol, que está diretamente ligado ao armazenamento de gordura abdominal. Práticas anti-stress e exercícios de respiração ajudam a reduzir o nível de cortisol, o que promove uma redução na gordura visceral.

Fonte: MSN

Campanha nacional de vacinação contra a gripe começa nesta segunda

Começa nesta segunda-feira (7) a campanha nacional de vacinação contra a influenza. A meta é imunizar 90% dos chamados grupos prioritários, que incluem crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes.

Também podem receber a dose:

– Trabalhadores da saúde;

– Puérperas;

– professores dos ensinos básico e superior;

– Povos indígenas;

– Pessoas em situação de rua;

– Profissionais das forças de segurança e de salvamento;

– Profissionais das Forças Armadas;

– Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);

– Pessoas com deficiência permanente;

– Caminhoneiros;

– Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);

– Trabalhadores portuários

– Funcionários do sistema de privação de liberdade;

– E população privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (com idade entre 12 e 21 anos).

Proteção – De acordo com o Ministério da Saúde, o imunizante distribuído na rede pública protege contra um total de três vírus do tipo influenza e garante uma redução do risco de casos graves e óbitos provocados pela doença.

Em 2025, a dose contém as seguintes cepas: H1N1, H3N2 e B. A administração, de acordo com o ministério, pode ser feita junto com outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação.

Doses – Para a vacinação deste ano, a pasta adquiriu um total de 73, 6 milhões de doses. No primeiro semestre, 67,6 milhões de doses devem ser distribuídas para as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. No segundo semestre, 5,9 milhões serão enviadas para o Norte.

Inverno amazônico – A campanha, este ano, será realizada em dois momentos:

– Primeiro semestre (março/abril): nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul

– Segundo semestre (setembro): na Região Norte, alinhando-se ao período de maior circulação viral na região, o chamado inverno amazônico.

Eficácia e segurança –  Ainda de acordo com a pasta, a vacina contra a gripe é capaz de evitar entre 60% e 70% dos casos graves e dos óbitos relacionados à doença.

O imunizante é contraindicado para crianças menores de 6 meses e pessoas com histórico de anafilaxia (reação alérgica) grave após doses anteriores.

Cobertura – Em 2024, a cobertura vacinal contra a gripe entre os públicos prioritários foi de 48,89% na Região Norte e 55,19% nas demais regiões.

“O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação e conta com a participação de toda a população. Vacinar-se é um ato de cuidado próprio e coletivo. As vacinas são seguras, eficazes e gratuitas.”

Fonte: Agência Brasil

Musculação protege cérebro de idosos contra demência, diz estudo

Manter uma rotina de musculação não traz apenas benefícios como aumento de força e resistência, melhora na postura e prevenção contra lesões. Um estudo de enfoque original, desenvolvido no Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (Brainn), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), confirmou que a atividade protege o cérebro de idosos contra demências.

Detalhado em artigo da revista GeroScience, o estudo acompanhou 44 pessoas que já apresentavam um comprometimento cognitivo leve, estágio que fica entre o comprometimento do envelhecimento normal e a doença de Alzheimer, a forma mais comum de demência. O que se descobriu foi que praticar musculação duas vezes por semana, com intensidade moderada ou alta, preservou o hipocampo e o pré-cúneo, áreas cerebrais que se alteram quando esse diagnóstico.

Com ineditismo, os 16 pesquisadores também identificaram outro impacto positivo: o de melhora na chamada substância branca, parte do cérebro que opera em conjunto com a massa cinzenta, por meio de axônios, para garantir a conexão entre neurônios, mediante as sinapses. As vantagens chegaram à metade dos participantes, a dos que incorporaram a musculação ao seu cotidiano, já após seis meses e há possibilidade de que o impacto seja ainda mais expressivo, caso o período seja maior.

