sábado, 7 de fevereiro de 2026

Anvisa concede registro definitivo à sexta vacina contra covid-19

A nova vacina contra covid-19 registrada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta segunda-feira (8), é fabricada pelo Instituto Serum, da Índia, e teve registro solicitado pela empresa brasileira Zalika Farmacêutica.

O imunizante poderá ser usado em pessoas a partir de 12 anos de idade, e será administrado em duas doses, com intervalo de 21 dias, e reforço após 6 meses, para maiores de 18 anos de idade.

A tecnologia empregada na vacina Zalika é chamada recombinante, por ter suas moléculas formadas pela combinação de duas fontes diferentes.

Nesse caso, o antígeno de proteína S (spike), uma substância capaz de promover resposta do sistema imunológico, e o adjuvante à base de saponina, que permite a mistura que potencializa a produção dos anticorpos. Essa forma de produção traz mais segurança para dentro da indústria farmacêutica, explica a Anvisa.

Segundo nota divulgada pela Anvisa, para ser registrada, a vacina apresentou eficácia na fase 3 de estudo, a última etapa antes da aprovação, com variação entre 79,5%, para estudo conduzido nos Estados Unidos na população entre 12 e 17 anos de idade, a 90,4%, em estudo nos Estados Unidos e México, na população adulta.

O novo imunizante é o sexto a receber o registro individual definitivo da Anvisa. Além dele, têm esse tipo de autorização as vacinas Comirnty Ipfizer/Wyeth, Comirnaty bivalente (Pfizer), Jansses Vaccine (Janssen-Cila), Oxford/Covishield (Fiocruz e Astrazeneca) e Spikevax bivalente. Também têm registro definitivo na forma do consórcio Covax Facility, as vacinas Pfizer/Biontech, Astrazeneca, Janssen, Moderna, Sinopharm, Sinovac.

A CoronaVac (Butantan) também é autorizada para uso no país, mas apenas para modalidade emergencial. Outra forma de autorização existente é a de importação excepcional concedida atualmente apenas à vacina Sputnik, já que a Covaxin chegou a ter essa modalidade de autorização, mas foi suspensa em julho de 2021.

De acordo com a Anvisa, a vacina recombinante Zalika é monovalente para o vírus SarsCov-2 original e ainda não é capaz de imunizar contra a variante XBB 1.5, conforme a atual recomendação feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), por isso ainda passará por atualização este ano, para cumprir um termo firmado entre o órgão regulador brasileiro e a farmacêutica.

Para ser incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), mantido pelo governo federal, a vacina recombinante Zalika ainda precisará passar por uma avaliação do Ministério da Saúde.

Fonte: Agência Brasil

Mato Grosso do Sul registra aumento de cobertura vacinal em 2023

Mato Grosso do Sul aumentou a cobertura da vacina contra a DTP (difteria, tétano e coqueluche), com números que saltaram de 76% no ano passado para 79,2% neste ano.

Também houve crescimento nas aplicações da poliomielite que, em 2023, registraram 80,3% frente a 77,2% em 2022; e da 1ª dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), que saltou de 91,8% no ano passado para 95,1% neste ano.

A vacina contra a febre amarela, indicada aos nove meses de idade, registrou avanço passando de 71,3% para 73,5%. Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde são preliminares e correspondem ao período de janeiro a outubro de 2023, comparados com todo o ano de 2022.

 

Aumento foi registrado em todo o Brasil

 

A nível nacional, oito vacinas recomendadas do calendário infantil apresentaram aumento nas coberturas vacinais. Para as crianças com um ano de idade, os imunizantes contra hepatite A, poliomielite, pneumocócica, meningocócica, DTP (difteria, tétano e coqueluche) e tríplice viral 1ª dose e 2ª dose (sarampo, caxumba e rubéola) registraram crescimento. Também houve aumento na cobertura da vacina contra a febre amarela, indicada aos nove meses de idade.

Fonte: Ministério da Saúde

Quinta onda de calor no país acende alerta para prática de exercícios

Pela quinta vez no ano, parte do Brasil se depara com uma onda de calor prevista para atingir marcas próximas a 40 °C entre 14 e 20 de dezembro, próximo da chegada do verão que acontecerá no dia 22 de dezembro.

Estados como Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins estão sob alerta devido à presença de uma massa de ar extremamente quente, capaz de reduzir drasticamente a umidade do ar.

Este fenômeno, já registrado em agosto, setembro, outubro e novembro deste ano, levanta novamente preocupações quanto à prática de exercícios físicos durante o período. Afinal, o calor intenso e a baixa umidade do ar conseguem geram desconforto nas vias aéreas, pele e mucosas, o que podem aumentar a incidência de doenças pulmonares, dores de cabeça, rinites alérgicas, sangramento nasal, garganta seca e irritada, sensação de areia nos olhos, ressecamento da pele e inflamações na mucosa nasal, afetando especialmente pessoas com doenças crônicas pulmonares ou alérgicas.

