A cantora, de Glória de Dourados, já tem 13 anos de carreira (Foto - Divulgação)
Neste sábado, a partir das 23h, a cantora Ana Karla se apresenta em Dourados, ela volta à cidade com seu novo show e banda depois de algum tempo fazendo shows no Paraná e São Paulo.
Ana Karla é uma das representantes de uma nova era do sertanejo, em que as mulheres despontam como as artistas mais ouvidas do momento, com sua nova música de trabalho “desistente”, lançada em dezembro último, a cantora pretende alçar novos voos na carreira, a música está em todas as plataformas de streaming e o clipe já foi visto mais de 3 mil vezes no Youtube.
A cantora, de Glória de Dourados, que já tem 13 anos de carreira começou desde pequena cantando nos palcos de MS e expandiu seus shows para outros estados com o passar dos anos, nessa nova fase da carreira, mais amadurecida, Ana Karla vem para mostrar a sua essência, o seu encontro com a música, que ela quer fazer pelos próximos anos.
Com uma careira consolidada, Ana Karla começou a cantar aos 6 anos de idade, quando participava de festivais de música em Glória de Dourados, aos 12 anos começou a fazer shows profissionalmente e não parou mais.
O show de sábado pretende ser um reencontro com o público douradense, que tanto Ana tem afinidade, “Eu estou ansiosa, pois faz um tempo já que eu não toco em Dourados e cantar na cidade é sempre um prazer enorme, é como se fosse a minha segunda casa, eu me sinto muito acolhida, é um dos meus lugares preferidos de cantar, até porque tem bastante gente que me segue, amigos e isso é muito importante para mim, será mais um show inesquecível, eu tenho certeza disso”.
Roma: produção da Netflix cravou oito indicações ao Oscar (Foto - Roma/Divulgação)
Havia a expectativa de o mexicano Alfonso Cuarón ser indicado para os Oscars de direção e filme estrangeiro. Isso não apenas ocorreu, no anúncio feito na terça, 22, pela Academia de Hollywood, como Roma – uma produção da Netflix – cravou mais oito indicações, transformando-se em um dos recordistas do ano – o mesmo número obteve A Favorita, de Yorgos Lanthimos, que estreia na quinta, 24, no Brasil.
Roma concorre também a melhor filme, atriz e atriz coadjuvante, e Cuarón ainda foi indicado nas categorias de fotografia e roteiro original. Tudo por um filme que o diretor, em entrevista ao Estado, disse que fez por uma necessidade pessoal, visceral, mas tinha dúvidas se o público quereria ver.
Algo está mudando no cinemão. A maneira mais óbvia de interpretar o elevado número de indicações para Roma seria ver como um recado que a Academia está enviando ao presidente Trump, que pressiona o Congresso atrás de verba para construir o muro segregando os EUA do México. Cuarón já recebeu o Oscar de direção, por Gravidade – e abriu caminho para que outros dois mexicanos ganhassem mais três vezes o prêmio: Alejandro González Iñárritu, por Birdman e O Regresso, e Guillermo del Toro, por A Forma da Água.
Todos foram premiados por filmes em língua inglesa, mas agora não apenas o longa é falado em espanhol como a atriz Yalitza Aparicio, uma não profissional, é índia. Yalitza, por sinal, foi levar, na segunda, 21, seu apoio aos mexicanos que tentam fazer a travessia, mesmo ilegal, em Tijuana. Roma é o primeiro filme em língua espanhola indicado para o Oscar principal. Tudo isso é história, mas tem mais. A Academia se adapta aos novos tempos e se rende à Netflix, uma plataforma global de filmes e séries via streaming que atende a mais de 100 milhões de assinantes no mundo. Além de Roma, outra produção Netflix toma assento entre os indicados – A Balada de Buster Scruggs, dos irmãos Coen, que concorre a três estatuetas.
E não se pode esquecer que, em 2019, ao enumerar os melhores do cinema em 2018, a Academia selecionou três estrangeiros entre os cinco diretores indicados. O grego Yorgos Lanthimos concorre por um filme em língua inglesa, A Favorita, mais Cuarón e o polonês Pawel Pawlikowski, de Guerra Fria, por produções faladas em seus idiomas pátrios. Tudo isso é muita novidade, a fazer do Oscar 2019, que será atribuído em 24 de fevereiro, uma edição histórica do prêmio. Mesmo que a Academia tenha desistido de um Oscar para filmes populares, de grande público, Pantera Negra será o primeiro filme de super-heróis a disputar o prêmio.
