Tereza Cristina ao lado de Bolsonaro, que se recupera em casa (Foto: Vídeo/Reprodução/Arquivo).
A deputada federal reeleita Tereza Cristina (DEM-MS) visita nesta quarta-feira (dia 10) o candidato a presidente do PSL, Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro (RJ).
Segundo a parlamentar, a visita ocorre por meio da Frente Parlamentar da Agropecuária da Câmara dos Deputados, da qual é presidente. Pelo menos 14 deputados federais de outros Estados também participam da reunião.
A intenção é conversar com o postulante, que venceu o 1º turno, mas vai enfrentar Fernando Haddad (PT) em 28 de outubro, no 2º turno, sobre o futuro da agropecuária no Brasil.
A comitiva é formada, de acordo com Tereza Cristina, por deputados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais. Ela não citou os nomes dos parlamentares.
Em 2 de outubro, Tereza Cristina entregou a Bolsonaro um carta da Frente Parlamentar da Agropecuária declarando apoio ao candidato. Esse documento deve ser reforçado, segundo a própria.
O encontro será às 16 horas de Mato Grosso do Sul na casa de Jair Bolsonaro, no Rio. Bolsonaro teve alta em 29 de setembro, 23 dias depois de ser esfaqueado em ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Ele se recupera no apartamento onde mora.
Zeca do PT durante entrevista ao Campo Grande News enquanto candidato ao Senado (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)
Sem novo mandato a partir de 2019, 14 deputados federais, dentre eles Zeca do PT, e 11 senadores que são investigados na Lava Jato perderão o foro privilegiado. Por isso, processos contra os parlamentares que hoje tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal) devem ser enviados para análise na primeira instância.
Zeca foi citado em duas delações premiadas da Lava Jato – da Odebrecht e da JBS. No início do mês, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, encaminhou ao STF pedido de arquivamento de um dos inquéritos contra ex-governador de Mato Grosso do Sul por falta de provas.
Tal investigação tinha como base as delações dos ex-executivos da Odebrecht. Zeca do PT, que comandou o Estado de 1999 a 2006, foi acusado de receber propina da empreiteira em 2006.
Zeca aparecia na lista da empreiteira, que prestou serviços para o governo, com o codinome “pescador” e pagamento de R$ 400 mil, conforme apuração da revista Veja.
Em maio do ano passado, os irmãos Wesley e Joesley Batista – donos da J&F, controladora da JBS – delataram centenas de políticos que teriam recebido propina da empresa e revelaram que em Mato Grosso do Sul, o esquema foi instituído pelo então chefe do Executivo em 2003.
Wesley contou, conforme consta na transcrição do depoimento do empresário anexada ao acordo de colaboração premiada firmado com a PGR, que foi Zeca quem negociou percentual de 20% do valor economizado em ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) pela empresa em Mato Grosso do Sul como propina.
Os valores supostamente pagos ao então governador não foram informados. O dono da JBS e Valdir Boni, um dos executivos da empresa, acrescentaram, entretanto, que em 2010 voltaram a fazer pagamentos a Zeca do PT, quando ele se candidatou a deputado federal.
Os delatores disseram que R$ 3 milhões (R$ 1 milhão em doação oficial e R$ 2 milhões em espécie) foram pagos ao então candidato e relataram ainda que por ordem de Joesley, Florisvaldo Caetano de Oliveira fez pagamentos da ordem de R$ 100 mil ao deputado. Numa das ocasiões, Zeca teria buscado remessa de dinheiro pessoalmente em escritório de São Paulo (SP).
O parlamentar de MS é investigado por recebimento de vantagens indevidas e lavagem de dinheiro em trâmite no STF, mas teve pouco avanço em um ano e meio.
Outros processos contra o deputado, acusações que ficaram conhecidas como “farra da publicidade”, também tramitam no Supremo.
Sem foro – Zeca se candidatou ao Senado neste ano, chegou a ser apontado nas pesquisas como um dos vencedores, mas com 294.059 votos, ele perdeu a eleição para a estreante Soraya Thronicke, que teve 373.712 votos.