Além disso, o calor intenso e a baixa umidade do ar também impactam os músculos e o desempenho durante a prática de exercícios. Vinícius Ribeiro, professor de educação física e diretor nacional de operações da Bluefit, destaca a importância de adaptar a rotina de treino, buscar ambientes climatizados, manter a hidratação constante, realizar lavagem nasal, optar por bebidas isotônicas e assegurar a limpeza e umidade adequada nos locais de prática física.

“Enfrentamos esse momento desafiador várias vezes neste ano, com isso nosso corpo, especialmente para aqueles que mantêm uma rotina de treino, desenvolve certa resistência. Ainda assim, é essencial adotar medidas preventivas e ajustar a intensidade dos exercícios, além de incorporar novos hábitos à rotina. Tudo isso é necessário para ficar longe de doenças pulmonares, alérgicas e crônicas”, enfatiza Ribeiro, diretor nacional de operações da Bluefit e professor de educação física.

Cuidados para prática de exercícios durante onda de calor:

1. Hidratação inteligente:

Aumente o consumo de água e isotônicos para garantir a saúde das vias aéreas, pele e mucosas, evitando a desidratação e potencializando os resultados do treino.

2. Adapte-se ao calor:

Respeite seu corpo, diminua a intensidade do treino e considere mudanças para amenizar o desconforto causado pelo calor e baixa umidade do ar. Se necessário, busque orientação médica.

3. Ambiente livre de impurezas:

Priorize locais limpos e livres de poeira, ácaros e sujeira para evitar problemas respiratórios causados pela concentração de poluentes no ar devido à baixa umidade.

4. Climatização e umidificação:

Opte por ambientes climatizados ou umidificados, como nas academias Bluefit, para manter uma temperatura ideal e evitar desconfortos durante o exercício. A climatização contribui para a produtividade e o conforto do corpo.

Fonte: Assessoria

UBS Vila Vargas tem ação especial de vacinação neste sábado

O Núcleo de Imunização da Sems (Secretaria Municipal de Saúde) leva para a Vila Vargas mais uma etapa da ação MS Vacina Mais. Neste sábado (2), a equipe da Unidade Básica de Saúde de Vila Vargas vai fazer atendimento das comunidades urbana e rural.

O objetivo da ação é manter atualizada a carteira de vacinação de todas as vacinas disponibilizadas pelo PNI (Plano Nacional de Imunizações), incluindo influenza e covid-19, que entra no calendário anual.

“Temos essa preocupação em relação à vacinação contra gripe e covid-19, mas estaremos com doses de outros imunizantes para que as pessoas possam seguir protegidas contra diversas doenças, principalmente para estudantes e gestantes”, explica o gerente do Núcleo de Imunização, Edvan Marcelo Marques.

O atendimento na UBS de Vila Vargas começa às 7h e segue até 17h.

Fonte: Assecom

Vacina contra Covid-19 será incluída no Programa Nacional de Imunizações

No período mais crítico da pandemia da Covid-19, o número de mortes diárias no país chegou a passar de 4 mil. Com o início da vacinação, em janeiro de 2021, a média diária de óbitos foi caindo gradualmente conforme o avanço na imunização e hoje está em torno de 40 mortes.

As vacinas monovalentes e a bivalente estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde de Dourados e também nas campanhas promovidas pelo Núcleo de Imunização da Sems (Secretaria Municipal de Saúde).

A partir de 2024, a dose da vacina contra a covid-19 passará a fazer parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A recomendação do Ministério da Saúde é que estados e municípios priorizem crianças de 6 meses a menores de 5 anos e grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença: idosos; imunocomprometidos; gestantes e puérperas; trabalhadores da saúde; pessoas com comorbidades; indígenas, ribeirinhos e quilombolas; pessoas em instituições de longa permanência e trabalhadores; pessoas com deficiência permanente; pessoas privadas de liberdade; adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; funcionários do sistema de privação de liberdade; e pessoas em situação de rua.

“É uma mudança importante, alinhada com a Organização Mundial da Saúde [OMS], em que a vacina contra a covid-19 passa a incorporar o nosso Programa Nacional de Imunizações. A vacina passa a ser recomendada no calendário de crianças. Para todas as crianças nascidas ou que estejam no Brasil, com idade entre 6 meses e menores de 5 anos, a vacina passa a ser obrigatória no calendário vacinal”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do ministério, Ethel Maciel.

“Além disso, alinhados com a recomendação da Organização Mundial da Saúde recente, a gente passa a incorporar a dose no calendário anual de vacinação para grupos prioritários”. A secretária lembrou ainda que a vacina bivalente segue disponível em todo o país, e recomendou que quem ainda não recebeu a dose este ano busque a imunização. “A vacina vai ser anual. Se a pessoa tomou a dose deste ano, já está com a dose em dia. Essa é a recomendação da Organização Mundial da Saúde agora, dose anual”.

Vacina bivalente contra covid-19 (Foto: Pfizer Canadá)

VACINA SEGURA

“Como sempre fazemos em outras campanhas, abrimos para grupos prioritários e, depois, havendo sobra de vacina, a gente abre para os demais. Essa tem sido sempre a recomendação do Ministério da Saúde. A gente vai focar nos prioritários porque o principal foco da doença agora, no mundo inteiro, é diminuição de gravidade, hospitalização e óbito”, destacou Ethel.

