sábado, 14 de março de 2026

Mudança climática deixa os dias mais longos; e isso nunca foi tão rápido

Os dias na Terra estão ficando um pouco mais longos — e a mudança climática pode ser a principal responsável por isso.

Um estudo publicado nesta semana na revista científica “Journal of Geophysical Research: Solid Earth” aponta que o aumento atual na duração dos nossos dias já é o maior registrado em pelo menos 3,6 milhões de anos.
A pesquisa foi conduzida por cientistas da University of Vienna, na Áustria, e da ETH Zurich, na Suíça.

Segundo os pesquisadores, o fenômeno ocorre porque o derretimento acelerado das calotas polares e das geleiras está redistribuindo a massa de água no planeta, elevando o nível do mar e alterando levemente a rotação da Terra.
 
Ainda de acordo com o estudo, hoje, os dias estão se tornando mais longos a uma taxa de cerca de 1,33 milissegundo por século.

Pode parecer pouco, mas, em termos geológicos, essa velocidade de mudança é incomum.

Mudança inédita na história recente

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores recorreram a um arquivo de fósseis de organismos marinhos microscópicos chamados de foraminíferos bentônicos.

A composição química desses fósseis permite reconstruir as variações do nível do mar ao longo do tempo e, a partir disso, calcular como a rotação da Terra mudou no passado.

Ao longo dos últimos 2,6 milhões de anos o crescimento e o derretimento de grandes calotas de gelo já tinham causado variações significativas no comprimento do dia.
Mas nenhuma delas se compara ao que está acontecendo agora. A única exceção foi há cerca de 2 milhões de anos, quando o ritmo de mudança chegou perto do atual, mas nunca o superou.

“A partir da composição química dos fósseis de foraminíferos, conseguimos inferir variações no nível do mar e, a partir delas, calcular matematicamente as mudanças correspondentes na duração do dia”, explicou o primeiro autor do estudo, Mostafa Kiani Shahvandi, da Universidade de Viena.

Para tornar as estimativas mais confiáveis, os cientistas usaram ainda um modelo computacional capaz de analisar grandes volumes de dados e reconstruir como o nível do mar mudou ao longo do tempo.

“Esse modelo consegue representar como o nível do mar varia e, ao mesmo tempo, lidar com as incertezas naturais dos dados sobre o clima do passado”, acrescentou o cientista do clima e geofísico.

Ainda de acordo com os cientistas, o aumento atual na duração do dia provavelmente está ligado principalmente às atividades humanas que impulsionam o aquecimento global.

E as projeções indicam que, até o final do século, o impacto das mudanças climáticas na rotação da Terra pode até superar o efeito gravitacional da Lua — que normalmente é o principal fator natural responsável por variações no ritmo de rotação do planeta.

Aliado a isso, embora as mudanças sejam pequenas — medidas em milissegundos —, elas podem ter efeitos importantes em áreas que dependem de medições extremamente precisas do tempo e da posição da Terra.
Entre elas estão sistemas de navegação espacial, satélites e tecnologias de geolocalização de alta precisão.

Fonte: Portal G1

El Niño eleva risco de fogo no Pantanal

A influência do fenômeno climático El Niño em Mato Grosso do Sul neste ano vai intensificar a possibilidade de ocorrências de incêndios florestais nos biomas do Estado, como o Cerrado, a Mata Atlântica e, especialmente, o Pantanal. O El Niño interfere no regime de chuvas e no padrão de temperatura e de ventos, elevando consideravelmente o risco de fogo na região.

Em Mato Grosso do Sul o fenômeno atua de forma direta, deixando as temperaturas mais quentes – situação que em 2026 tem previsão de ocorrer durante o inverno – e provoca também irregularidades de chuva. Diante de tal cenário, o Estado já conta com uma estrutura de resposta ágil, que envolve tecnologia, mobilização com aeronaves e por terra nas bases avançadas, além de um planejamento com ações estratégicas de prevenção e combate aos focos.

A meteorologista Valesca Fernandes, do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), explica que em todo o Estado, a situação deve se agravar nos próximos meses, após período de chuvas abaixo do esperado até janeiro. Mesmo com mudança do cenário desde o início de fevereiro, quando alguns municípios já superaram a média de chuva esperada para todo o mês, a situação ainda é de alerta.

Os dados são consolidados a partir do monitoramento de 48 municípios, com informações da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) e Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).

“Em relação ao El Niño, a época é de condições de neutralidade para o trimestre de fevereiro, março e abril. Porém, no segundo semestre, há um indício de retorno do fenômeno e que pode favorecer a ocorrência de temperaturas acima da média e as ondas de calor”, explica Valesca, que completa.

“Essa situação casa exatamente durante o período seco, que seria quando a gente tem a umidade muito baixa. As condições das altas temperaturas, ondas de calor, baixo valor de umidade relativa do ar, todo esse cenário pode intensificar o aumento para a ocorrência de incêndios florestais”.

O aumento dos eventos severos é uma das principais características causadas pelo El Niño, que interferiu na ocorrência das temperaturas mais quentes já registradas, entre 2023 e 2025. A previsão, de acordo com o Cemtec, é de que o El Niño deve se desenvolver entre o fim do outono e o início do inverno, mas o aquecimento das temperaturas está previsto a partir de março.

De forma geral, o El Niño também vai influenciar o próximo período úmido, que deve ser de chuvas irregulares e insuficientes, abaixo da média histórica.