O deputado foi citado em matéria da Folha de S. Paulo desta quarta-feira (10) ao lado de caciques políticos como o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) e o senador Romero Jucá (MDB-RR).
Processos contra Zeca já deveriam cair para instâncias inferiores porque em maio deste ano, o STF mudou seu entendimento sobre o assunto e restringiu o alcance do foro privilegiado a processos com crimes cometidos durante o mandato e relacionados ao exercício do cargo.
O envio dos processos para outros foros, contudo, é lento. “Quando o STF declina [da competência de julgar determinada ação], demora pelo menos uns seis meses para o processo ir para algum lugar”, explicou o advogado Newley Amarilha, que defende o deputado, em entrevista ao Campo Grande News no dia 20 de setembro.
“Efeito Lava Jato” – Ainda conforme a Folha, o “efeito Lava Jato” tirou muita gente do Congresso Nacional. De 64 candidatos a deputado e senador com processos em curso ligados à Lava Jato ou decorrentes dela, 35 não foram eleitos.
Entre os envolvidos na operação que têm contas a acertar com a Justiça, restaram 4 senadores e 25 deputados federais eleitos. Um deles é Vander Loubet (PT-MS), que volta para a Câmara em 2019.
Candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) (Fotos: Tânia Regô / Marcelo Camargo / Agência Brasil)
Após breve descanso com o fim do primeiro turno das eleições, os partidos políticos se reúnem para definir o apoio aos candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). A expectativa é de que PSB, PSDB, Rede, DC e PPL anunciem hoje (9), em Brasília, as decisões.
Informalmente, alguns líderes políticos sinalizaram como atuarão nesta reta final. O comando do PDT, do candidato Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar na disputa presidencial, indicou que deve assumir um “apoio crítico” à candidatura de Haddad.
Sofrendo com uma redução nos quadros, o PSDB, que lançou o candidato Geraldo Alckmin, deve ter uma divisão interna, segundo analistas políticos. Mesmo se houver uma decisão fechada em torno de um dos nomes, a tendência é de racha. A vice na chapa de Alckmin, Ana Amélia, afirmou que apoiará Bolsonaro.
Em Mato Grosso do Sul, o candidato à reeleição pelo PSDB, Reinaldo Azambuja já anunciou apoio a Bolsonaro. Embora o partido tucano tivesse candidato a presidente no 1º turno -o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin-, para as eleições proporcionais, o PSL integrava a chapa encabeçada por Reinaldo.
Nas redes sociais, o candidato do PPL à Presidência, João Goulart Filho, fez elogios a Ciro Gomes, mas não apontou se pretende apoiar Bolsonaro ou Haddad. A candidata da Rede, Marina Silva, fez severas críticas aos dois que disputarão o segundo turno, assim como João Amoêdo, do Partido Novo.
Agendas – Bolsonaro afirmou que pretende se reunir com o economista Paulo Guedes, apontado como seu eventual ministro da Fazenda. O candidato deverá permanecer em casa, no Rio de Janeiro. Amanhã (10), ele será examinado por uma junta médica para poder definir sua agenda de campanha.
Haddad terá encontros hoje com governadores do PT e correligionários, em São Paulo. As reuniões ocorrem um dia depois de ele visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em Curitiba. O candidato ainda não anunciou como será a agenda de campanha até o segundo turno.
Assim como na maioria dos estados, a “onda verde” (leia-se Jair Bolsonaro) trouxe ao cenário sul matogrossense nomes até então desconhecidos na política, como é o caso do Capitão Contar (PSL), mais votado para ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa, com 77.802 votos.
Mais onda verde
Outro nome que surge em meio “a onda” é o campograndense Tio Tutis (PSL), eleito como deputado Federal, com 55.947 votos, deixando para trás nomes como Vander Loubet (PT) e Dagoberto Nogueira (PDT), também eleitos. Neste cenário também foi eleito pelo partido de Bolsonaro o Dr. Luiz Ovando, com 49.995.