“Temos já elementos muito robustos e contundentes que indicam a segurança e a efetividade da vacina. No Brasil, tínhamos 4 mil pessoas morrendo todos os dias por covid. Hoje, temos 42. Essa é a maior prova da efetividade da vacina”.

“Para os adultos em geral, pessoas que são imunocompetentes, como nós falamos quando não há uma doença de base, as doses que você tomou ainda te protegem. Você ainda tem proteção contra a gravidade da doença”, conclui.

Fonte: Assecom

Com informações da Agência Brasil

Hipertrofia muscular previne doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas

Um estudo inovador, liderado por um cientista da Universidade de Auburn nos Estados Unidos, publicado na revista científica Physiological Reviews, mostra que a hipertrofia e a diminuição da perda de massa muscular, são a chave para a longevidade e prevenção de doenças graves como, por exemplo, problemas de cardiovasculares, câncer, diabetes e enfermidades respiratórias crônicas, que fazem parte das chamadas Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT).

O estudo desvendou que o treinamento com pesos, seja por meio de equipamentos especializados ou uso da própria carga corporal, estimula uma série de mecanismos fisiológicos no organismo, que geram o crescimento de músculos (hipertrofia) e previnem a perda de massa muscular.

Esses estímulos, são capazes de gerar síntese proteica elevada, o que colabora para melhorar a qualidade de vida e bem-estar, também aumentando a longevidade e prevenindo contra as doenças que mais afetam a população.

“A pesquisa mostra que é essencial compreender os métodos que influenciam a hipertrofia muscular, resultante do treinamento com sobrecarga. Esse conhecimento contribui para indicar os tratamentos mais eficazes, visando preservar ou aumentar a massa muscular, além de indicar a nutrição que requer para hipertrofia. Além disso, o estudo demonstra que os benefícios da hipertrofia muscular e a diminuição da perda de massa muscular vão além da estética, uma vez que são aliados na promoção da longevidade e prevenção das doenças que mais afetam a população”, explica Nozelmar Junior, professor universitário da disciplina de Anatomia e Fisiologia Humana, Fisiologia do Exercício e Treinamento Resistido.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), as chamadas Doenças e Agravos Não Transmissíveis (DANT), que abrangem problemas cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas, juntamente com acidentes e violências, estão lançando uma sombra sobre o cenário da saúde.

Em um sombrio retrato de 2019 no Brasil, constatou-se que 54,7% dos óbitos registrados no país foram resultado de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), enquanto 11,5% foram causados por agravos. Alarmantemente, o Brasil testemunhou mais de 730 mil falecimentos devido a DCNT no mesmo ano. Desses, expressivos 308.511 (41,8%) ocorreram prematuramente, alertando para a urgência de ações eficazes na prevenção e no controle dessas enfermidades silenciosas que assolam nossa população.

“No mundo todo, as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) representam as principais causas de mortalidade. A pesquisa aponta o treinamento com pesos como aliado no combate a essas enfermidades e no auxílio à longevidade da população, além de ser um recurso potencial para as políticas públicas de prevenção das doenças que mais afetam a população”, completa Nozelmar Junior, Gerente de Musculação e Produtos da Bluefit.

BRASIL E DCNT

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), desde o ano de 2021, o Brasil participa do “Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis (DANT) no Brasil, 2021-2030 (Plano de DANT).

O Plano é uma ferramenta norteadora das ações e políticas de saúde, além de representar o reforço e renovação do compromisso do governo até o final da próxima década, com objetivo de combater e prevenir as doenças graves que mais afetam a população.

Ao todo, são 226 ações estratégicas a serem realizadas pelo Ministério da Saúde, os Estados, o Distrito Federal e os municípios, juntamente com 23 metas e indicadores de resultados para o monitoramento do impacto das ações.

Apresenta-se como diretriz para a prevenção dos fatores de risco das DANT e para a promoção da saúde da população, visando impedir desigualdades em saúde.

  Fonte: Assessoria

Governo Federal libera cerca de R$27 milhões para viabilizar pagamento do piso da enfermagem no MS

Ministério da Saúde efetuou, em agosto, o primeiro repasse do recurso complementar para estados e municípios efetivarem o pagamento do piso nacional da enfermagem. O Governo Federal garantiu R$ 7,3 bilhões para viabilizar o piso aos profissionais da categoria. O primeiro pagamento é referente a quatro parcelas – maio, junho, julho e agosto – transferido fundo a fundo aos gestores estaduais e municipais. Ao todo, são nove etapas em 2023, incluindo o 13º salário. Para o Mato Grosso do Sul, já foram repassados R$26.978.116,00, sendo R$4,6 milhões para a gestão estadual e o restante para 74 municípios.