Fonte: Portal do MS

Mundo caminha para até 2,5°C de aquecimento até o fim do século

O mundo continua caminhando para um aumento de temperatura entre 2,3°C e 2,5°C até o fim do século, mesmo que todos os compromissos climáticos atuais sejam cumpridos.

O alerta é do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que vê o planeta cada vez mais distante da meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C.

🌡️ENTENDA: Essa meta de 1,5°C foi estabelecida pelo Acordo de Paris em 2015 para evitar impactos extremos do clima, como secas, elevação do mar e colapso de geleiras. Estudos recentes, porém, mostram que o mundo pode já ter ultrapassado esse ponto crítico.

A avaliação, divulgada nesta terça-feira (4), mostra que apenas 60 países, responsáveis por 63% das emissões globais de gases de efeito estufa, atualizaram suas metas climáticas nacionais (as chamadas NDCs) até o fim de setembro de 2025.

Todos os signatários do Acordo de Paris tinham a obrigação de revisá-las neste ciclo, mas a ONU afirma que o resultado ficou “muito aquém do necessário”.

📝ENTENDA: Essas metas são o principal instrumento do Acordo de Paris para enfrentar a crise climática. A NDC atual do Brasil, por exemplo, inclui a meta de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 53% até 2030 e zerar as emissões líquidas até 2050.

Ainda segundo a ONU, mesmo as novas promessas não foram suficientes para alterar de forma significativa as projeções de aquecimento.

Por que cada grau importa? — Foto: Gui Sousa/Arte g1

As estimativas caíram apenas de 2,6–2,8°C em 2024 para 2,3–2,5°C agora, uma diferença de poucos décimos de grau.

Segundo o próprio relatório, essa redução modesta se deve, em parte, a mudanças metodológicas nas análises, e não a ações concretas.

Além disso, a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, prevista para janeiro de 2026, deve anular cerca de 0,1°C desse avanço simbólico.
A ONU alerta que o cenário coloca em risco a principal meta global de contenção do aquecimento.

A “lacuna de emissões”, termo que dá nome ao relatório, se refere à diferença entre o que os países prometeram cortar e o que seria necessário para manter o aumento da temperatura dentro do limite de 1,5°C.

Segundo o Pnuma, essa lacuna permanece praticamente inalterada desde 2015, quando o acordo foi assinado.

“As nações tiveram três tentativas para cumprir as promessas feitas no âmbito do Acordo de Paris, e elas erraram o alvo”, afirmou Inger Andersen, diretora-executiva do Pnuma.

Fonte: Portal G1

Por que as ondas de calor estão cada vez mais frequentes?

Os dias de calor extremo estão cada vez mais intensos. O verão dos primeiros meses do ano foi um dos mais quentes. Em 2024, tivemos inúmeras ondas de calor. E por que isso está acontecendo?

Segundo especialistas e estudos recentes, isso tem a ver com o aumento das emissões de gases poluentes que estão mudando o clima e deixando Terra mais quente.

Uma pesquisa publicada na revista Nature, um dos principais periódicos científicos, 50% do agravamento de eventos extremos entre 2000 e 2023 pode ser ligado diretamente às emissões das 180 maiores produtoras de combustíveis fósseis e cimento do planeta.

A pesquisa analisou 213 ondas de calor registradas em 63 países ao longo das últimas duas décadas e concluiu que, sem a influência da mudança climática causada pelo ser humano, ao menos um quarto desses episódios teria sido “praticamente impossível”.

O que causa uma onda de calor

As ondas de calor precisam de dois fatores principais para se formar: massas de ar quente e seco e bloqueios atmosféricos — sistemas de ventos no alto da atmosfera que agem como uma barreira, impedindo a chegada das frentes frias ao continente.

Quando há esse bloqueio, as frentes frias se formam, mas são desviadas para o oceano.

Sem a entrada de umidade e sem ventos que renovem o ar, a massa quente se fortalece e fica parada sobre uma região por vários dias. O resultado é a elevação constante das temperaturas e a formação da onda de calor.

O calor é uma ameaça para a saúde

As ondas de calor não afetam apenas o meio ambiente, mas também colocam em risco a saúde humana. O corpo pode se adaptar às altas temperaturas, mas não sem consequências.

O calor intenso causa náusea, tontura, fadiga e dores de cabeça. Em casos mais graves, o estresse térmico — índice que mede os riscos à saúde pela exposição ao calor — pode levar à falência de órgãos e morte.

“É impossível suportar esse período de tempo sob essas temperaturas sem consequências, o corpo não tem resiliência para suportar. O acompanhamento da temperatura tem que estar no programa de vigilância com prioridade máxima, se não estamos deixando milhões de pessoas expostas ao risco de vida” — Sandra Hacon, que pesquisa os impactos do calor na saúde na Fiocruz.

De acordo com o Ministério da Saúde, quase 60 pessoas morreram no Brasil nos últimos 14 anos devido ao calor extremo.

No entanto, especialistas reforçam que isso é subnotificado, já que não existe protocolo padronizado para associar mortes diretamente à exposição ao calor.

Fonte: Portal G1

Amazônia abriga cerca de 55 milhões de árvores gigantes, revela pesquisa

Um estudo divulgado na terça-feira (14) pela revista britânica New Phytologist revelou, pela primeira vez, onde estão as maiores árvores da Amazônia. Com mais de 60 metros de altura, essas gigantes ajudam a manter o equilíbrio da floresta, armazenam carbono e são fundamentais para a biodiversidade.