Juiz Odilon
Assim como nas eleições proporcionais o fenômeno Jair Bolsonaro também atingiu de certa forma o resultado da eleição ao Governo do Estado, já que as últimas pesquisas apontavam uma possível vitória de Reinado Azambuja (PSDB) no primeiro turno, o que não ocorreu. Ao contrário, o juiz aposentado Odilon Oliveira garantiu a disputa em segundo turno com 31,62% dos votos. Já Reinaldo obteve o percentual 44,61%.
Não deu
Se a representatividade da segunda maior do Estado já estava pouca na Câmara Federal com somente um deputado, agora ficou pior. Mesmo com expressiva votação (61.675 votos) Geraldo Resende não conseguiu sua reeleição e com isso os douradenses perdem seu único representante.
No Senado
Por outro lado o tão sonhado representante no Senado Federal finalmente chega com a eleição de Soraya Thronicke, do PSL. Impulsionada pela candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro, ela obteve 373.712 votos no Mato Grosso do Sul, conquistando a segunda vaga no Senado. Em Dourados ela conseguiu 38.412 votos.
Quem é?
Apesar de residir em Campo Grande, a senadora eleita Soraya nasceu em Dourados. Na capital é sócia do escritório de advocacia Cabral Gomes & Thronicke Advogados, onde atua em questões jurídicas ligadas ao agronegócio, aos Direitos de Empresa, Família e Sucessões. Atua também em contratos e ações internacionais.
De volta
Quem está com o terno no jeito para ocupar novamente uma cadeira na Câmara Municipal de Dourados é o suplente de vereador Maurício Lemes (PSB). Ele volta à Casa em janeiro do próximo ano com a eleição do radialista Marçal Filho (PSDB), agora deputado estadual eleito com 25.437 votos. Maurício é suplente da coligação de Marçal.
Scott Wilson fazia o papel do fazendeiro Hershel Greene na série 'The Walking Dead (Foto:Getty Images)
O ator Scott Wilson, que fazia o papel do fazendeiro Hershel Greene na série ‘The Walking Dead’, morreu aos 76 anos em sua casa em Los Angeles (EUA). De acordo com a revista ‘Monet’, ele lutava contra um câncer.
Além do papel no seriado americano, Wilson fez parte de clássicos do cinema como ‘A Sangue Frio’ e ‘No Calor da Noite’.
Reinaldo Azambuja (PSDB) após resultado das urnas neste domingo (7).(Foto: TV Morena/Reprodução)
Após a definição de Reinaldo Azambuja (PSDB) e Juiz Odilon (PDT) no segundo turno da eleição para governador em MS, o candidato do PSDB disse que “a conversação está aberta” para alianças políticas na disputa:
“Agora é conversar com aliados, tivemos um grande número de partidos já que nos apoiaram no primeiro turno e agora é buscar no segundo turno fortalecer essa aliança para a nova eleição que vai ocorrer no final do mês.”
O candidato não citou nomes, mas afirmou que muitos partidos que tinham “simpatia” por sua candidatura mas disputaram as eleições, serão a primeira opção: “Agora no segundo turno nós vamos buscar esses que acreditam no jeito nosso de fazer política”, declarou.
O candidato agradeceu o voto de confiança da população: “Na política, a gente faz política com quem a gente gosta e com quem gosta da gente”, finalizou.
Juiz Odilon (PDT) após resultado das urnas neste domingo (7). (Foto: TV Morena/Reprodução)
Após a definição de segundo turno para o governo de MS entre Juiz Odilon (PDT) e Reinaldo Azambuja (PSDB), o candidato do PDT disse que esperava um resultado maior, e que enfrentou “o peso da máquina administrativa”:
“A nossa campanha foi, digamos assim, do tostão contra o milhão, então o peso da máquina administrativa é indiscutível, mas eu quero convocar toda a população para a gente retomar a marcha por um estado limpo.”
Sobre possíveis alianças, Odilon disse que já conversou com Mochi (MDB): “Telefonei para várias pessoas hoje à noite, nós já estamos com as conversações bem avançadas, e amanhã vamos fazer as concretizações. Junior Mochi, logicamente que a gente já conversou com ele e há uma sinalização muito boa”, declarou.
O candidato pretende aproveitar o tempo de propaganda na TV e que vai percorrer o estado em campanha: “Nós vamos fazer o corpo a corpo e será fundamental”, finalizou.