O repasse de recursos da União para o pagamento do Piso Nacional de Enfermagem em todo o país é resultado da construção coletiva conduzida pelo Governo Federal. Ministério da Saúde, Casa Civil e as Secretarias Geral e de Relações Institucionais da Presidência da República mantiveram diálogo constante com a categoria e suas entidades representativas, em especial o Fórum Brasileiro da Enfermagem. Gestores estaduais e municipais foram vozes ativas nas decisões quanto ao levantamento de dados, critérios para o repasse dos recursos e metodologia adotada.

Mais de 97% das prefeituras foram contempladas a partir do cadastro realizado na plataforma InvestSUS. Dos 5.570 municípios do país, apenas 117 não informaram profissionais que necessitam de auxílio federal para complementação do piso. A tabela com valores a serem repassados a cada um dos estabelecimentos públicos e privados que dedicam ao menos 60% dos seus serviços ao SUS pode ser consultada no portal do Fundo Nacional de Saúde (FNS) pelo número do CNES. Também está disponível aos gestores, pela plataforma InvestSUS, os registros dos profissionais que fazem jus ao complemento do piso e os respectivos valores.

Cartilha produzida pelo Governo Federal detalha o histórico de aprovação do piso, contando as decisões do STF, e responde as principais dúvidas sobre o pagamento do valor complementar.

O documento está disponível no site do Ministério da Saúde.

Fonte: Gov.br

Vacinação brasileira é modelo para o mundo, mas enfrenta desafios

Prevenir contra o sarampo uma criança da Terra Indígena Bacurizinho, no Maranhão. Vacinar contra a pneumonia um idoso acamado em casa, no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro. Proteger da raiva um adolescente ferido por um morcego silvestre na zona da mata mineira. Imunizar um bebê contra o tétano ainda na barriga da mãe.

Aplicar centenas de milhões de doses de vacinas por ano em mais de 5 mil municípios. Fazer tudo isso de forma gratuita e segura foi o que tornou o Programa Nacional de Imunizações [PNI] do Brasil o maior do mundo e uma referência até mesmo para países desenvolvidos.

Há 50 anos, o PNI cumpre a ambiciosa missão de vacinar uma enorme população dispersa num território continental chamado Brasil, profundamente marcado pela diversidade de culturas e cenários, e também pela desigualdade de condições de vida. Ao longo do mês de setembro,

Apesar de ser considerado o maior programa de vacinação público e gratuito do mundo, com 20 vacinas que eliminaram doenças importantes como a poliomielite, o tétano neonatal e a rubéola congênita, o programa completa meio século de vida lutando para reverter retrocessos que levaram as coberturas vacinais de volta aos níveis dos anos de 1980. Pesquisadores veem com otimismo o novo momento vivido pelo programa, mas apontam que há um longo caminho a ser percorrido.

SUS

Consultora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e ex-coordenadora do PNI, Carla Domingues destaca que o programa se fortaleceu porque foi considerado uma política de Estado, tendo se estruturado desde a ditadura militar e passado por diferentes governos democráticos. A robustez conquistada, porém, veio principalmente na década de 1990, a partir da criação do Sistema Único de Saúde (SUS).

“O PNI foi um exemplo de sucesso porque todos os princípios do SUS foram efetivamente consolidados. Começando pela universalidade, que define que todas as vacinas cheguem a toda a população brasileira, seja ela dos grandes centros, cidades médias, população ribeirinha ou indígena”, afirma Carla Domingues, que esteve à frente do programa brasileiro por 13 anos.

“A história de sucesso vai até 2016. Hoje, infelizmente, nossos indicadores estão sendo comparados a países como Haiti e Venezuela. Infelizmente, deixamos de ser modelo. O grande desafio é voltar a estabelecer essa confiança que a gente teve por mais de quatro décadas, com a população brasileira sendo responsável e comparecendo aos postos de vacinação”.

Um ponto importante que o PNI introduziu no país, explica a especialista, foi a participação dos estados e municípios nas políticas de imunização, com atribuições definidas para cada uma das esferas do governo. A compra centralizada e em larga escala de vacinas para todo o país por parte do governo federal, também garantida a partir do programa, foi essencial para que todas as populações pudessem ser vacinadas, independentemente da saúde financeira ou prioridade orçamentária de seus estados.

“Até a década de 1970, os programas da varíola, da pólio e da rubéola faziam suas compras, e não havia uma política nacional de aquisição de vacinas. E para doenças como sarampo, difteria, tétano e coqueluche, os estados que tinham recursos faziam programas estaduais. Isso não tinha impacto para a eliminação das doenças. Com compras centralizadas, distribuição e aplicação descentralizadas, garantia de fornecimento e toda uma cadeia de transporte e logística, você conseguiu implementar essa política de vacinação”.

Calendários para todos

Toda essa estrutura permitiu que o programa saísse das quatro vacinas ofertadas na década de 1970 para 20 vacinas disponíveis hoje, com calendários para crianças, adolescentes, adultos, gestantes e campanhas de grande porte como a vacinação anual contra o Influenza.

Esses motivos fizeram com que o Brasil sempre fosse convidado a apresentar suas experiências nas reuniões da Organização Pan-Americana de Saúde, lembra Carla Domingues, que acrescenta que o país também implementou de forma célere as recomendações e os compromissos debatidos no organismo internacional.