O artigo, intitulado “Mapping the density of giant trees in the Amazon”, ou traduzido do inglês “Mapeando a densidade de árvores gigantes na Amazônia”, foi liderado pela Universidade do Estado do Amapá (Ueap) e realizado por uma equipe ampla de pesquisadores de outras instituições nacionais e internacionais.

O foco principal foi mapear e modelar a densidade de árvores gigantes em toda a Amazônia brasileira. Para isso, os cientistas utilizaram dados de sensoriamento remoto por LiDAR (Light Detection and Ranging), coletados entre 2016 e 2018 em 900 áreas da floresta, cada uma com cerca de 3,75 km².

Esses dados foram combinados com 16 variáveis ambientais, como clima, relevo, solo, incidência de raios e ventos, para construir um modelo de floresta aleatória (Random Forest), uma técnica de inteligência artificial que permite prever padrões com alta precisão.

Os resultados mostram que a distribuição dessas árvores é desigual: cerca de 14% estão concentradas em apenas 1% da área da Amazônia.

As maiores densidades foram encontradas em Roraima e do Escudo das Guianas — que inclui parte do estado do Amapá — onde há alta disponibilidade de água e baixa incidência de raios e ventos fortes.

Amazônia abriga atualmente 55 milhões de árvores gigantes, revela pesquisa — Foto: Ueap/Divulgação

Segundo Robson Lima Borges, pesquisador da Ueap, o estudo reforça como poucas árvores gigantes podem concentrar grandes estoques de biomassa e carbono acima do solo, o que as torna peças-chave no equilíbrio ecológico da floresta.

“O artigo é um importante desdobramento das pesquisas nossas sobre as árvores gigantes. Em especial, nossa pesquisa traz um importante insight que é sobre como poucas árvores grandes podem impactar diretamente os maiores estoques de biomassa e carbono acima do solo”, informou o pesquisador.

O estado do Amapá teve papel importante na pesquisa. Instituições como a Ueap e o Instituto Federal do Amapá (Ifap) participaram ativamente do estudo. Parte dos voos com sensores LiDAR foi realizada sobre áreas do Amapá, contribuindo para o mapeamento da vegetação local.

Com grande cobertura vegetal e baixa taxa de desmatamento, o território amapaense se destaca como uma das regiões com maior potencial de conservação da floresta, segundo o artigo.

O estudo identificou que fatores como temperatura amena, boa luminosidade, solo com alta retenção de água e baixa frequência de distúrbios naturais favorecem o crescimento das árvores gigantes. Já eventos extremos, como secas prolongadas, ventanias e descargas elétricas, aumentam a mortalidade dessas espécies.

O artigo científico está disponível na versão inglesa no site da revista New Phytologist.

Fonte: Portal G1

UEMS e Receita Federal iniciam parceria para reaproveitamento de lixo eletrônico

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), por meio do Centro de Pesquisas em Materiais (CEPEMAT), reforçou parceria firmada com a Alfândega da Receita Federal do Brasil em Mundo Novo.

No dia 6 de outubro de 2025, reunião envolvendo representantes das duas instituições iniciou as tratativas para a utilização de resíduos eletrônicos. A ideia é aproveitar mercadorias eletrônicas apreendidas pela Receita Federal para execução de projetos na área da robótica.

Participaram da reunião o doutorando Paulo Sidnei Stringhini Junior, professores da UEMS, Rony Gonçalves e Aguinaldo Lenine Alves, o delegado titular da  Alfândega da Receita Federal do Brasil em Mundo Novo, Thiago André Hering, além do gerente da Unidade Universitária de Mundo Novo, Leandro Marra.

O professor Aguinaldo Lenine Alves explica que o CEPEMAT desenvolve ações que unem ciência, sustentabilidade e responsabilidade social, transformando resíduos em oportunidades de ensino e pesquisa. Segundo o docente, o que antes era considerado descarte agora se transforma em ferramenta de aprendizado.

“Os lixos eletrônicos que a Receita apreende — placas, TVs, computadores — para eles são resíduos. Para nós da UEMS, esse material vira material de ensino na robótica, nas escolas. É um descarte para a Receita, mas para nós é um material de estudo”, destaca.

A iniciativa tem forte impacto ambiental e educacional. “Para o meio ambiente é interessantíssimo, porque o material vai ser reaproveitado. A parte do lixo eletrônico se transforma em matéria-prima para desenvolver robôs para as escolas. É um reaproveitamento, e nada disso vai para o descarte”, explica o professor.

O trabalho também contribui significativamente para reduzir o acúmulo de materiais nos depósitos públicos. Em vez de serem descartados ou incinerados, os itens apreendidos pela Receita Federal passam a ser reaproveitados em projetos sociais e educacionais, especialmente nas atividades de robótica desenvolvidas pela UEMS, promovendo assim uma destinação sustentável e de impacto social positivo.

Além do lixo eletrônico, o CEPEMAT também tem se destacado por projetos inovadores que envolvem o reaproveitamento de filtros de cigarro — resíduos produzidos em larga escala e de difícil destinação.

RECONHECIMENTO

Essas experiências de reaproveitamento sustentável ganharão visibilidade nacional durante o III Congresso de Direito Tributário e Aduaneiro da Receita Federal do Brasil, que será realizado nos dias 29 e 30 de outubro de 2025, em Brasília (DF).

O evento reunirá especialistas e representantes de diversas instituições para discutir o tema “Sustentabilidade, Cooperação, Cidadania e Inovação” na Administração Tributária, com foco na transformação digital e no fortalecimento do diálogo entre o fisco e a sociedade.