Antonieta Amorim, do MDB, em discurso na Assembleia. (Foto: Luciana Nassar/ALMS).
Se por um lado, Mato Grosso do Sul terá, pela primeira vez, duas mulheres senadoras, a bancada da Assembleia Legislativa não terá sequer uma mulher em 2018, o que não ocorria há 27 anos. As 24 cadeiras da Casa de Leis estadual será composta por 24 homens.
A Assembleia Legislativa tem, até o fim do ano, Mara Caseiro (PSDB), Grazielle Machado (PSD) e Antonieta Amorim (MDB).
Mara Caseiro, do PSDB, na cadeira ocupada na Assembleia. (Foto: Luciana Nassar/ALMS).
As duas últimas não tentaram a reeleição este ano, enquanto Mara tentou se reeleger, não conseguiu votos suficientes, mas ficou como suplente de deputado – ou seja, só assume em caso de impedimento do titular da vaga da coligação encabeçada por seu partido.
Nenhuma das 103 mulheres que se candidatou conseguiu ser eleita, em um Estado onde a maioria é também feminina. São 978.830 votantes, o que representa 52,121% dos 1,8 milhão do eleitorado do Estado, de acordo com dados do TRE.
Em MS, são 978.830 mulheres votantes, o que representa 52,121% dos 1,8 milhão do eleitorado do Estado, de acordo com dados do TRE.
Portanto, a partir de 2019, quando começa os mandatos das pessoas eleitas ontem, o Legislativo estadual não terá nenhuma mulher entre os 24 deputados estaduais.
O Estado só não elegeu mulheres em apenas duas legislaturas – como são chamadas os períodos dos mandatos de cada assembleia eleita – desde a divisão e criação do Estado. Isso aconteceu em 1979 e em 1991. Com exceção disso, em todas as eleições houve entre uma e duas mulheres.
No Senado, além da senadora Simone Tebet (MDB), foi eleita Soraya Thronicke (PSL) com 370.666 votos. O outro político eleito senador foi o ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho (PTB) com 420.102 votos.
São três senadores por Estado e, a partir de 2019, serão duas mulheres e um homem. Até então ero contrário: Waldemir Moka (MDB), que não foi reeleito, Pedro Chaves (PSC), que não disputou e Simone, que segue com seu mandato.
Na Câmara Federal, onde são oito deputados federais, duas são mulheres. Rose Modesto (PSDB) foi a mais votada com 120.901, e Tereza Cristina (DEM) conseguiu se reeleger com 75.068. Até então, ela era a única representante na bancada federal do Estado.
A 3ª turma do STJ condenou a Rede Tv e dois humoristas do programa Pânico na TV e a a pagar indenização de R$ 20 mil por violação dos direitos de imagem e intimidade de uma mulher. A autora do recurso especial teve o corpo e o rosto expostos no quadro “Vô, num vô” divulgado na televisão e na internet.
A mulher estava em uma praia em Florianópolis quando foi abordada pelos humoristas Carlos Alberto da Silva e Marcus Vinícius Vieira, os quais, interpretando os personagens Mendigo e Mano Quietinho, gravavam o quadro em que avaliavam os atributos físicos das mulheres, com o intuito de entregar adesivos com os dizeres “Vô” ou “Num vô”.
Em 1º grau, a ação foi julgada procedente e as partes foram condenadas ao pagamento de danos morais. No entanto, o TJ/SP deu provimento à apelação dos humoristas sob o entendimento de que não houve dano, pois não teria sido possível identificar a autora nas imagens, uma vez que ela havia escondido o rosto.
Direito à imagem
Ao analisar o caso, o ministro Marco Aurélio Bellizze entendeu que o direito à imagem é muito mais amplo do que apenas a proteção ao rosto da pessoa, abrangendo todos os atributos que identifiquem o indivíduo.
O ministro acrescentou que, ao contrário do que alegou a emissora, o fato de a recorrente estar em local público não é suficiente para afastar o reconhecimento do dano moral, já que as filmagens foram focadas em seu corpo.