“O Brasil serviu de modelo quando a organização mostrava os casos de sucesso e, principalmente, pelos desafios, sendo um país tão grande, com populações tão dispersas e em condições geográficas tão diferentes.”

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Monica Levi, concorda que, apesar de cada país ter suas características, o Brasil era um modelo. Ela destaca que, da mesma forma, outras experiências internacionais podem agregar estratégias no enfrentamento de desafios, como o antivacinismo.

“O Brasil é um país que serve de modelo por ter um êxito nas coberturas vacinais por vários e vários anos, o que não é mais uma realidade agora”, conta Mônica.

“É importante ver como outros países enfrentaram as crises de confiança e conseguiram contornar a situação. Mas o que acontece em um país em termos de hesitação vacinal nem sempre é o mesmo que em outros”, afirma a especialista apontado exemplos como o Japão e a Austrália, que enfrentaram fortes movimentos antivacina contra o imunização anti-HPV.

A SBIm, a Fundação Oswaldo Cruz e o Ministério da Saúde têm trabalhado juntos em um projeto de reversão das baixas coberturas vacinais que obteve bons resultados no Amapá e na Paraíba, envolvendo as comunidades e os líderes comunitários na mobilização pró-vacinas. Esses resultados têm norteado as campanhas de multivacinação que devem chegar a todos os estados até o fim do ano.

“Já vejo melhora, mas não para todas as vacinas. Sou otimista e acredito que vamos conseguir recuperar nossa cobertura vacinal e voltar a ser como éramos antes. Já tivemos uma melhora em 2022, mas ainda não estamos perto de atingir o que a gente precisa. Ainda tem muito trabalho pela frente”.

Fonte: Agência Brasil

Oficina regional do Programa de Equidade no SUS chega a Campo Grande nesta quarta

Campo Grande recebe, nesta quarta (30) e quinta-feira (31), a oficina regional do Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras no SUS. A capital sul-mato-grossense é a segunda a receber a oficina, que teve a sua primeira edição realizada em São Paulo. O evento tem o objetivo de prospectar as prioridades – com gestores, trabalhadores, universidades e movimentos sociais –, para o desenvolvimento de ações estratégicas e políticas públicas relacionadas à equidade nos estados e municípios.

Além de mapear as necessidades e prioridades regionais, as oficinas buscam constituir e fortalecer redes multiplicadoras de promoção de equidade vinculadas ao trabalho no SUS e discutir conjuntamente conceitos, ações, fluxos, discussões e identificação de estruturas de gestão e ações de comunicação e educação voltadas para a equidade na rede pública de saúde. As próximas cidades a receberem o projeto são Salvador (BA), Manaus (AM) e Porto Alegre (RS).

A iniciativa do Ministério da Saúde é coordenada pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). A realização das oficinas também possibilitará a implementação, o monitoramento e a avaliação das ações estratégicas do Programa Nacional de Equidade. As informações levantadas subsidiarão o desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas sobre a temática.

Lançado em março de 2023 pelo Governo Federal, o Programa Nacional de Equidade prevê o lançamento de chamadas públicas para seleção e execução de projetos; a criação de ofertas educacionais sobre o tema; formação de gestores e trabalhadores sobre equidade de gênero no âmbito do trabalho no SUS; disponibilização de aplicativo para 100% dos municípios brasileiros; e mostra nacional de experiências de enfrentamento das iniquidades na rede pública de saúde.

Fonte: Portal Gov.br

Ministério da Saúde une Xuxa e Zé Gotinha em campanha de multivacinação

Para reforçar a importância da vacinação, especialmente em crianças e adolescentes, o Ministério da Saúde lançou, na última semana, a campanha nacional de multivacinação. Para impulsionar os índices de imunização, a pasta uniu dois ícones no vídeo oficial que está sendo exibido em TV aberta, locais de grande circulação e nas redes sociais: a apresentadora Xuxa Meneghel e o Zé Gotinha.

A Rainha dos Baixinhos é uma das embaixadoras do Movimento Nacional pela Vacinação, mobilização nacional do Governo Federal pela retomada das altas coberturas vacinais do Brasil. A campanha reforça a segurança dos imunizantes e a importância de manter a carteirinha de vacinação atualizada.

No filme, o Zé Gotinha procura a Xuxa para juntos convocarem baixinhos e baixinhas para o Movimento Nacional pela Vacinação. Durante a viagem na nave recriada da apresentadora com efeitos especiais e animação em 3D, eles comentam que algumas doenças voltaram a atingir o público-alvo.

MOBILIZAÇÃO

A iniciativa é mais uma estratégia do Ministério da Saúde para aumentar os índices de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos em uma mobilização nacional que une entidades civis, científicas, influenciadores, artistas e instituições ligadas ao tema. A vacinação é o principal caminho para manter o Brasil livre do risco do retorno de doenças já eliminadas, como a poliomielite.