Durante o evento, será realizada uma exposição nacional em Brasília, organizada pela Receita Federal, que apresentará diferentes iniciativas de reaproveitamento e transformação de materiais apreendidos.

Entre os destaques, estarão a telha-sanduíche desenvolvida pelo CEPEMAT e um artigo científico produzido pela equipe da UEMS, ambos representando os resultados das pesquisas e práticas sustentáveis conduzidas pela Universidade. A participação da instituição na mostra reforça o reconhecimento nacional do trabalho realizado na área de inovação, sustentabilidade e cooperação entre ciência e sociedade.

Fonte: Portal do MS

Reabilitados no CRAS, animais silvestres retornam à liberdade no coração do Pantanal

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), por meio do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), realizou em julho de 2025 uma série de ações de reintegração de fauna silvestre no bioma Pantanal.

As atividades ocorreram em parceria com o projeto Onçafari e incluíram solturas, aclimatação e início de monitoramento de espécies reabilitadas na Reserva Santa Sofia, em Aquidauana.

Entre os animais, estão quatro pacas que, após passarem por um processo cuidadoso de reabilitação, reencontraram a natureza. Cada uma delas deixou o recinto em passos cautelosos, como se reconhecessem o caminho de volta ao seu habitat.

No mesmo local, onze tucanos-toco (Ramphastos toco), resgatados do tráfico de fauna silvestre, foram encaminhados ao recinto de aclimatação para aves. Lá, permanecem sob observação até que estejam plenamente aptos a alçar voos livres, longe das gaiolas.

macacos-prego ganham uma nova chance de viver livres na natureza

Outro momento marcante foi o início do monitoramento de macacos-prego (Sapajus libidinosus) com colares VHF — tecnologia inédita no CRAS. Os primatas, que estavam em processo de aclimatação desde março deste ano, serão acompanhados após a soltura, o que permitirá compreender melhor sua adaptação e reintegração ao habitat natural.

“Ver esses animais voltarem à natureza é um presente. São histórias de superação. Muitos chegaram aqui debilitados, sem perspectiva. Hoje, voltam a viver o que sempre foi deles por direito: a liberdade”, destacou a gestora do CRAS, Aline Duarte.

A Reserva Santa Sofia, onde as atividades foram realizadas, é administrada pelo Onçafari e abriga um espaço de reabilitação dedicado a diversas espécies do Pantanal, como onças-pintadas, araras, antas, aves de rapina, ungulados e primatas.

“Cada soltura é uma vitória. É como apagar, pouco a pouco, as marcas da violência sofrida por esses animais. Trabalhamos todos os dias para que eles tenham uma nova história — desta vez, escrita na liberdade da natureza”, afirmou a médica-veterinária que integra a equipe do CRAS, Jordana Toqueto.

Essas histórias, construídas com dedicação, ciência e empatia, por meio da equipe técnica do Imasul, mostram que a conservação vai além dos números: ela transforma e renova a esperança da fauna pantaneira.

Fonte: Portal do MS

Prefeitura inicia plano de arborização para tornar Dourados mais verde e segura

A Prefeitura de Dourados iniciou, por determinação do prefeito Marçal Filho, as primeiras ações práticas do Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU), que visa promover uma gestão mais eficiente, segura e sustentável da arborização da cidade.

O plano foi instituído pelo Decreto Municipal nº 3.045 de 2020, e é resultado de estudos técnicos realizados entre os anos de 2018 e 2019, com levantamento detalhado das árvores localizadas na área urbana.

Com base nos dados coletados, o Plano Diretor propõe uma série de programas voltados à expansão, conservação e melhoria da arborização pública. Entre eles, destaca-se o Programa de Tratos Culturais na Arborização Urbana, que busca melhorar a qualidade fitossanitária das árvores, prevenir pragas e doenças e reduzir riscos à população.

Como parte desse programa, a prefeitura dará início à identificação e supressão de árvores com risco de queda, priorizando áreas apontadas pelo plano como críticas. Os trabalhos ocorrerão em passeios públicos e canteiros centrais, e a marcação prévia das árvores será realizada por equipes técnicas, incluindo servidores e estagiários. A localização de cada árvore a ser suprimida será publicada previamente no Diário Oficial do Município.

O diretor-presidente do Instituto Municipal de Meio Ambiente (Imam), Fábio Luis, explica que a ação atende a uma demanda da população e é parte de um planejamento mais amplo, por determinação do prefeito Marçal Filho.

“A arborização urbana tem papel fundamental na qualidade de vida de toda comunidade”, enfatiza. “Nossoobjetivo é manter uma arborização segura, planejada e compatível com as características do município”, afirma o diretor-presidente.

Além das ações imediatas, o Plano Diretor contempla ainda outros programas estruturantes, como: Gestão de Conflitos com a Rede Elétrica, Educação Ambiental, Capacitação de Equipes, Produção de Espécies Recomendadas, Implantação de Corredores Verdes e Monitoramento Permanente da Arborização. “Com essas iniciativas, a Prefeitura de Dourados reafirma seu compromisso com o desenvolvimento urbano sustentável, aliando segurança da população e preservação ambiental”, lembrou o secretário Fábio Luis.

Fonte: Assecom

Rio Paraguai apresenta melhora em 2025, mas ainda não alcança níveis de 2023

O rio Paraguai tem apresentado sinais de recuperação ao longo de 2025, após enfrentar em 2024 a pior seca registrada desde o início do monitoramento hidrológico. Apesar da melhora nos níveis de água em relação ao ano passado, os dados indicam que o rio ainda está abaixo das cotas registradas em 2023.