Bellize também falou sobre a liberdade de imprensa. Para o ministro, ela “não pode servir de escusa a tamanha invasão na privacidade do indivíduo, impondo-lhe, como ocorrido no caso concreto, além da violação de seu direito de imagem, uma situação de absoluto constrangimento e humilhação”.
Assim, a 3ª turma restabeleceu a condenação e fixou o valor da indenização por danos morais em R$ 20 mil, com juros de mora desde a data da filmagem. Além disso, determinou que as imagens da autora não sejam mais exibidas, sob pena de multa diária de R$ 1 mil.
THIAGO NEY – Depois de dois discos que tinham como ponto de partida e inspiração o filme “Metrópolis”, de Fritz Lang, e nos quais assumia a identidade de uma androide, Janelle Monáe se despe de qualquer personagem em “Dirty Computer”, o mais recente álbum. Racismo, machismo e homofobia são alguns dos temas que percorrem as suas 14 músicas.
“As primeiras faixas mostram uma pessoa renegada. Depois, temos músicas mais de celebração. Já as quatro últimas são como uma afirmação”, disse Monáe, em Berlim.
A cantora americana de 32 anos é parte das atrações da Red Bull Music Academy, que começou no início de setembro e se estende até 12 de outubro na capital alemã. Às margens do rio Spree, o evento reúne 61 jovens músicos de 37 países, incluindo o Brasil, representado pelo DJ e produtor Benjamim Sallum.
Além de acesso a estúdios e equipamentos para produzir música, os participantes frequentam conversas e palestras de nomes como a DJ Nina Kraviz e a própria Monáe.
“Sou uma jovem americana lésbica e negra. Era importante criar uma experiência em que as pessoas que são marginalizadas possam sentir que não precisam mudar para serem aceitas pela sociedade”, disse a cantora. “Mesmo que o sistema não esteja funcionando ao meu favor, os Estados Unidos são o meu país, e estarão ao meu lado um dia.”
Esse sentimento está explícito na última faixa do álbum, “Americans”. Trecho: “Até que as mulheres ganhem o mesmo pelo mesmo trabalho / esta não é a minha América/ Até que as pessoas que amam gente do mesmo gênero possam ser quem realmente são / esta não é a minha América / Até que os pretos possam voltar para casa depois de serem parados pela polícia sem receberem um tiro na cabeça / esta não é a minha América […] / Mas eu vou te dizer hoje que o Diabo é um mentiroso / Porque vai ser a minha América antes que tudo termine”.
Monáe fala sobre a faixa: “A música não diz que a América é linda, chama a atenção para o monte de coisas erradas que estão acontecendo. Temos de consertar isso, e temos de consertar rápido, porque novas gerações estão chegando aí”.
Um detalhe que salta aos olhos (e ouvidos) em “Dirty Computer” é a quantidade de gente conhecida que está nos créditos, como Brian Wilson (dos Beach Boys), Pharrell Williams, Grimes e Prince, que estava ajudando Monáe no disco antes de morrer, em abril de 2016.
“É difícil falar quanto Prince significa para mim. Sem ele acho que esse disco não existiria, não iria saber até onde poderia ir. Ele era um gênio tocando guitarra, produzindo e também na parte de negócios”, afirma.
Sobre Brian Wilson, ela conta que, quando estava fazendo os vocais da música-título, podia ouvir a voz dele em sua cabeça. “Então, procuramos seu empresário. Ele foi muito legal, disse apenas: ‘Me manda a fita’. Sim, Brian ainda gosta de gravação em fita! Em pouco tempo me mandou de volta.”
Um dos principais momentos recentes de Monáe foi a participação na Marcha das Mulheres, em janeiro do ano passado, em Washington. Milhões de pessoas foram às ruas dos Estados Unidos para pedir mais direitos às mulheres, mudanças nas leis de imigração, racismo, entre outros temas.
Ela fez um discurso emocionante, em que se lembrou da avó, que teve 14 irmãos (“e eles dividiam um par de sapatos”) e da mãe, a caçula de 12 irmãos.