“O nosso país era o mais respeitado do mundo quando se falava em vacinação, mas com a queda das coberturas vacinais nos últimos anos, nós temos, infelizmente, o risco de reintrodução de doenças que estavam eliminadas no Brasil. Por isso, precisamos proteger as nossas crianças e os nossos adolescentes. Temos uma responsabilidade fundamental, algo definido no estatuto da criança e do adolescente como um direito. O direito à vacina é o direito à proteção, é o direito à vida que não pode ser negado”, destaca a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

Vídeo com Xuxa e Zé Gotinha está sendo vinculado na TV e redes sociais (Reprodução: Ministério da Saúde)

DOURADOS

Para melhorar a proteção pelas vacinas em crianças e adolescentes que residem no município, o Núcleo de Imunização da Sems (Secretaria Municipal de Saúde), tem buscado expandir os locais de vacinação e os horários de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde.

De acordo com o gerente do NI, Edvan Marcelo Marques, apesar dos postos itinerantes, a orientação é para que pais e responsáveis, sempre que possível, levem seus filhos às UBSs, onde são ofertadas todas as vacinas do PNI (Plano Nacional de Imunizações). “Sabemos da importância das crianças e adolescentes estarem com o calendário de vacinação atualizado e a maneira mais eficaz de acompanharmos isso é nas Unidades de Saúde, por isso essa recomendação. Nos postos itinerantes, aplicamos vacinas contra a covid-19 e influenza nestas faixas etárias, mas as vacinas de rotina o melhor é ir aos postos de saúde”, explica.

Em Dourados, as Unidades de Saúde funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h.

Nesta semana, estão programadas ações de vacinação nas feiras livres do Parque dos Ipês, nesta terça-feira (22), no Ceper 1º Plano, na quarta (23), as duas entre 16h e 19h. Também no sábado (26), na Feira Central, entre 10h e 14h.

Fonte: Assecom

Dourados amplia horário para vacinação nas Unidades de Saúde

Até a próxima sexta-feira (18), a Sems (Secretaria Municipal de Saúde) amplia os postos de vacinação e os horários de atendimento para ampliar a possibilidade dos douradenses atualizarem o calendário vacinal contra diversas doenças. As ações fazem parte da adesão do município ao projeto “MS Vacina Mais”, da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e da Campanha Nacional de Multivacinação para crianças e adolescentes do Ministério da Saúde.

Na programação feita pelo Núcleo de Imunização, todas as Unidades Básicas de Saúde do município atendem com horário ininterrupto, sem parada para o almoço, entre 7h e 17h. Além disso, a Sala de Vacinação do PAM (Pronto Atendimento Médico) atende entre 14h e 19h e no sábado (19), entre 8h e 13h.

Além dos locais que normalmente já ofertam os imunizantes, nesta quarta-feira (16) e na sexta (18), entre 16h e 19h, acontece o “MS Vacina Mais Drive-Thru”. O ponto de vacinação será montado na sede do Corpo de Bombeiros, localizado na avenida Presidente Vargas, com vacinas contra covid-19, influenza, tétano e a tríplice viral.

Segundo o gerente do Núcleo de Imunização, Edvan Marcelo Marques, essas são ações que já seguem o que vem sendo desenvolvido pela Secretaria de Saúde para facilitar o acesso aos imunizantes ofertados pelo PNI (Plano Nacional de Imunizações). “Nós temos procurado oferecer diversas oportunidades aos cidadãos, inclusive abrindo horários fora daqueles que a maioria está no trabalho. São estratégias para buscarmos  melhorar as taxas de cobertura vacinal da população de Dourados”, explica.

Fonte: Assecom

Exames de sangue nem sempre exigem jejum: Saiba quando é de fato recomendado

Quando se fala em exames de sangue, muitas pessoas logo associam à necessidade de ficar em jejum por até 12 horas antes da coleta, o que, por muito tempo, foi a norma padrão em laboratórios e clínicas. No entanto, a evolução da medicina diagnóstica mostrou que essa prática nem sempre é obrigatória e que pode variar de acordo com o tipo de teste a ser realizado e as condições específicas de cada paciente. Daí a importância de saber quando, de fato, é necessário jejuar antes de fazer análises de sangue.

“Os valores de referência dos exames de sangue são estabelecidos com base em pessoas em jejum. Por isso, em alguns casos, o consumo de alimentos antes da coleta pode alterar temporariamente a composição sanguínea, impactando esses parâmetros e prejudicando a precisão dos resultados”, explica a bioquímica e coordenadora técnica do Sabin Diagnóstico e Saúde, Luciana Figueira.

É essencial destacar que o termo “exames de sangue” engloba uma variedade de testes que têm o propósito de investigar diferentes condições de saúde. Nesse contexto, a necessidade ou não de jejum antes do procedimento pode variar.

Luciana Figueira enfatiza que os exames relacionados à dosagem de glicose, que avaliam os níveis de açúcar no sangue, geralmente exigem um jejum de 8 horas. “Já no caso do lipidograma, que avalia o perfil lipídico, colesterol e frações, o jejum não é obrigatório, mas em algumas situações, o médico pode solicitar que o paciente fique 12 horas sem se alimentar, dependendo das características da pessoa”, explica.