Os dados são provenientes das estações hidrometeorológicas de Ladário e Porto Murtinho e cobrem o período até o final de junho deste ano. Os gráficos comparativos revelam que, embora haja um aumento considerável nas cotas em comparação com 2024, ainda não se atingiram os patamares de dois anos atrás.

Na prática, isso significa que na estação de Ladário, o rio está atualmente cerca de 2,20 metros acima do nível registrado em 2024, mas ainda 87 centímetros abaixo do observado em 2023. Em Porto Murtinho, a recuperação é similar: o nível atual está 2,40 metros acima do registrado no ano passado, e 20 centímetros abaixo da cota de 2023.

A situação crítica enfrentada em 2024 ainda está fresca na memória dos especialistas. Em 19 de outubro daquele ano, o rio Paraguai atingiu o nível mais baixo da série histórica, marcando -71 cm em Ladário. Já em Porto Murtinho, o valor mínimo foi de 52 cm no dia 23 de outubro de 2024.

“Embora os números de 2025 tragam alívio diante do cenário dramático vivido em 2024, é importante lembrar que ainda estamos em um quadro de atenção. A recuperação é parcial e precisamos manter o monitoramento contínuo e investir em estratégias de adaptação frente às mudanças climáticas que afetam diretamente nossos rios”, destaca Leandro Neri Bortoluzzi, integrante da Sala de Situação dos Rios do Imasul.

Apesar dos dados de 2025 sinalizarem uma melhora expressiva, o momento exige cautela. O Mato Grosso do Sul está atualmente no período seco do ano, e a tendência é de estabilização dos níveis nos próximos dias, seguida por uma redução gradual até a chegada do próximo ciclo de chuvas.

Acompanhamento em tempo real

A população pode acompanhar a evolução do nível do rio Paraguai e de outros rios de Mato Grosso do Sul por meio do Boletim Diário da Sala de Situação dos Rios do Imasul, disponível em: https://www.imasul.ms.gov.br/sala-de-situacao/

A recuperação parcial do rio Paraguai é uma boa notícia, mas reforça a necessidade de ações de monitoramento contínuo, planejamento hídrico e adaptação às mudanças climáticas que vêm impactando os regimes hidrológicos da região.

Fonte: Portal do MS

Festival América do Sul 2025 registra recorde na coleta de resíduos recicláveis

Latas, plásticos, papéis, vidros, óleo de cozinha. Nada disso desaparece quando vai para o lixo. Se descartados de forma incorreta, esses resíduos contaminam o solo, entopem redes de esgoto, comprometem o tratamento da água e poluem rios e mananciais.

O impacto ambiental é profundo e duradouro, especialmente em uma cidade como Corumbá, situada às margens do rio Paraguai, uma das bacias hidrográficas mais importantes da América do Sul.

Nesse contexto, o descarte inadequado de óleo de cozinha se destaca como um dos principais vilões ambientais. Segundo o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), apenas um litro de óleo tem potencial para poluir até 25 mil litros de água, um impacto direto e devastador para o Pantanal, suas comunidades ribeirinhas e sua biodiversidade.

Foi com a proposta de transformar esse cenário que a empresa Du Bem, especializada em educação ambiental e reaproveitamento de resíduos, marcou presença no Festival América do Sul 2025, realizado de 15 a 18 de maio. Ao assumir a gestão dos resíduos do evento e promover oficinas abertas ao público, a Du Bem mostrou, na prática, como os resíduos podem se tornar soluções.

Durante os quatro dias do festival, foram recolhidos e encaminhados corretamente 1.500 quilos de resíduos recicláveis, incluindo 657 kg de latinhas de alumínio, 486 kg de vidro, 230 kg de plástico e 127 kg de papel.

Somente com as latinhas, os catadores parceiros obtiveram R$ 3.942,00, fortalecendo a economia circular local. O destaque, no entanto, foi para a coleta de 80 litros de óleo de cozinha usado, volume quatro vezes maior do que o registrado em 2023. Essa quantidade representa a preservação de 2 milhões de litros de água, que deixaram de ser contaminados.

Informação que transforma

Para muitas pessoas que trabalharam no FAS 2025, a ação da Du Bem foi um divisor de águas. A vendedora Ana Carolina, que esteve à frente de uma barraca de salgados no corredor gastronômico do Festival, por exemplo, demonstrou surpresa ao saber do impacto causado pelo óleo e da opção de poder levar seu descarte até o estande da parceira da Du Bem.

“Estou impactada com essa informação! Eu tenho várias garrafas de óleo guardadas em casa e não sabia onde descartar. Achei muito interessante saber que existe esse projeto e que ainda posso levar lá e ganhar sabão em troca, antes que acabe o festival. Melhor ainda!”

Essa devolutiva imediata, o reaproveitamento do óleo para produção de sabão artesanal, reforçou o conceito de ciclo sustentável e despertou a consciência ambiental de quem, muitas vezes, não sabia o que fazer com o resíduo.

A empreendedora Rositelma Vargas, da Barraca do Peixe, também esteve entre os participantes impactados pela proposta. Diferente de Ana Carolina, ela já adota práticas conscientes há anos.

“Desde que comecei a trabalhar com óleo, nunca descartei no meio ambiente. Eu guardo e dou pra quem precisa. Já vi gente jogando na praça, e sempre falo que isso é errado. Fiquei sabendo da ação da Du Bem e levei o que tenho para descartar. Achei ótimo saber que além de ajudar o meio ambiente, posso obter o sabão em troca.”

Educação

Com oficinas de preparo de sabão a partir do óleo de cozinha e ações educativas em seu estande, a Du Bem transformou resíduos em aprendizado durante os quatro dias do Festival América do Sul 2025. As crianças foram protagonistas em atividades lúdicas sobre a separação correta do lixo, enquanto adultos refletiam sobre seus hábitos de consumo e descarte.

A troca de óleo usado por sabão artesanal reforçou o valor do reaproveitamento, mostrando que o que antes era lixo pode voltar como produto útil.

O projeto também contou com a parceria do MS Tampinhas, iniciativa que arrecada tampinhas plásticas e lacres de alumínio e os converte em recursos para a castração e alimentação de animais. As latinhas e outros recicláveis foram encaminhados para empresas locais, fortalecendo a cadeia da reciclagem na própria cidade.

Desafios

Corumbá enfrenta desafios reais quando o assunto é gestão de resíduos. O descarte irregular é visível em vários pontos da cidade, inclusive próximos ao rio. Para a fundadora da Du Bem, Ana Franzoloso, isso reforça a necessidade de presença constante de projetos que unam educação, logística e acolhimento.

“Estamos falando de uma cidade às margens de um rio fundamental para o continente. O mínimo que podemos fazer é cuidar do que jogamos fora. Esse cuidado precisa ser coletivo e cotidiano. A gente está aqui pra construir essa cultura, mesmo que devagar.”

Os resultados do trabalho durante o FAS 2025 comprovam que informação, estrutura e incentivo são capazes de gerar mudança real. Quando a população tem acesso a meios adequados de descarte e entende o impacto de suas ações, o meio ambiente agradece, e toda a cidade colhe os frutos.

Fonte: Portal do MS

‘Drive Thru da Reciclagem’ fortalece a sustentabilidade e a educação ambiental

O balanço oficial do 14º Drive Thru da Reciclagem, realizado em Campo Grande nos dias 20, 21 e 22 de março, comprova o sucesso da ação conjunta que mobilizou a população em prol da sustentabilidade e da economia circular.

Parceira da iniciativa coordenada pela Du Bem Negócios Sustentáveis, a Agência Estadual de Regulação de Mato Grrosso do Sul (Agems) marcou presença com atividades educativas e ações de conscientização que chegaram a 180 crianças e jovens estudantes.

O diretor-presidente da agência, Carlos Alberto de Assis, e as diretoras Iara Marchioretto (Saneamento Básico e Resíduos Sólidos) e Rejane Monteiro (Inovação e Relações Institucionais) receberam nesta semana da fundadora da Du Bem, Ana Franzoloso, o relatório final com o balanço dos resultados.

Nas 14 edições já realizadas do projeto, a ação ajudou a preservar o equivalente a 680 milhões de litros de água, graças ao descarte ambientalmente correto de medicamentos vencidos e óleo de cozinha usado. O impacto é equivalente ao consumo de água de uma cidade de médio porte por vários meses — um resultado expressivo da força coletiva em prol do meio ambiente.

“É uma satisfação ver que, como pessoas e como instituição, estamos contribuindo, com o presente e um futuro sustentável. E, principalmente, ver que estamos formando cidadãos conscientes, que irão replicar todo esse conhecimento em casa, na escola, na comunidade”, disse Carlos Alberto de Assis.

7 toneladas de materiais foram coletados

Educação ambiental e engajamento social

Ao todo, mais de 7 toneladas de resíduos foram arrecadadas em três dias de evento de março no estacionamento do Bioparque Pantanal, somando papel misto, plástico, vidro, papelão, eletrônicos, óleo de cozinha usado, medicamentos vencidos, entre outros materiais. A ação também promoveu doações de roupas, brinquedos, livros, mudas de árvores e alimentos não perecíveis.

A educação ambiental realizada pela Agems é uma das principais atividades do Drive Thru nas recentes edições. Por meio de jogos e dinâmicas interativas, a Agência levou conhecimento sobre saneamento básico, destacando o abastecimento de água tratada, coleta e tratamento de esgoto, limpeza urbana, gestão de resíduos sólidos a cerca de 180 crianças e jovens estudantes.

As atividades foram desenvolvidas para estimular a reflexão e incentivar hábitos sustentáveis desde a infância, além de promover a cidadania ativa, sob orientação da coordenadora de educação Ambiental, Nauristela Paniago, da coordenadora da Câmara Técnica de Resíduos Sólidos, Danielle Adma Vendimiati e demais profissionais da Diretoria de Saneamento Básico.

Além da vertente educativa, o evento promoveu ações sociais nas áreas de saúde, cultura de paz, agroecologia, empreendedorismo e empoderamento feminino.

ODS, presente responsável, futuro sustentável

“Para nós, esses resultados são muito significativos, porque mostra a nossa integração real às metas de importante Objetivos de Desenvolvimento Sustentável [ODS] da Agenda 2030 da ONU”, destaca a diretora Iara. “As metas de educação de qualidade, água potável e saneamento, cidades sustentáveis, consumo e produção responsáveis e parcerias para o desenvolvimento são objetivos concretos também na agenda da regulação”.

Números do impacto ambiental gerado na 14º edição:

4.720 kg de eletrônicos
630 kg de papel misto
560 kg de vidro
480 kg de papelão
230 kg de plásticos diversos
133 litros de óleo de cozinha usado
636 livros doados
350 mudas entregues à população
52 kg de latinhas
150 kg de medicamentos vencidos recolhidos

As ações não param. Entre 5 e 7 de junho já está programada a 15ª edição do Drive Thru da Reciclagem, com proposta ampliada, fortalecendo ainda mais as vertentes de saúde e cultura.

“Como reguladores, o desenvolvimento sustentável é um dos grandes focos do nosso posicionamento institucional, do nosso compromisso com a construção de um estado mais consciente e alinhado às boas práticas ambientais. Estamos mais presentes e mais próximos da sociedade, para transformar atitudes e fortalecer parcerias”, afirma a diretora Rejane Monteiro.

Fonte: Portal do MS

Para preparar combate aos incêndios no Pantanal, MS alinha ações com o Ministério do Meio Ambiente

Para a preparação e organização das ações preventivas e de combate aos incêndios florestais no Pantanal, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e o MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima), além de representantes do estado do Mato Grosso, se reuniram nesta quarta-feira (26), em Campo Grande.

“Foi mais um passo importante do ponto de vista da integração com o Governo Federal, estadual, o Mato Grosso e todas as entidades que atuam nessa agenda de prevenção e combate aos incêndios florestais. A gente vem avançando muito desde 2020 para cá, hoje conseguimos vislumbrar soluções para diferentes situações. Já conseguimos discutir uma governança que é muito mais objetiva do ponto de vista daquilo que a gente precisa atacar lá no campo, na ponta, quando os incêndios estão acontecendo”, disse Artur Falcette, secretário-adjunto da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

Para o representante do MMA, as atividades já desenvolvidas no combate aos incêndios no Pantanal vão servir de exemplo para ações de manejo do fogo em todo o Brasil.

“Vamos definir em consenso um mapa de prioridades, com um documento de diretrizes para que vai gerar um modelo, um exemplo, que nós vamos levar para o Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, como parâmetro de diálogo com os outros estados brasileiros”, disse o secretário do MMA, André Lima (Secretaria Extraordinária de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial).

O encontro para apresentar o plano operacional, que já é desenvolvido em Mato Grosso do Sul, e alinhar o trabalho realizado com os demais órgãos do Governo Federal e o estado do Mato Grosso, ocorreu no CICC (Centro Integrado de Comando e Controle de Mato Grosso do Sul) nesta quarta-feira (26).

A reunião teve como foco, além de apresentar o planejamento de cada estado, também articular o trabalho conjunto que é realizado nas ações de prevenção e combate aos incêndios no Pantanal.

Fonte: Portal do MS

Hora do Planeta acontece neste sábado; entenda movimento

Criada pela World Wildlife Fund (WWF) em 2007, a Hora do Planeta (em inglês, Earth Hour) tornou-se conhecida mundialmente depois que mais de 2,2 milhões de pessoas na Austrália desligaram as luzes durante uma hora, como forma de protestar contra as mudanças climáticas. E, em 2025, a inciativa já tem data para acontecer: neste sábado, 22.

Realizado sempre ao final do mês de março, o ato passou a ter manifestações presenciais e virtuais desde a pandemia da covid-19. Em 2021, por exemplo, moradores de mais de 190 países contribuíram com a Hora do Planeta.

No ano passado, o ato atingiu o marco de 1,5 milhão de horas dedicadas ao planeta. Em 2025, o movimento chega a sua 19ª edição com o tema “Maior Hora para Terra” e pretende atingir 2 milhões de horas em prol do meio ambiente. De acordo com a WWF, milhões de pessoas em mais de 180 países e territórios devem participar da ação.

Como surgiu a Hora do Planeta?

O movimento iniciou em 2007 na cidade de Sydney, na Austrália, quando cerca de 2,2 milhões de pessoas e mais de 2 mil empresas apagaram as luzes durante uma hora, como uma maneira de se manifestar contrariamente às mudanças climáticas.

No ano seguinte, a Hora do Planeta se espalhou por diversas cidades da Austrália. O Canadá também aderiu ao movimento, o que fez com que outros 35 países entrassem na manifestação. Com o movimento se tornando global, o ato ficou como conhecido como uma maneira de alertar a população sobre os perigos das mudanças climáticas.

Em 2011, a manifestação passou a ter uma novidade. Além de apagarem as luzes, os participantes foram incentivados a se comprometerem com alguma atividade ligada ao meio ambiente e a proteção do planeta.

Luzes apagadas em Paris, na França, durante a Hora do Planeta em 2024
(Foto: Getty Images)

Quais os objetivos?

A Hora do Planeta tem como base o apagamento das luzes de forma voluntária por parte dos participantes, o que ocorre, na maior parte das vezes, em residências ou sedes de empresas. Desta forma, as principais luzes que garantem a segurança da população não sofrem interferência.

A intenção é que, com o apagar das luzes, acenda o alerta na população mundial sobre a importância de cuidarmos do planeta, para evitar uma catástrofe ambiental. Segundo a WWF, ao doar uma hora do seu dia para engajar esta ação em prol do planeta, você acende o alerta sobre os riscos que o meio ambiente corre com as mudanças climáticas e o aquecimento global.

Como participar?

Este ano, a Hora do Planeta acontece no próximo sábado, 22 de março, a partir das 20h30, no horário local de cada cidade. O tema deste ano é “Maior Hora para Terra”. Para participar, basta apagar a luz da sua residência ou da sua empresa por 60 minutos. A data escolhida também celebra o Dia Mundial da Água. 

A WWF incentiva os participantes a encontrarem maneiras para aproveitar este tempo sem luz como, por exemplo, cozinhar uma refeição sustentável em casa ou assistir um documentário sobre a natureza. Por meio do site da ONG, é possível encontrar atividades para realizar em prol da natureza como forma de doar uma hora do seu dia para a Hora do Planeta.

Fonte: Portal Terra

Imasul realiza soltura de mais de 60 animais silvestres no Recanto Ecológico Rio da Prata

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) promoveu a reintegração à natureza de mais de 60 animais silvestres, resultado de meses de cuidado e dedicação no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS). A soltura ocorreu no Recanto Ecológico Rio da Prata, em Bonito, localizado a mais de 370 km de Campo Grande, em uma área preservada que oferece condições ideais para a readaptação dos animais ao ambiente natural.

Entre as espécies soltas, destacam-se sete lobinhos (cachorro-do-mato), dois bugios, quatro corujas-buraqueiras, nove gambás, um periquito, uma maritaca, dois catetos e um grupo significativo de aves, incluindo cerca de 23 periquitos e mais de 20 jandaias.

Aline Duarte, gestora do CRAS, ressaltou a importância da ação. “A soltura desses animais é o reflexo do nosso trabalho técnico dedicado e da parceria com instituições comprometidas com a preservação ambiental. Cada vez que devolvemos um animal à natureza, é um passo importante para a recuperação dos ecossistemas e para o fortalecimento da biodiversidade. Nosso objetivo é sempre proporcionar a esses animais uma nova chance de viver em liberdade”.

André Borges, diretor-presidente do Imasul, também destacou o significado dessa iniciativa.

“Essa ação reafirma o compromisso do Governo do Estado com a preservação da nossa fauna e com a sustentabilidade. É gratificante ver o resultado de um trabalho técnico minucioso que garante a recuperação e o retorno desses animais ao meio ambiente. Estamos investindo em políticas públicas que fortalecem a biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas, com benefícios para toda a sociedade”.

Cuidado técnico e reabilitação

Os animais soltos haviam sido resgatados em diversas situações adversas, como atropelamentos, queimadas, tráfico ilegal e perda de habitat. Após o resgate, passaram por tratamento especializado no CRAS, onde receberam atendimento veterinário, alimentação adequada e, quando necessário, reabilitação comportamental para garantir sua sobrevivência em liberdade.

“Cada animal que passa pelo CRAS traz uma história única de resiliência. Ver esses indivíduos recuperados e prontos para retornar ao seu habitat é emocionante e reforça a importância do nosso trabalho. Além do atendimento clínico, buscamos preparar os animais para que sejam autossuficientes na natureza, garantindo que tenham condições de sobreviver e se reproduzir no meio ambiente”

Fonte: Portal do MS

 

Eleição de Trump atrasa luta contra crise do clima, dizem especialistas

Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos nesta quarta-feira (6) e a vitória do candidato republicano reacende as discussões sobre o clima e o meio ambiente.

Conhecido por sua postura de flexibilização regulatória e apoio ao setor de combustíveis fósseis, Trump promete uma linha dura CONTRA restrições ambientais, o que preocupa especialistas e ambientalistas.

Como a maior economia do mundo e a segunda emissora de gases de efeito estufa, as decisões dos EUA terão impacto direto na luta global contra as mudanças climáticas.

“Trump tem uma péssima relação com a agenda do clima, e péssimas realizações. No documento de campanha, ele diz que um dos objetivos é abandonar essa agenda. Teremos um governo de um país superpoderoso batendo de frente com a agenda do clima”, aponta Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.

Retrocessos na 1ª gestão: 2017 a 2021

No seu primeiro mandato, Trump revogou mais de 100 regras ambientais, que impactaram (e seguem impactando) nas emissões de gases de efeito estufa, um dos principais responsáveis pelo aquecimento global.

Segundo Carlos Nobre, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP e copresidente do Painel Científico para a Amazônia, as emissões de gases de efeito estufa estavam caindo na maior parte dos oito anos do governo Obama e voltaram a crescer em três dos quatro primeiros anos do primeiro governo Trump.

Ludmila Rattis, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e do Woodwell Climate Research Center, lembra que um lobista do petróleo (David Bernhardt) derrubou as proteções de áreas com espécies ameaçadas e criou campos de exploração de petróleo em Utah. As áreas também foram abertas para mineração e extração de petróleo, atividades vedadas antes.

Trump também retirou os EUA do Acordo de Paris, pacto assinado pela comunidade internacional em 2015 para limitar o aquecimento global, alegando que as metas impostas aos norte-americanos eram muito altas. O país voltou em 2021, no governo Biden.

Em agosto de 2018, o departamento de transporte e a Agência de Proteção Ambiental dos EUA revisaram as metas para uso de combustível fóssil em automóveis estipuladas ainda na gestão Obama.

A regra original estabelecia que os veículos teriam que rodar 22 km para cada litro de combustível consumido até 2025. Já a gestão Trump baixou a exigência para 14,5 km por litro até 2021.

A decisão criou conflito legal com Estados como a Califórnia, que têm limites de emissão mais altos.

Trump também editou uma medida executiva em que autorizava o aumento em 30% da extração de madeira em parques nacionais, justificando que a medida seria uma forma de reduzir o risco de incêndio ao retirar madeira das florestas, um argumento contestado por ambientalistas.

Ainda na gestão Trump, a Agência de Proteção Ambiental abriu o menor número de processos criminais contra empresas que tenham descumprido a legislação de meio ambiente do país em 30 anos.

Fonte: Portal G1