“Não imaginava que iria tanta gente, ninguém imaginava, na verdade. Então me pediram para subir ao palco e dizer algumas palavras. Quando subi e vi aquela multidão, fiquei tremendo, nervosa. Angela Davis [ativista e escritora] estava ali, assim como mães de meninos negros que tinham sido mortos pela polícia. Respirei e falei o que vinha do meu coração.”
Em 2016, Monáe atuou em dois filmes: “Moonlight” e “Estrelas Além do Tempo”. “Gostei da experiência porque em um filme você interpreta um personagem que está dentro de uma história. Em um disco, tudo tem a ver comigo: as letras, a guitarra, o clipe. Tudo está sob meu nome. Então sinto muito mais pressão. O mundo vai me julgar e eu posso estar passando por um momento frágil. Se você não está preparada, vai sofrer.” Com informações da Folhapress.
Adnet: um ídolo da galera da internet na disputa pelo trono do desbravador Jô Soares (Foto - Divulgação)
Advogados do comediante Marcelo Adnet vão registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Rio nesta quarta-feira, 4, tratando das ofensas e ameaças de morte que o humorista recebeu na internet depois de ser vítima de fake news.
Uma falsa postagem que viralizou na última semana o acusa de ter imitado a voz do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) em um áudio, também falso, onde se ouve uma conversa entre o candidato e seu filho, Eduardo, dentro do Hospital Albert Einstein.
Depois que a publicação se espalhou na internet, o ator foi alvo de uma série de ataques em suas redes sociais. Grande parte dos comentários partiu de internautas que declaram apoio a Bolsonaro nessas eleições. A notícia-crime feita pelos advogados de Adnet será apresentada à Delegacia de Repressão a Crimes de Informática para que sejam apurados delitos de difamação, injúria, ameaça e incitação.
Marcelo Adnet já havia denunciado ameaças e ofensas em seu Twitter (Reprodução)
Adnet vem fazendo sucesso na internet por suas imitações de candidatos à Presidência e ao governo do Rio de Janeiro em uma série de vídeos publicados pelo jornal O Globo. Em uma conversa com a reportagemo ator afirmou que é a primeira vez que sofre ataques tão agressivos nas redes. “Se me escrevem dizendo que vão me dar um tiro de .12 na cara, eu preciso ir à polícia. É crime, ninguém deve ser ameaçado. Me sinto obrigado tomar essa atitude para defender a democracia. Estamos vivendo tempos muito violentos”, disse.
Ex-senador e candidato Delcídio do Amaral(Foto: Marina Pacheco/ Arquivo)
O ex-senador Delcídio do Amaral vai aguardar o resultado das eleições para decidir se pedirá ou não a recondução ao cargo, afirma o advogado Laércio Guilhem. Liminar de ontem (4) concedida pelo juiz Pedro Pereira dos Santos, da 4ª Vara Federal de Campo Grande suspendeu a cassação do ex-senador. Delcídio disputa uma das duas vagas para o Senado pelo PTC.
Conforme o defensor, Delcídio já havia pedido revisão da sentença no próprio Senado e com a liminar de ontem “o candidato pode pedir recondução direta ao cargo”. “Conversei ontem com Delcídio e ficou decidido que ele vai aguardar os resultados das urnas. Se ganhar, Delcídio vai esperar para assumir novo mandato de 8 anos em janeiro. Caso não ganhe, ele pedirá recondução ao cargo”, revela. Porém, caso o candidato peça recondução, o mandato termina em dezembro deste ano.
A Justiça Federal reconheceu, diante da sentença proferida na ação pena inocentando Delcídio, dizendo que as provas são ilegais, suspendendo os efeitos da decisão do Senado.
Delcídio registrou candidatura ao Senado no fim do prazo, em substituição a César Nicolatti. Houve impugnação do pedido, tanto pelo Ministério Público quanto por adversários, e a candidatura ainda não foi homologada, mas Delcídio segue fazendo campanha normalmente.
Histórico – Em julho deste ano, o ex-senador do PT foi absolvido da acusação de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestór Ceveró.
O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília, entendeu que não havia provas suficientes para condená-lo. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, réu na mesma ação, também foi absolvido.
Delcídio teve o mandato cassado no Senado e os direitos políticos suspensos por oito anos.