“No grupo que praticou musculação, todos os indivíduos apresentaram melhoras de memória e na anatomia cerebral. No entanto, cinco deles chegaram ao final do estudo sem o diagnóstico clínico de comprometimento cognitivo leve, tamanha foi a melhora”, ressalta a primeira autora do artigo, a bolsista de doutorado da Fapesp Isadora Ribeiro, vinculada à Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Para analisar os possíveis efeitos da musculação no cérebro dos participantes, a equipe responsável pela pesquisa realizou testes neuropsicológicos e exames de ressonância magnética. Os especialistas buscavam comparar índices e imagens, uma vez que já se sabe que, entre pessoas com perdas cognitivas, há atrofia, isto é, redução do volume de certas regiões do cérebro.

Atualmente, no Brasil, cerca de 2,71 milhões de pessoas com 60 anos ou mais convivem com quadros de demência, o que corresponde a 8,5% desse grupo populacional. De acordo com o Relatório Nacional sobre a Demência, lançado pelo Ministério da Saúde em setembro do ano passado, essa quantidade deve dobrar até 2050, subindo para 5,6 milhões.

O relatório sublinha que praticamente metade (45%) dos casos de demência poderiam ser evitados ou, pelo menos, faz com que chegue mais tarde. Entre os fatores que aumentam as probabilidades de se desenvolver demências estão: Baixa escolaridade; Perda auditiva; Hipertensão; Diabetes; Obesidade; Tabagismo; Depressão; Inatividade física; Isolamento social.

BEM – ESTAR

A professora aposentada, atriz e modelo Shirley de Toro, de 62 anos (na foto de destaque), é vizinha da unidade Sesc Santana, em São Paulo, e há 17 anos bate cartão no local para se exercitar. Passou a frequentá-la desde a inauguração, inicialmente pela programação artístico-cultural e depois para manter o corpo fortalecido.

Com histórico de saúde marcado por episódios de epilepsia e um acidente, ela considera a atividade como fundamental para seu bem-estar no presente e no futuro.

“Há 20 anos, fiz uma cirurgia no cérebro, porque tinha epilepsia, e, antes disso, não fazia nada. Só trabalhava, trabalhava, mas nunca foquei em academia. Depois, percebi a necessidade disso, aí comecei a fazer caminhada”, diz Shirley. 

CORPO E MENTE

Alessandra Nascimento, técnica da gerência de desenvolvimento físico-esportivo do Sesc de São Paulo, destaca que, atualmente, muitos estudos já têm comprovado os benefícios dos exercícios físicos tanto para o corpo quanto para a mente e que isso não fica restrito a modalidades como natação, ciclismo e corrida.

“Os trabalhos com sobrecarga, independentemente de ser peso, musculação, com o próprio peso, com elástico ou molas, têm mostrado que, além dos benefícios físicos, trazem melhoras cognitivas e relacionadas à saúde mental, de foco”, esclarece. 

Atualmente, a calistenia, que é o método utilizado para a prática de exercícios físicos apenas com o peso do próprio corpo como resistência, é a terceira modalidade esportiva com mais interesse no mundo, segundo uma revista acadêmica.

A especialista lembra que só mais recentemente é que se começou a recomendar a idosos esse tipo de exercício, porque antes era consenso de que deviam praticar algo como hidroginástica ou dança. A imagem de fragilidade que se tinha dos idosos estava por trás dessa percepção, que agora mudou com as descobertas de pesquisas mais recentes.

Ela lembra que, a partir dos 30 anos de idade, toda pessoa vai perdendo força, equilíbrio e massa magra, processo que deve ser refreado.

Fonte: Agência Brasil

Saúde disponibiliza 84 mil doses da vacina contra Influenza para os 79 municípios

O Ministério da Saúde  disponibilizou 84 mil doses da vacina contra a Influenza, que estão sendo distribuídas de forma imediata a todos os 79 municípios, desde segunda-feira (24).

De acordo com o gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, os coordenadores municipais já foram orientados sobre o planejamento da campanha.

“Estamos prontos para iniciar a vacinação assim que as doses chegarem aos municípios. É fundamental que cada cidade siga as recomendações do informe técnico da estratégia de vacinação contra a Influenza do PNI (Programa Nacional de Imunizações). A vacinação visa proteger a população contra os impactos da Influenza, especialmente em grupos vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades”, destacou Moraes.

A SES reforça a importância de todos os habitantes se vacinarem para garantir a saúde coletiva e minimizar os riscos de infecções respiratórias neste período. Os municípios devem organizar a logística de vacinação conforme a demanda local, e a SES acompanhará de perto o andamento da campanha para assegurar que todos os cidadãos tenham acesso à vacina.

Além das vacinas recebidas em MS, serão distribuídas pela Secretaria Estadual de Saúde mais de 1,1 milhão de seringas e agulhas, garantindo a estrutura necessária para a imunização da população.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza terá início oficial no dia 7 de abril, com o Dia D programado para 10 de maio.

Fonte: Portal do MS

Mais Médicos: Mato Grosso do Sul ganha um novo profissional a partir de abril

Mato Grosso do Sul receberá um reforço na atenção primária à saúde com a ampliação do programa Mais Médicos.

A partir de abril, o estado contará com mais um profissional formado no exterior, que está concluindo o Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv). Esse médico será designado a um município sul-mato-grossensse, reforçando o atendimento de populações em áreas de maior vulnerabilidade.

Atualmente, o Mato Grosso do Sul tem 370 vagas ativas no Mais Médicos, sendo 341 delas ocupadas. Os profissionais atuam em 63 municípios do estado e alcançam cerca de 789,7 mil habitantes.

Um dos indicadores do foco nas regiões onde há maior necessidade de atendimento é que 20 dos médicos no Mato Grosso do Sul estão fixados em municípios considerados de alta vulnerabilidade e outros seis estão em regiões de muito alta vulnerabilidade.

NOVO EDITAL – O estado também foi contemplado no primeiro edital de 2025 do Mais Médicos, anunciado em março pelo Ministério da Saúde. O edital prevê a contratação de 2.279 profissionais em todo o país, sendo 19 destinados ao Mato Grosso do Sul. Esses profissionais atuarão em equipes de Saúde da Família, garantindo atendimento de qualidade e encaminhamento adequado para especialistas quando necessário.

Gestores municipais interessados em aderir ao programa devem se inscrever por meio do sistema e-Gestor até 24 de março. O resultado do edital está previsto para 8 de abril. No Mato Grosso do Sul, 16 municípios receberão contratações imediatas e 47 entrarão em cadastro reserva.

Em todo o país, o número de profissionais do Mais Médicos atendendo à população dobrou. Atualmente são 26 mil em atividade, enquanto em 2022 esse número era de 13,1 mil. Mais de 66 milhões de pessoas são beneficiadas pela iniciativa.

PRONTUÁRIO ELETRÔNICO – Uma importante ferramenta que vai contribuir para a eficiência no atendimento é o e-SUS APS, o prontuário eletrônico do SUS. Gratuito, ele permite a integração das informações dos pacientes entre atenção primária e atenção especializada. Isso possibilita que os profissionais acompanhem o histórico de consultas, exames e tratamentos de forma rápida e eficiente, reduzindo o tempo de espera e garantindo um atendimento mais completo.

ACOLHIMENTO – O Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv) segue até 11 de abril, capacitando 402 médicos formados no exterior para atuação no SUS. A maioria dos profissionais nasceu no Brasil: são 397 brasileiros e cinco estrangeiros. Entre os médicos deste módulo, 52,7% são mulheres e 57 vão atuar na saúde indígena.

Este MAAv, o primeiro de 2025, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), terá aulas sobre o SUS e temas prioritários para atendimento de populações vulneráveis na atenção primária, como equidade étnico-racial, saúde mental e o Bolsa Família. Ao fim do curso, todos os médicos participam de uma avaliação. Para ser aprovado, é preciso alcançar média mínima de 50%.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Nova cepa de COVID ameaça Europa e EUA

As agências de saúde pública em toda a Europa estão alertando sobre a disseminação alarmante de uma nova cepa da Covid que está ameaçando o continente.

Chamada de variante XEC, o vírus já foi detectado em pelo menos 11 países europeus. Mas a ameaça já parece ser global: a nova linhagem foi identificada no Canadá, Estados Unidos e agora Brasil, mais especificamente, em três estados brasileiros: Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

A variante XEC foi encontrada pela primeira vez no Brasil pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em amostras de dois pacientes diagnosticados com Covid-19 em setembro.

Enquanto os cientistas estão trabalhando arduamente para entender mais sobre essa última mutação da Covid, as populações estão sendo solicitadas a fazerem o teste e tomarem vacinas.

Fonte: Portal MSN

Dengue: produção nacional e dose única são vantagens da nova vacina

O anúncio do Ministério da Saúde sobre a primeira vacina nacional contra a dengue traz consigo outros avanços importantes, como o aumento no volume de doses disponíveis, a produção do imunizante no país, o novo esquema vacinal de apenas uma dose e a perspectiva de inclusão de novos públicos-alvo, afirma a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Mônica Levi.

A médica lembra que o total de 60 milhões de doses que serão entregues no ano que vem, apesar de ser seis vezes maior do que o previsto para 2025, é insuficiente para vacinar toda a população brasileira.

Isso significa que o Programa Nacional de Imunizações ainda precisará definir um público-alvo para receber o imunizante que será produzido pelo Instituto Butantan e foi batizado de Butantan-DV. Por enquanto, a vacina que está sendo aplicada nos postos de saúde é a QDenga, da farmacêutica japonesa Takeda, e apenas em adolescentes de 10 a 14 anos, em cidades com maior incidência da doença, com exceção das doses próximas do vencimento, que podem ser recebidas por pessoas de outras idades.

Mônica Levi diz esperar que novos estudos da Butantan-DV mostrem a segurança e a eficácia da vacina também entre os idosos. Mesmo que a capacidade de produção seja insuficiente para toda a população brasileira, outra inovação da Butantan-DV deve ajudar a aumentar as coberturas vacinais: é o primeiro imunizante contra a dengue do mundo aplicado em apenas uma dose.

“Em qualquer faixa etária, mas principalmente nos adolescentes, nas vacinas de múltiplas doses, a segunda ou a terceira sempre têm um uma evasão, sempre tem piores coberturas. Sem dúvida, é muito mais fácil fazer campanha pontual de uma dose só do que conseguir completar um esquema maior”, afirma Mônica Levi.

A Butantan-DV foi desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional de Saúde Americano e a farmacêutica MSD e será produzida em conjunto com a empresa WuXi Biologics. Ainda assim, a vacina foi apresentada como 100% nacional porque todas as etapas de sua produção serão realizada em solo brasileiro. Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, é uma grande vantagem, inclusive para diminuir o risco de desabastecimento ou atraso na entrega das vacinas.

“Não depender de acordos que os laboratórios tenham com outros países, se há surtos ou epidemias, isso permite autonomia. Você vai ter uma produção que atenda a sua população, e isso é fundamental para garantir a quantidade de vacinas para a população que se pretende vacinar.”

Bom resultado de testes

O imunizante é tetravalente, ou seja, protege contra os quatro tipos da dengue. Na última etapa de testes, a vacina teve 79,6% de eficácia geral e 89,2% de eficácia entre as pessoas que já tiveram a doença, mas ainda está sendo avaliada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é a responsável pela autorização do uso da vacina no país.

Mônica Levi lembra ainda que todos esses benefícios da Butantan-DV só devem chegar à população a partir de 2026, logo, não se pode descuidar da prevenção ambiental, para controlar a disseminação do Aedes aegypti, mosquito que transmite a doença. A dengue não é transmitida de uma pessoa para outra, o que significa que a vacina não é capaz de produzir a chamada “imunidade de rebanho”, quando um certo número de pessoas vacinadas é suficiente para bloquear ou até erradicar o agente causador. “Claro que você vai ter menos gente infectada para os mosquitos se contaminarem e picarem outras pessoas, mas não é uma proteção segura, por exemplo, para quem não foi vacinado porque tinha contraindicação, ou estava gestante, era imunocomprometido grave.”

De acordo com o Painel de Monitoramento do Ministério da Saúde, o Brasil já registrou este ano mais de 439 mil casos prováveis de dengue, com 177 mortes confirmadas. Em janeiro, a quantidade de casos foi menor do que no mesmo mês do ano passado, quando houve surto da doença, mas superior aos registros de 2023.

Fonte: Agenciabrasil