A partir de agora, Glenn Close, igualando-se a Richard Burton, com sete, e superada somente por Peter O’Toole, oito – mas ambos já morreram -, é a atriz viva que mais soma indicações sem nunca haver vencido o prêmio. Já é tempo de a Academia saldar essa dívida com ela, e por um trabalho excepcional, o de A Esposa. O problema – a pedra no caminho – é Olivia Colman, que também é excepcional em A Favorita, tornando a disputa mais eletrizante. Ambas ganharam o Globo de Ouro – Glenn, como melhor atriz de drama; Olivia, a melhor de comédia ou musical, embora não cante e, em matéria de tragédia, os dois papéis se equivalham. As duas concorrem no SAG Award, a premiação dos atores, e, no domingo, 27, já será possível ter uma prévia do que ocorrerá no Oscar.
Pantera Negra, o blockbuster de Ryan Coogler, concorre em sete categorias, e Infiltrado na Klan, de Spike Lee, em quatro. Ambos indicados para melhor filme, expressam, no mais alto nível, a representatividade negra no Oscar 2019. E você já pode apostar que dois afrodescendentes vencerão os Oscars de coadjuvantes na 91ª cerimônia da Academia. Regina King, poderosa, vai levar por Se a Rua Beale Falasse, de Barry Jenkins, e Mahershala Ali por Green Book – O Guia, de Peter Farrelly – e será o segundo prêmio dele, após o que conquistou, há dois anos, por Moonlight – Sob a Luz do Luar, de Barry Jenkins. O Brasil, de alguma forma, estará na disputa, mesmo que indiretamente. Cafarnaum, da libanesa Nadine Labaki, que concorre a filme estrangeiro, é cria do episódio dela de Rio Eu Te Amo.
Senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente Jair Bolsonaro (Foto: Adriano Machado / Reuters)
O presidente Jair Bolsonaro diz que lamentará, como pai, se as suspeitas sobre o filho Flávio Bolsonaro forem confirmadas. Ele disse que, caso isso aconteça, o senador eleito pelo PSL-RJ deve ser punido e chamou as acusações de “ações inaceitáveis”.
“Se por acaso Flávio errou e isso ficar provado, eu lamento como pai. Se Flávio errou, ele terá de pagar preço por essas ações que não podemos aceitar”, disse o presidente à “Bloomberg” em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial.
Os desdobramentos de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre as movimentações financeiras atípicas do ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício Queiroz, e de outros assessores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), continuam ganhando novos capítulos. Agora ele será investigado pela Receita Federal.
O relatório do Coaf mostrou que Flávio recebeu em sua conta depósitos fracionados no valor de R$ 2 mil cada no total de R$ 96 mil, além do pagamento de título da Caixa de R$ 1 milhão. Os dois casos estariam relacionados à compra de imóveis. Flávio disse em entrevista que recebeu R$ 96 mil em dinheiro vivo. A Receita tem como investigar se essa explicação é coerente com os fatos cruzando os dados dele e do vendedor.
Com relação a Queiroz, o Coaf identificou movimentações suspeitas numa conta que movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Além disso, as informações do Coaf revelam que ele recebeu pagamento em sua conta de ao menos oito funcionários do gabinete de Flávio.
Previdência
Na entrevista em Davos, Jair Bolsonaro também falou sobre a proposta da Previdência que o governo vai enviar ao Congresso. Segundo ele, o projeto trará cortes “substanciais” nos gastos. Ele se comprometeu ainda em propor uma idade mínima.
Bolsonaro disse também que os planos para vender um “grande número de empresas estatais” estão quase prontos.
“Há uma consciência no Brasil de que as reformas são vitais”, disse ele. “O Brasil tem de dar certo. Se não, a esquerda vai voltar e não saberemos o destino do Brasil, talvez se torne mais parecido com o regime que temos na Venezuela.”
Fátima Bernardes parece não ter gostado da polêmica envolvendo seu namorado, Túlio Gadêlha, por conta de um post nas redes sociais, quando a cantora Maria Gadú acusou o rapaz de machismo.