Neno Razuk reforça a confiança em se eleger neste domingo ao cargo de deputado estadual (Foto - Divulgação)
A intensidade da campanha com apoiadores em praticamente todos os municípios de MS, inclusive naqueles que não pode visitar, e a visibilidade que a campanha conquistou apostando também nas mídias sociais, reforça a confiança do candidato estadual Neno Razuk (PTB) em se eleger neste domingo.
“Estamos muito bem posicionados nas pesquisas, tanto nas publicadas pela imprensa como nas de consumo interno das coligações”, revela Neno Razuk. Empresário nos setores da mineração e do entretenimento ele estreia nessas eleições como candidato – a deputado estadual pelo PTB.
Mas, desde que nasceu há 39 anos convive com a política. Primeiro, observando seu pai, o ex-deputado Roberto Razuk, e depois acompanhando a mãe, a ex-vereadora e atual prefeita de Dourados Délia Razuk (PR). “Sempre convivi nessa ambiente a aprendi que o destino das pessoas passa necessariamente pela política”, disse ontem o candidato em visita ao Diário MS.
Neno Razuk estima que durante a pré e a campanha eleitoral tenha participado de mais de 300 reuniões na maioria dos municípios sul-mato-grossenses. “Com certeza, ouvi, debati e propus ideias e projetos diretamente para mais de 20 mil pessoas em reuniões articuladas pelos meus apoiadores, muitos dos quais já haviam ajudado meus pais em outras eleições”, afirmou.
Mas, embora tido como um dos favoritos a ocupar uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa (AL), o candidato não pretende arrefecer o trabalho. “As atividades de minha campanha prosseguem até o sábado, dentro daquilo permitido pela Justiça Eleitoral”, diz ele, enfatizando que sua equipe “está bastante confiante e motivada”.
O candidato petebista reafirmou ao Diário MS não ter compromisso com políticos. Meu compromisso é com a população de Dourados e de Mato Grosso do Sul. Serei um parlamentar atento às necessidades de todas as regiões”.
Ele também destacou que “como fazem os meus pais, as portas da minha casa, do meu gabinete, e todas as formas de contato estarão sempre abertas à população no encaminhamento das demandas e, com certeza, atenderei o que for possível. O que não for, estarei empenhado em lutar até que sejam encontradas as soluções”
Em eventual mandato na AL, Neno Razuk pretende discutir o repasse de recursos para procedimentos de média e alta complexidade na saúde pública, onde “Dourados é injustiçada”, fortalecer a agricultura familiar, urbanizar as aldeias indígenas do Estado e reaver a autonomia da UEMS, entre outras.
O anúncio veio logo após o bispo Edir Macedo, declarar seu apoio ao Bolsonaro (Foto - Divulgação)
O então apresentador da TV Record, Fábio Porchat, anunciou nesta segunda-feria (1) a sua intenção de sair da emissora no próximo ano, cumprindo assim uma cláusula contratual que lhe exime de multa por quebra de contrato, caso faça o comunicado de saída com pelo menos três meses de antecedência.
O anúncio veio logo após o líder da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Rede Record, bispo Edir Macedo, declarar seu apoio ao candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, no último domingo (30), fazendo com que alguns especulem que a real motivação para a saída de Porchat da emissora seja por essa razão.
“Comuniquei a Record do meu desejo de parar. O compromisso não me apresentava outra alternativa. Até segunda ordem, o programa vai continuar sendo exibido até o fim do ano”, disse Porchat em outro comunicado após o anúncio da sua saída, segundo informações do Metrópoles.
Ainda segundo a mesma fonte, o apresentador também aproveitou para desmentir a afirmação de que a Record estaria querendo controlar o seu programa. “Ao contrário do que foi dito, a Record nunca interferiu na lista dos meus convidados e também nunca me cobrou audiência. A questão também não é dinheiro”, disse Porchat, mas sem revelar o real motivo da sua saída.
Por outro lado, o site de entretenimento do jornal Folha de São Paulo, o F5, destacou o “desconforto” de Fábio Porchat “por saber que Edir Macedo declarou apoio a Jair Bolsonaro no final de semana”, citando também que o apresentador já havia feito uma gravação pessoal criticando o candidato do PSL.