Por outro lado, o hemograma, um dos testes mais comuns no check-up médico, não requer jejum. Esse procedimento avalia os glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas do sangue, fornecendo informações para o diagnóstico de condições como anemia e câncer, por exemplo.

ORIENTAÇÕES

Exames de sangue são ferramentas importantes para avaliar a saúde do organismo, por isso é fundamental compreender as implicações de não jejuar, quando recomendado. Caso um exame seja realizado sem o cumprimento dessa orientação, é essencial verificar com o médico se é necessário repetir o teste laboratorial, uma vez que a ingestão de alimentos pode comprometer os resultados.

“Dependendo do exame, uma nova coleta pode ser necessária, especialmente se a glicose basal apresentar resultados muito elevados após o paciente ter se alimentado. No entanto, em casos como o de colesterol sem jejum, o médico pode interpretar o resultado levando em consideração as condições do paciente no momento da coleta”, informa a bioquímica.

Uma das dúvidas sobre o jejum é se a água pode afetar os resultados. A resposta é ‘não’. Independentemente do exame, é permitido ingerir água, desde que seja pura. Outra questão é ‘quanto tempo de jejum’. Nesse caso, a orientação deve partir do médico, pois depende de cada teste.

Para evitar desconfortos prolongados devido à privação de alimentos, a sugestão é que o paciente se alimente normalmente à noite e realize a coleta de sangue pela manhã, fazendo o desjejum no próprio laboratório, como no Sabin, onde é oferecido um lanche logo após o procedimento.

Compreender quando o jejum é de fato recomendado para exames de sangue é essencial para garantir resultados precisos e diagnósticos corretos. As orientações médicas devem sempre ser seguidas, e qualquer dúvida quanto às preparações necessárias deve ser esclarecida pelo profissional de saúde responsável pelo paciente.

Fonte: Assessoria

 

Prefeito Alan Guedes entrega ambulância nova ao distrito de Itahum

O Prefeito Alan Guedes esteve nesta sexta-feira (14) na unidade de saúde do distrito de Itahum para entrega das chaves de ambulância tipo C – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência para o transporte de pacientes com condições agudas de risco de vida. O veículo  foi adquirido por meio de emenda parlamentar do deputado federal Beto Pereira, no valor de R$ 276.434,49, que esteve presente na entrega simbólica.

“Estamos cumprindo com o nosso compromisso com a comunidade do distrito de Itahum e hoje eu venho aqui para reafirmar que essa ambulância vai ficar para atender a população do distrito de Itahum. Na semana passada entregamos uma ambulância para o distrito de Macaúba e Formosa, que foram adquiridos com recursos próprios da prefeitura de Dourados e lá também fizemos esse compromisso”, pontuou Alan.

O deputado federal Beto Pereira recordou a primeira vez que esteve em Itahum e reafirmou o compromisso com a comunidade. “Vou garantir duas novas emendas parlamentares para Itahum, uma no valor de R$ 100 mil para a compra de equipamentos para que a ambulância possa funcionar como UTI móvel, conforme explicou o secretário de saúde, e uma emenda no valor de R$ 250 mil para que o espaço do posto de saúde e as condições dos funcionários sejam melhoradas”, afirmou Beto Pereira.

O secretário de Saúde, Waldno Lucena Júnior, ressaltou que a unidade móvel é o modelo mais completo. “Essa ambulância tipo C, é o modelo mais completo, com mais três equipamentos, um monitor, um ventilador e um desfibrilador, ela se transforma em uma UTI móvel. Hoje eu agradeço ao deputado e ao nosso prefeito Alan por terem essa sensibilidade para olhar pelos distritos”, destacou Waldno.

Também foram entregues dois ar condicionados e uma impressora.

Fonte: Assecom

Vacina contra poliomielite passa a ser apenas injetável a partir de 2024

A vacina contra a poliomielite vai mudar e a versão em gotas não deve mais ser aplicada nas campanhas nacionais. O Ministério da Saúde vai substituir gradualmente a Vacina Oral Poliomielite pela forma injetável do imunizante a partir de 2024. Essa alteração, porém, não significa o fim imediato do imunizante na versão popularmente conhecida como “gotinha” e sim um avanço tecnológico para maior eficácia do esquema vacinal que será feito após um período de transição.

O Zé Gotinha, símbolo histórico da importância da vacinação no Brasil, vai continuar na missão de sensibilizar as crianças, os pais e responsáveis em todo Brasil, participando das ações de imunização e campanhas do Governo Federal.

Desde 1989 não há notificação de caso de pólio no Brasil, mas as coberturas vacinais contra a doença sofreram quedas sucessivas nos últimos anos. Em todo o Brasil, a cobertura ficou em 77,19% no ano passado, longe da meta de 95% para esta vacina. Por isso, a mobilização para retomar as altas coberturas vacinais do país, que já foi referência internacional, é fundamental.

Em Dourados, a vacina contra a poliomielite está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde, assim como outras que fazem parte do PNI (Plano Nacional de Imunizações).

Reforço aos 15 meses

A nova recomendação foi apresentada pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, à Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) em encontro para expor as ações do Ministério da Saúde pela retomada das altas coberturas vacinais, principalmente entre as crianças, e debater a importância da adesão dos profissionais de saúde e médicos ao Movimento Nacional pela Vacinação.

Segundo a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI), a decisão foi tomada considerando novas tendências científicas para proteção contra a doença, indicando para que se adote exclusivamente a Vacina Inativada Poliomielite (injetável) no reforço aos 15 meses de idade, que atualmente é feito com a forma oral do imunizante. A forma injetável já é aplicada aos 2, 4 e 6 meses de vida, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

Após um período de transição que começa no primeiro semestre de 2024, as crianças brasileiras que completarem as três primeiras doses da vacina, irão tomar apenas essa dose de reforço. Assim, o reforço que é aplicado atualmente aos 4 anos não será mais necessário, já que o esquema vacinal com quatro doses garantirá a proteção contra a pólio. A atualização considerou os critérios epidemiológicos, as evidências relacionadas à vacina e as recomendações internacionais sobre o tema.

Movimento Nacional pela Vacinação 

Com a mensagem “Vacina é vida. Vacina é para todos”, a mobilização nacional lançada em fevereiro pelo Ministério da Saúde tem o objetivo de sensibilizar e engajar toda a sociedade para a retomada das altas coberturas vacinais no Brasil. A meta do Governo Federal é retomar a confiança da população nos imunizantes para que o país volte a ser referência internacional em vacinação, atingindo a meta de 90% de cobertura em todas as vacinas. Todas as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação, além do reforço bivalente contra a Covid-19 e a vacina contra Influenza estão disponíveis nas unidades de saúde em todo Brasil.

Fonte: Assecom

Teste do Pezinho é essencial à saúde dos bebês

Basta uma pequena amostra de sangue colhida dos bebês, preferencialmente entre o 3º e 5º dia de vida, para detectar (e iniciar acompanhamento e tratamento adequados) de problemas de saúde que podem causar sequelas graves, irreversíveis ou risco de vida ao recém-nascido. As doenças mais frequentes são o hipotireoidismo congênito e a doença falciforme que, juntas, perfazem uma média de 77% dos casos diagnosticados, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Na próxima terça-feira (06/06) comemora-se o Dia Nacional do Teste do Pezinho. Uma data para conscientizar sobre a importância do exame, que é obrigatório para todos os recém-nascidos e oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, consequentemente, em todos os hospitais da Rede Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares).

“O teste do pezinho possibilita a investigação oportuna de várias doenças metabólicas, genéticas, endócrinas, infeciosas, doenças raras e graves que não apresentam sinais clínicos na fase inicial da vida e que se não forem diagnosticadas de forma precoce podem causar sequelas graves, irreversíveis ou risco de vida ao recém-nascido. O diagnóstico precoce permite uma intervenção precoce e melhor evolução da doença”, explica o endocrinologista e pediatra Paulo Serra Baruki, do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), filiado à Rede Ebserh.

Como e quando? 

O teste é muito fácil e rápido de fazer. É colhida uma pequena amostra de sangue do recém-nascido em papel de filtro próprio, para a realização do exame, que é encaminhado para um laboratório para a análise e pesquisa das doenças que estão no rol da triagem neonatal.

“Idealmente o teste deve ser realizado entre o 3º e 5º dia de vida. Os recém-nascidos que tiveram alta da maternidade antes da coleta do teste do pezinho são encaminhados à Unidade Básicas de Saúde (UBS) de referência para que colham o exame até o 5º dia de vida”, comenta Baruki.

E os prematuros, também colhem? 

“Sim! Todos os recém-nascidos colhem amostra de sangue, no entanto, é recomendada uma segunda coleta entre duas e seis semanas de vida, dependendo da idade gestacional/imaturidade e dos procedimentos e medicamentos que foram usados durante a internação na unidade neonatal”, esclarece o pediatra.

E se der alguma alteração no teste?  

Após a análise e pesquisa do exame pelo laboratório, a UBS é avisada para reconvocar os pais e é realizado um novo exame, independente da faixa etária, havendo nova coleta de sangue efetuada em papel de filtro. Após a segunda coleta, se houver a confirmação ou suspeita do exame alterado, é orientada uma avalição médica por um pediatra, preferencialmente, que avaliará os acompanhamentos e tratamentos necessários para cada caso.

Quais doenças engloba o Teste do Pezinho? 

Até 2021, apenas seis doenças eram identificadas pelo teste do pezinho pelo SUS: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, síndromes falciformes, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.

No entanto, a Lei de nº 14.154, de 26 de maio de 2021, estabelece a ampliação de seis para cinquenta o número de doenças que podem ser detectadas pelo Teste do Pezinho oferecido pelo SUS.

A Lei Federal entrou em vigor em 27 de maio de 2022, e a implementação das doenças ocorrerá em cinco etapas e escalonada conforme cronograma e norma regulamentada pelo Ministério da Saúde.

No Estado de Mato Grosso do Sul, pelo SUS, o Teste do Pezinho atualmente engloba as seis doenças mencionadas mais a toxoplasmose.

Fonte: Assessoria