Fátima Bernardes parece não ter gostado da polêmica envolvendo seu namorado (Foto - Divulgação)
Fátima usou também suas redes sociais para mandar seu recado à cantora, porém, sem citar nomes. A apresentadora postou uma foto ao lado de Túlio e escreveu na legenda: “Namorado bom é aquele que ri com você porque que a gente só leva da vida os momentos felizes que vivemos. Salve o respeito e a leveza das almas nas redes e fora delas”.
Posteriormente, Maria Gadú se justificou em suas redes afirmando que tudo não passava de apenas uma brincadeira da internet. “Piada de internet, teste para ver o quanto as pessoas estão louconas. Aí você comenta uma parada, e um monte de gente que não te conhece vem te xingar. Surreal. Rir que é bom, nada”, disse.
“É impressionante como as pessoas estão frágeis, né?! Se responsabilizam por tudo, por todos, conferem, confiscam. Eu só observo. Tá todo mundo na mão dessa internet invisível. E as pessoas se acham úteis, comentando, xingando, defendendo, depreciando, amando, elogiando, curtindo, rindo. Nós somos essas pessoas. Que loucura isso, né?”, completou.
O encontro aconteceu no gabinete da presidência (Foto - Thiago Moraes)
O secretário de Governo de Dourados, ex-juiz Celso Antônio Schuch Santos, esteve com o presidente da Câmara de Dourados, vereador Alan Guedes (DEM), na manhã desta segunda-feira (21). No primeiro encontro oficial do novo secretário com o novo presidente da Mesa diretora da Câmara, Schuch disse que a visita teve “o viés de estreitar a relação entre os poderes”.
“Todos estão no mesmo lado, o lado de Dourados, ainda que sob pontos de vista diferentes”, destacou o visitante. Celso aproveitou também para comunicar ao presidente da Câmara a indicação do novo líder e do novo vice-líder do governo Délia no Palácio Jaguaribe para a legislatura que se inicia em fevereiro. “Na manhã de hoje a prefeita convidou os vereadores Bebeto (PR) e Maurício Lemes (PSB) para exercerem a função de líder e vice-líder do governo, respectivamente”, anunciou, aproveitando para agradecer e elogiar o desempenho do vereador Júnior Rodrigues, enquanto líder da prefeita na Câmara.
O encontro, no gabinete da presidência, contou ainda com a participação dos vereadores Elias Ishy, vice-presidente, Cido Medeiros e Bebeto, e com representantes dos vereadores Sérgio Nogueira, Lia Nogueira, Carlito do Gás e Júnior Rodrigues.
O vice-presidente da Câmara, vereador Elias Ishy, considerou importante a visita, ainda que no período de recesso parlamentar, e destacou que há importantes pautas a serem enfrentadas no ano de 2019 – notadamente os projetos com vistas a permitir construção de casas em áreas institucionais e a renovação da concessão dos serviços de água e esgoto.
Novo líder do executivo, Bebeto acompanhou o secretário durante a visita, destacando que a união de esforços dos poderes em favor da cidade é muito salutar para Dourados. Sobre a liderança, destaca que está “muito feliz” em poder contribuir com a cidade na função de líder do governo, e que tanto o presidente quanto os vereadores poderão contar com ele “para estabelecermos essa ponte entre os poderes”.
Para o presidente da Câmara, Alan Guedes, a visita do secretário vem em boa hora, pois se aproxima a volta dos trabalhos legislativos, previsto para o dia 4, e o secretário de Governo tem o fundamental papel de dialogar com os vereadores. “O Dr. Celso demonstrou que está disposto a manter diálogo constante com a Câmara, esforçando-se para responder as dúvidas e demandas que surgem no dia-a-dia da atividade parlamentar. Isso é importante para o equilíbrio entre os poderes”, ressaltou.
Alan aproveitou para convidar a prefeita Délia Razuk para falar aos douradenses na sessão solene do dia 29, que marcará o início do ano legislativo de 2019. Também nessa solenidade haverá o descerramento da placa da ex-presidente Daniela Hall (PSD) na galeria dos presidentes, e o discurso de despedida e a assinatura do termo de renúncia do vereador Marçal Filho (PSDB), que tomará posse como deputado estadual no dia 1º de fevereiro.
O evento é uma realização do Clube do Fusca e Carros Antigos de Dourados (Foto - Divulgação)
Neste sábado (19) o Clube Indaiá vai sediar o 2º Encontro de Fuscas e Carros Antigos de Dourados, trazendo preciosidades que marcaram época na história da indústria automobilística mundial. O evento é uma realização do Clube do Fusca e Carros Antigos de Dourados (CFCAD) e vai iniciar às 10h, em frente a cantina.
Beto Ayala, presidente do CFCAD, explicou que o encontro objetiva comemorar o dia nacional do veículo. “No dia 20 de janeiro é comemorado no Brasil o Dia Nacional do Fusca e por isso surgiu a ideia de realizarmos o evento, que está na segunda edição. É na verdade uma grande festa que reúne apaixonados por este carro que foi o mais vendido e mais querido de todos os tempos”.
O Clube do Fusca vai oferecer, a partir das 12h, um almoço de confraternização no Boteco do Secco (cantina do Clube Indaiá) com churrasco, arroz, mandioca e salada, no valor de R$ 15. A organização informou ainda que será proibida a entrada de bebidas, devendo estas serem adquiridas na cantina.
O Fusca também tem um Dia Mundial, que é comemorado em 20 de junho.
O primeiro Fusca foi fabricado em 1938 e a sua comercialização terminou em 2003, no México. No mundo, foram vendidos mais de 21 milhões de unidades e o Fusca ocupa o primeiro lugar no ranking dos carros mais vendidos da história.
Beto explicou também que além do Fusca, outros modelos de carros antigos participarão do encontro, como o F75, Opala, C10 e outros.
Interessados em maiores informações podem entrar em contato com a página do Clube do Fusca e Carros Antigos no Facebook ou com o telefone 99675 2620.
O ministro Marco Aurélio Mello em julgamento no plenário do STF (Foto: Carlos Moura, STF)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello disse nesta sexta-feira (18) ao blog que vai assinar a decisão do caso do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) no dia 1º de fevereiro. Ele é o relator do caso na Corte.
“ Já na sexta-feira, pela manhã, assinarei a decisão – sexta, dia 1º de fevereiro”, afirmou o ministro.
Perguntado sobre qual será o caminho, o ministro respondeu: “O Supremo não pode variar, dando um no cravo outro na ferradura. Processo não tem capa, tem conteúdo. Tenho negado seguimento a reclamações assim, remetendo ao lixo”, afirmou Marco Aurélio.
“Não é antecipação de decisão. É só coerência com o que, até aqui, fiz”, completou o ministro.
Em decisões anteriores, ele tem rejeitado liminares parecidas com a da defesa de Flávio Bolsonaro.
Pedido da defesa
Nesta quinta-feira (17), o ministro Luiz Fux, responsável pelo plantão do STF, decidiu suspender provisoriamente o procedimento investigatório instaurado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para apurar movimentações financeiras de Fabricio Queiroz consideradas “atípicas” pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Queiroz é ex-assessor de Flávio Bolsonaro.
A decisão de Fux foi tomada em cima de um pedido feito pela defesa de Flávio ao STF. Na solicitação, a defesa requereu ainda que o caso fosse remetido todo para a Corte e que as provas coletadas até aqui fossem anuladas.
Fux determinou que as decisões sobre os pedidos cabem ao relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello.
O filósofo, escritor, jornalista e ensaísta Olavo de Carvalho chamou de “semianalfabetos”, membros do PSL (Foto - Divulgação)
O filósofo, escritor, jornalista e ensaísta Olavo de Carvalho chamou de “semianalfabetos”, membros do PSL que fazem parte de uma comitiva que viajou à China nesta quarta-feira (16). A maioria que forma a bancada do PSL, foram convidados pelo governo chinês para conhecer o sistema de reconhecimento facial, através de câmeras em locais públicos, que poderá ser utilizado no Brasil.
“A firma que trata disso é altamente suspeita. Instalar esse sistema nos aeroportos brasileiros é entregar ao governo chinês, sobre todo mundo que mora no Brasil, inclusive, especialmente, alguns refugiados chineses quem estejam por aí. A partir da hora que esse negócio for instalado, esses refugiados chineses podem ser considerados mortos”, afirma Olavo de Carvalho no vídeo.
Além da senadora Soraya Thronicke (PSL), e o deputado federal Tio Trutis (PSL), ambos de Mato Grosso do Sul, também fazem parte os deputados Carla Zambelli, Daniel Silveira, Junior Bozzella, Felício Laterça, Bibo Nunes, Charlles Evangelista, Marcelo Freitas, Sargento Gurgel, do PSL, e Luís Miranda, do DEM e Alexandre Serfiotis (PSD).
Eles foram convidados pelo governo com todas as despesas pagas. Após a viagem, e a posse na Câmara, o deputado Felício Laterça (PSL) deverá apresentar um Projeto de Lei (PL) que obriga a implantação de tecnologia do reconhecimento facial em locais públicos para auxiliar as forças de segurança no combate ao crime.
A senadora Soraya Thronicke se manifestou a respeito do vídeo nas redes sociais. “Sobre as falácias sobre nossa viagem à China: Com todo respeito, o querido e admirado @OdeCarvalho está mal informado sobre absolutamente tudo. Professor, cuidado com suas fontes. Estou disponível para qualquer esclarecimento”.
'Não é Não': tatuagens temporárias mandam recado contra assédio no carnaval de BH (F'oto: Qu4rto Studio/Divulgação)
É umas das primeiras palavras que aprendemos a falar e uma das que mais usamos no dia a dia. Apesar disso, nem sempre ela é entendida, ainda mais quando se trata de assédio. Para reforçar que “Não é Não” e que essas três letras precisam ser respeitadas, milhares de tatuagens temporárias serão distribuídas para mulheres no carnaval de Belo Horizonte.
“Infelizmente, o corpo feminino é muito objetificado ainda, e o carnaval é um ambiente que propicia o aumento de assédio. (…) A gente busca levar o entendimento para o público sobre o que é o assédio e quais medidas tomar”, explica a advogada Lívia Maris, de 35 anos, uma das integrantes do movimento “Não é Não” em Minas Gerais.
A campanha foi criada em 2017 por um grupo de amigas do Rio de Janeiro, após uma delas sofrer um assédio. Segundo Lívia, a inciativa se espalhou e agora está presente em sete capitais. Este é o segundo ano em que o projeto dará o recado na capital mineira e, desta vez, contará com o apoio de mais de 30 blocos, 13 marcas e diversos coletivos, segundo a advogada. Para ela, a resposta dos foliões em 2018 foi positiva, mas ainda tem muita gente que não se ligou na diferença entre assédio e paquera.
Para que tatuagens sejam produzidas, campanha de financiamento coletivo está no ar (Foto: Saulo Duarte/Divulgação)
“O cara te beijou à força? Passou uma ‘mão boba’? Puxou seu cabelo ou te agarrou pelo braço? O cara não aceitou sua rejeição e continuou insistindo? Quando finalmente desistiu de te assediar te xingou de vagabunda? Isso é assédio. Encostou em você sem consentimento, é assédio”, exemplifica.
Para que as tatuagens possam ser produzidas e distribuídas já no pré-carnaval, o coletivo colocou no ar uma campanha de financiamento coletivo. Quem contribui com o projeto recebe recompensas produzidas por artesãs locais, como acessórios de carnaval, bolsas e bioglitter. Até a tarde desta terça-feira (15), mais de R$ 10 mil haviam sido arrecadados, o que garante a confecção de pelo menos 5 mil tatuagens.
Lívia destaca que um dos principais objetivos da campanha é contribuir para que o carnaval seja um ambiente seguro para todas as mulheres.
“Durante o carnaval, os tipos de assédio são diversos, pois o corpo da mulher e também das pessoas LGBTQI ainda é considerado ‘público’, como se todos pudessem usufrui-los sem consentimento. É culturalmente aceito que isso aconteça, por isso tantas situações são vividas e presenciadas nesse ambiente festivo em que ‘tudo pode’, mas não é bem assim. Pode quando há consentimento, o carnaval precisa ser um ambiente seguro para todas nós, afinal, a palavra ‘não’ é confundida com ‘sim’ ou ‘talvez’ muitas vezes”, afirma a advogada.
Tatuagem temporária pretende aliar mulheres contra o assédio durante a folia em Belo Horizonte. (Foto: Paula Molina e Henrique Fernandes/Divulgação)
Nos anos anteriores, alguns casos de assédio ganharam repercussão no carnaval de Belo Horizonte ao serem denunciados pelos próprios blocos durante o desfile. Um deles ocorreu, no ano passado, no Garotas Solteiras, como relembra Lívia. “Uma menina estava sendo assediada e conseguiu avisar bateria. O regente parou o cortejo e ela foi ajudada”, conta.
De acordo com a advogada, para orientar os blocos sobre como proceder nesse tipo de situação, uma cartilha será distribuída. Para as vítimas de assédio, ela também dá algumas orientações. “Quando ela estiver sozinha, procurar outras mulheres que possam ajudá-la e procurar agentes de segurança. O recado para os homens é que coíbam, mas que não tentem resolver sozinhos”, diz.
Mulheres usam corpo como outdoor em forma de protesto contra o assédio (Foto: Bitar e Paiva/Divulgação)
A campanha de financiamento coletivo vai até esta sexta-feira (18).
Vice Governador Murilo e Waltinho Carneiro (Foto/montagem - Divulgação)
O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) confirmou na manhã de hoje (16), durante a abertura da Showtec, em Maracaju, que o ex-secretário municipal de Fazenda de Dourados na gestão de Murilo Zauith (DEM), Walter Carneiro Júnior, assumirá a presidência da Sanesul – a estatal responsável pelo abastecimento de água em várias cidades de Mato Grosso do Sul.
A ida de Waltinho Carneiro para a Sanesul era ventilada desde o final do ano passado em Dourados. Ele é uma indicação do vice-governador e secretário de Estado de Infra-estrutura Murilo Zauith.
Assim, o governador acabou com o mistério sobre quem chefiará o Detran, que está sem comando desde o início do mês, com a ida de Roberto Hashioka (PSDB) para a Secretaria de Estado de Administração. O órgão de trânsito ficará mesmo nas mãos do atual diretor-presidente da Sanesul, Luiz Carlos da Rocha Lima.
Ex-prefeito de Laguna Carapã, Luiz Rocha Lima assumiu a Sanesul em 2015. Antes era diretor de administração e finanças da empresa.
Maurício em reunião com educadores na manhã desta terça-feira, no Plenarinho (Foto: Assessoria)
O vereador Maurício Lemes (PSB) esteve reunido na manhã desta terça-feira (15) com educadores aprovados no concurso público para o cargo de professor/coordenador. O encontro foi realizado no plenarinho da Câmara Municipal de Dourados.
Maurício ouviu revindicações dos professores que aguardam serem convocados para os cargos designados no concurso. De acordo com o grupo, recentemente a administração municipal teria convocado quatro vagas, conforme previa o edital, porém, segundo os educadores, ainda existe demanda maior nas escolas municipais. “No edital de convocação na educação infantil foram chamados 40 professores”, exemplificou o professor Nardelio Ferreira da Rosa.
O concurso público na Educação teve validade de dois anos e foi prorrogado pelo mesmo período pela Prefeitura de Dourados.
Em decreto publicado no Diário Oficial do Município, em setembro de 2018, a prefeita Délia Razuk (PR) nomeou 41 novos profissionais do Magistério, aprovados em concurso público realizado em 2016, atendendo edital para o preenchimento de vagas no quadro de pessoal permanente.
Com relação a solicitação dos professores/coordenadores, o vereador Maurício Lemes se comprometeu em levar ao conhecimento do secretário municipal de Governo, Celso Schuch e se possível nos próximos dias uma agenda entre os educadores e a prefeita Délia.
O Showtec 2019 terá um espaço voltado para participação e liderança da mulher nos negócios e na sociedade. O evento, que será realizado em Maracaju de 16 a 18 de janeiro, traz em sua programação o Encontro das Mulheres do Agronegócio, que levantará o debate sobre empreendedorismo feminino e empoderamento da mulher, dentro e fora do mercado de trabalho. Dentro desse assunto, será abordado o tema empresa familiar e os desafios para sua expansão.
Voltado para mulheres de todas as áreas profissionais, o encontro traz um exemplo de sucesso, vivenciado pela produtora rural e sócia-proprietária da Sementes Costa Beber, Ana Lúcia Costa Beber, da cidade de Condor/RS. Ela apresentará ao público a história de sua inserção no meio rural como sucessora em uma empresa familiar, elencando os desafios dessa jornada e a importância da mulher para o agronegócio nos dias atuais.
Ana Lúcia conta que vem de uma grande família de descendentes de italianos, com muitos homens e mulheres, em que historicamente, os homens ficavam na atividade rural e as mulheres eram pré-destinadas a outras funções. “Culturalmente, não havia a participação da mulher diretamente no negócio. O grande desafio foi o de quebrar esse olhar e mostrar a capacidade feminina na condução da empresa”, argumenta.
Atualmente, a empresa trabalha na produção de sementes de soja e trigo, explorando o melhor potencial de seus produtos para disponibilizá-los com elevado padrão de qualidade e garantir os melhores resultados para o cliente e para a sustentabilidade do processo produtivo. “Dirijo a empresa com outros dois irmãos, que estão mais ligados a área de produção, e meu pai também participa, mas de forma conselheira. E eu fico a frente da gestão administrativa”, afirma a empresária, que possui formação em Direito e Administração.
Para a coordenadora do Núcleo de Mulheres do Sindicato Rural de Maracaju, Ana Nery Souza Terra, o encontro será uma oportunidade para que as mulheres do segmento possam trocar ideias. “Esperamos agregar ainda mais conhecimento a esse público. Será um espaço propício para que elas possam relatar experiências e adquirir novos conhecimentos. Com isso, esperamos levar crescimento e unidade entre as produtoras rurais”, pontua.
O Encontro das Mulheres do Agronegócio será realizado no dia 17 de janeiro, às 17h, no auditório do Showtec.
Carlos Marinho e Ivone Macieski exibem seus certificados (Foto - Divulgação)
Os escritores douradenses Carlos Marinho e Ivone Macieski classificaram-se entre os dez melhores, nas categorias poesia e conto, no 1º Concurso Literário Internacional de Conto e Poesia Reinaldo Corona, realizado na cidade de Machadinho, no Rio Grande do Sul.
Foram recebidas mais de 65 inscrições, entre elas dez da Argentina, duas do México, duas do Uruguai, uma da Colômbia e outra de Portugal. O júri foi composto por três avaliadores, destacando-se Gerci Alfredo Bays, escritor considerado uma das maiores autoridades na língua Esperanto, língua na qual atua como editor e revisor para mais de 150 países, tendo livros escritos e traduzidos em cinco idiomas. A escritora e coordenadora do concurso, Eliane Corona, da Editora Huning conta que um dos escritores que utilizavam os serviços de Bays era Jorge Amado. “Jorge Amado escreveu diversas cartas para o Bays agradecendo pelas revisões tão qualificadas”, relata.
Para a escritora e vice-presidente da Academia Douradense de Letras, Ivone Macieski, é muito gratificante ter sido uma das classificadas. “Os concursos na região sul são muito concorridos e de altíssima qualidade. Ser classificada me deixa feliz por saber que para isso meu trabalho teve que superar concorrentes de alto nível”, comentou.
Por sua vez, o escritor e compositor Carlos Marinho diz tentou avaliar como se sairia escrevendo um conto. “Eu confiava que pudesse apresentar um bom trabalho, mas me surpreendi com a classificação dentre tantos escritores de qualidade. Fiquei muito feliz e agradeço a coordenação do concurso e, em especial, à Ivone, que me incentivou e convenceu a escrever com olhar literário”, completou.
O lançamento do livro acontecerá no próximo mês de março, durante a Feira de Livros de Machadinho.
Para a aprovação de uma mudança constitucional é preciso o equivalente a três quintos da Câmara e do Senado (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil / Estadão Conteúdo)
A menos de um mês para o fim do atual mandato, deputados federais que não se reelegeram nomearam 124 assessores para trabalhar em seus gabinetes na Câmara. A maioria das contratações – 74 – foi feita por suplentes que assumiram seus postos no início do mês e ficarão só até o dia 31 no cargo. As nomeações foram publicadas nas edições do Diário Oficial da União (DOU) do dia 2 até sexta-feira.
No curto período em que ficarão lotados nos gabinetes, os assessores não terão muito o que fazer, pois a Câmara está em recesso, sem atividades ou votações em plenário e em comissões. A maioria dos deputados está fora de Brasília. Nesta época, é comum parlamentares darem férias para os funcionários e manterem uma estrutura mínima na Casa para serviços como atendimento ao público.
Como o cargo de secretário parlamentar – o nome oficial do posto – é de confiança, cada deputado é livre para escolher quem quiser. Cada parlamentar pode nomear até 25 assessores para trabalhar em Brasília ou em seu Estado, com salários entre R$ 980,98 e R$ 15.022,32.
Campeão
O recordista de nomeações é o suplente Gustavo Mitre (PHS-MG), que colocou em seu gabinete 22 secretários parlamentares. Mitre assumiu a vaga no lugar de Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG), nomeado como ministro do Turismo. Segundo ele, os assessores nomeados haviam sido exonerados no fim de 2018, quando o titular renunciou ao mandato.
“Resolvi trabalhar neste mês, mesmo sendo recesso, porque queria tentar de fato ser um bom representante e deixar o meu eleitor orgulhoso”, disse Mitre, que em fevereiro trocará a Câmara pela Assembleia Legislativa de Minas, para onde foi eleito. Ele tem usado seu mês como deputado federal para tentar fazer contatos em ministérios.
Já Marfiza Galvão (PSD-AC) nomeou dez assessores para a sua equipe. Ela assumiu o mandato no dia 2, após o titular da vaga, Rocha (PSDB), renunciar para tomar posse como vice-governador do Acre. “Resolvi assumir o mandato quando fui convocada porque, se não fosse eu, alguém ia assumir. Entendo que é recesso, mas o povo que votou em mim está na expectativa de que eu faça algo em Brasília, trabalhando”, afirmou.
Marfiza é mulher do senador reeleito Sérgio Petecão (PSD-AC). Mesmo que apresente algum projeto no período, o destino será o arquivo antes mesmo de ser votado, como ocorre com as propostas no fim do mandato. A sua esperança é que algum deputado da próxima legislatura adote suas ideias.
O suplente Giovanni Queiroz (PDT-PA), que nomeou dois assessores, também quer deixar propostas. “Mesmo com pouco tempo, quero fazer muito. Trouxe 15 itens que vou deixar como projetos, decretos e outros tipos de legislação. Poderia contratar 25 assessores, mas nomeei dois e vou nomear mais dois para me ajudar. Dispensei meu salário e auxílio-moradia.”
O também estreante no Congresso, Júnior Coringa (PSD-MS), assumiu o mandato na vaga deixada pelo agora ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS). Ele manteve parte dos funcionários antigos do gabinete e nomeou outros nove para atuarem na capital e em Campo Grande, sua cidade. “Eles vão ouvir a população”, disse.
Jair Bolsonaro durante a posse no Congresso Nacional, em Brasilia (Foto: Reuters)
Um capitão-tenente da reserva da Marinha classificado como “amigo particular” do presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi indicado para assumir a gerência executiva de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras. Carlos Victor Guerra Nagem é funcionário da estatal há 11 anos e atualmente trabalha em Curitiba.
Desde que ingressou na Petrobras, Nagem se licenciou em duas ocasiões, para disputar as eleições de 2002 e de 2016, usando a alcunha de Capitão Victor e filiado ao PSC (partido que Bolsonaro integrou e pelo qual o atual presidente foi eleito deputado federal em 2014).
Na primeira, Capitão Victor tentou se eleger deputado federal pelo Paraná. Na segunda disputou uma cadeira de vereador em Curitiba. Nas duas foi derrotado.
Em 2016, Bolsonaro gravou um vídeo em que pede votos para o candidato que classificou como “meu amigo particular”: “É um homem, um cidadão que conheço há quase 30 anos. Um homem de respeito, que vai estar à disposição de vocês na Câmara lutando pelos valores familiares. E quem sabe no futuro tendo mais uma opção para nos acompanhar até Brasília”, afirma o atual presidente no vídeo de 2016. “Todos nós ganharemos”, continua Bolsonaro.
Na campanha, um dos slogans do Capitão Victor afirma que “Bolsonaro (o) indicou”.
Experiência na estatal
Em nota, a Petrobras confirmou a indicação e afirmou que o nome ainda “será submetido aos procedimentos internos de governança corporativa”. Segundo a estatal, Nagem é graduado em Administração pela Escola Naval e há seis anos atua na área de Segurança Corporativa da Petrobras.
A empresa afirma ainda que o indicado possui mestrado em Administração pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e tem dez anos de experiência como professor no ensino superior.
Nesta quinta-feira, às 23h, Bolsonaro divulgou no Twitter a indicação. “A seguir, o currículo do novo gerente executivo de Inteligência e Segurança da Petrobras, mesmo que muitos não gostem, estamos no caminho certo”, escreveu no post.
De acordo com o site O Antagonista, o anúncio foi feito por videoconferência para os funcionários ontem. O salário dele na empresa, segundo o site, passará de R$ 15 mil mensais para mais de R$ 50 mil.
Capitão Victor vai substituir Regina de Luca, indicada pelo ex-presidente da Petrobras Pedro Parente.
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