Cerca de 1,9 milhão de eleitores deverão atuar como mesários nas eleições deste ano (Foto: Agência Brasil)
Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), cerca de 1,9 milhão de eleitores deverão atuar como mesários nas eleições deste ano. Cabe ao mesário garantir o funcionamento das seções eleitorais -antes, durante e logo depois da votação.
Muitos têm dúvidas sobre como são escolhidos os mesários -que podem ser voluntários ou convocados pela Justiça Eleitoral- e a respeito do que acontece em caso de impedimento para assumir a função.
Veja abaixo algumas das principais dúvidas e suas respostas:
Qual o critério para escolha dos mesários?
Os mesários são nomeados, de preferência, entre os eleitores da própria seção eleitoral -com prioridade para os voluntários, eleitores com ensino superior completo e servidores do Judiciário. E caso não haja número suficiente, os professores das instituições de ensino que acolhem as seções também são chamados.
O mesário voluntário possui menos obrigações que o mesário convocado?
Não. Após a convocação, ambos possuem os mesmos direitos, deveres e obrigações.
Quais os benefícios dos mesários?
Os eleitores que atuam como mesários têm direito a dois dias de folga para cada um a serviço da Justiça Eleitoral ou em treinamento para a função -em caso de segundo turno, essa soma pode chegar a seis dias de folgas.
Os mesários ganham ainda vantagem em concursos públicos com editais que preveem a participação em eleições como critério de desempate. Também é concedido um auxílio-alimentação de R$ 35 no dia da votação.
Em alguns convênios celebrados com o TSE e instituições de ensino superior há ainda a concessão de horas de crédito em algumas disciplinas.
Como o mesário pode utilizar as folgas?
A forma como o mesário vai utilizar as folgas deve ser combinada diretamente com o empregador, seja do setor público ou privado. Em caso de falta de acordo entre as partes, uma delas deve solicitar a intervenção do Cartório Eleitoral para resolver a questão.
Caso convocado e não deseje ser mesário, o que deve ser feito?
Após o recebimento da convocação há um prazo máximo de cinco dias para alegar as razões de impedimento. Para solicitar a dispensa dos trabalhos eleitorais é preciso encaminhar um requerimento ao juiz da sua Zona Eleitoral, juntamente com a comprovação da impossibilidade de trabalhar.
O eleitor convocado para ser mesário pode indicar outra pessoa para seu lugar?
Não. O TSE informa que a convocação é pessoal e intransferível -e a ausência injustificada deixa o mesário sujeito a punição.
O que acontece se o mesário faltar à eleição, por qualquer motivo?
O mesário tem um prazo máximo de 30 dias, a contar do dia das eleições, para justificar-se perante o Cartório Eleitoral. Não justificar a ausência constitui crime de desobediência e deixa o mesário sujeito a processo e multa arbitrada pelo Juiz Eleitoral.
Após a primeira convocação, quantas vezes mais o mesário será convocado?
Não existe uma regra predefinida. Tudo depende da necessidade de cada Cartório Eleitoral.
Caso queira, o eleitor pode trabalhar como mesário indefinidamente. Também é possível pedir dispensa da função de mesário e voltar a se inscrever no futuro.
Após trabalhar em uma eleição, o mesário pode pedir dispensa da seguinte?
O pedido pode ser feito junto ao Cartório Eleitoral, no período entre uma eleição e outra. No entanto, ele precisa ser feito antes de receber uma nova convocação.
Quem está impedido de atuar como mesário?
Estão impedidos os eleitores que são candidatos e seus parentes até segundo grau, integrantes de diretórios de partidos políticos que exerçam função administrativa, autoridades e agentes policiais de segurança ou carcerários, funcionários comissionados do Executivo, eleitores vinculados ao serviço eleitoral e menores de 18 anos.
O TSE conta ainda com o aplicativo Mesário, disponível gratuitamente nas lojas Google Play e Apple Store. A ferramenta funciona como um manual de bolso do mesário e disponibiliza informações complementares ao treinamento. Com informações da Folhapress.
Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento.