Terceiro disco de estúdio do Scalene, foi um passo firme em um terreno ainda não explorado (Foto - Breno Galtier)
O lançamento de magnetite (agosto de 2017), terceiro disco de estúdio do Scalene, foi um passo firme em um terreno ainda não explorado.
A banda brasiliense abarcou caminhos sonoros novos e agregou ao trabalho influências da MPB, da música eletrônica e do R&B. Bem-recebido pelo público e pela crítica, o álbum ganhou um desdobramento em abril, quando o grupo lançou – pela slap – o EP +gnetite nas plataformas digitais. Com show marcado em Dourados no Panta no Rock Festival para o dia 30 de setembro (domingo), o quarteto aproveita para mostrar as novas músicas ao vivo.
Produzido por Diego Marx e gravado nos estúdios Red Bull Studio (São Paulo) e Yebba Daor (Brasília), o +gnetite lista 7 faixas e chega com capa assinada por Bruno Luglio. “impulso”, “tempo” e “zamboni” representam a safra inédita, enquanto “cartão postal”, “maré” e “phi” (co-produzida por Aloizio Michael) ganharam novos olhares do grupo, que é formado por Gustavo Bertoni (voz), Tomás Bertoni (guitarra), Lucas Furtado (baixo) e Philipe “Mkk” Nogueira (bateria). Única faixa que não pertence a magnetite, “vultos” completa o EP. Até então, esta só havia sido registrada no DVD Ao Vivo em Brasília (2016). Em +gnetite, ela ganha a sua primeira versão de estúdio.
SHOW
Data: 30 de setembro (domingo)
Horário: a partir das 13 horas
Local: Clube Indaiá l R. Indaiá, 850 – Altos do Indaiá, Dourados – MS
Chico, Caetano e Gil assinam manifesto contra Bolsonaro (Foto: Reprodução/Instagram)
Mais de 300 personalidades, intelectuais, cientistas e empresários brasileiros assinaram um manifesto contra Jair Bolsonaro, candidato do PSL que lidera as intenções de voto das eleições presidenciais de outubro, no qual denunciam que o político representa “uma clara ameaça”.
“É preciso dizer, mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós”, diz o texto.
Entre os principais nomes que apoiam o manifesto estão os dos cantores Chico Buarque e Gilberto Gil; Maria Alice Setúbal, educadora e acionista do Itaú Unibanco; do economista Bernard Appy; do empresário Guilherme Leal, sócio da Natura; de Caetano Veloso e Paula Lavigne; do advogado e professor da FGV Carlos Vilhena; e do médico Drauzio Varella.
No documento sob o título “Pela democracia, pelo Brasil” não há indicações de apoio a outros candidatos, mas garante que é necessário um movimento contra o projeto antidemocrático de Bolsonaro. O texto também adverte que “líderes fascistas, nazistas e vários regimes autocráticos” da história foram originalmente eleitos com a promessa de “resgatar a autoestima e a credibilidade da nação antes de subordiná-las aos mais variados desmandos autoritários”.
Tivemos em Jânio e Collor outros pretensos heróis da pátria, aventureiros eleitos como supostos redentores da ética e da limpeza política, para nos levar ao desastre. Conhecemos 20 anos de sombras sob a ditadura, iniciados com o respaldo de não poucos atores na sociedade”, explica. Além disso, “Pela democracia, pelo Brasil” relembra a população brasileira que em um “momento de crise, é preciso ter clareza máxima da responsabilidade histórica das escolhas que fazemos”.
Todos as personalidades defendem a democracia “em qualquer situação”. “Nós estávamos juntos na construção democrática do Brasil e precisamos saber como defendê-lo agora”, acrescenta o documento. Jair Bolsonaro lidera as intenções de voto, mas está impossibilitado de fazer campanha política desde o dia 6 de setembro, quando foi esfaqueado durante um comitê em Juiz de Fora, Minas Gerais. Segundo pesquisa Ibope, ele lidera em 13 estados e no Distrito Federal. Com informações da Ansa.
O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad (Foto: Reuters)
Em ascensão nas pesquisas de opinião e dez horas após se reunir, nesta segunda-feira (24), com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, partiu para o ataque contra o adversário do PSL, Jair Bolsonaro.
Poupando Bolsonaro de ataques pessoais -mas disposto a polarizar desde já com o líder das pesquisas-, Haddad criticou recentes declarações de aliados do capitão do Exército.
Após citar polêmica declaração do vice de Bolsonaro, general Hamilton Mourão -de que famílias sem pais e avôs são fábricas de desajustados-, Haddad disse que, há cinco anos, não se imaginaria que alguém fosse capaz de fazer essa afirmação.
“Pensar isso já é uma loucura. Agora, falar…E falar como candidato…”, discursou Haddad, durante ato sobre educação e ciência e tecnologia.
O ex-prefeito criticou também proposta apresentada pelo economista Paulo Guedes, guru de Bolsonaro, de criar uma alíquota única de Imposto de Renda no país.
“Temos um sistema tributária dos mais regressivos do mundo, e o sujeito quer diminuir o imposto de renda dos ricos e aumentar dos pobres”, afirmou Haddad.
Depois se queixar também de uma naturalidade com que a imprensa trataria essas declarações, Haddad disse que isso viraria pó após as eleições.
“Não é possível que o país tenha mudado tanto a ponto de tolerar esse tipo de declaração.”
Nesse esforço de polarização com Bolsonaro, Haddad apresentou sua candidatura como fruto de um processo que nasceu na luta pela democracia.”Não começamos há 15 dias esta campanha. Começamos no fim do regime militar”, afirmou.
No discurso, Haddad citou seu encontro com Lula e disse que, se fosse adversário do ex-presidente, nunca o deixaria trancado 24 horas do dia pensando em política e no pais.
Afirmando que a democracia está em risco no Brasil, Haddad disse: “Não estamos a fim de ir para casa. Ninguém está a fim de pendurar a chuteira”.
Ao falar da situação do PT, Haddad disse que os adversários não imaginavam que a legenda era um instrumento de transformação social do Brasil. Ele reafirmou a disposição de Lula de lutar por sua inocência. “Depois de tantos anos de massacre, a primavera começou de novo.” Com informações da Folhapress.
Urna eletrônica sendo testada nesta semana no TRE-MS (Foto: Marina Pacheco)
Alegando que os 4 milhões que eleitores que perderam o título porque não fizeram o cadastramento biométrico é equivalente à soma do eleitorado dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o PSB (Partido Socialista Brasileiro) ingressou no STF (Supremo Tribunal Federal), com pedido liminar, para que as pessoas que não compareceram ao cadastramento biométrico possam votar.
Conforme o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), o Estado tem 1.877.982 eleitores. Deste total, 80,5 mil pessoas perderam o primeiro prazo para cadastramento biométrico, em março deste ano. Em 9 de maio, a Justiça Eleitoral suspendeu o prazo para regularização de eleitores –quando o número de votantes que perderam o título caiu para 61,5 mil.
O PSB esclarece que seu objetivo não é questionar a implantação da biometria pela Justiça Eleitoral, mas somente impedir que cidadãos sejam privados do exercício de direitos políticos, entre os quais está o direito ao voto.
Este total de eleitores não fez o cadastro da digital e atualização de dados quando foram convocados pelos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais), por isso tiveram os títulos cancelados.
A legenda defende que que a regularização da situação do eleitor junto à Justiça Eleitoral e a reativação de seu título somente poderão ser feitas a partir do próximo dia 5 de novembro, um mês após as eleições, quando acontecem no dia 7 de outubro.
O PSB argumenta ainda que não se pode desconsiderar o impacto desta medida, que pode comprometer a legitimidade do processo eleitoral.
“Os prováveis mais de 4 milhões de títulos eleitorais cancelados representam a totalidade de eleitores de estados como Goiás e Maranhão. Equivalem à soma do total de eleitores dos Estados de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul. Para ilustrar a magnitude do volume de eleitores excluídos das próximas eleições, convém recordar que a diferença de votos entre os candidatos a presidente da República no segundo turno das últimas eleições gerais foi de menos de 3,5 milhões”, diz o texto da petição feita pelo partido, conforme divulgou o STF por meio da assessoria de imprensa.
O ministro Luís Roberto Barroso é o relator da ação.
A cantora Sandy desmentiu neste domingo (23) informação que circula nas redes sociais de que ela declarou apoio ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL). Em nota, a assessoria de imprensa da cantora afirma que se trata de fake news e que ela não fez qualquer declaração de teor político.
Circula nas redes sociais uma foto de Sandy acompanhada da frase: “Quem me conhece e acompanha minha vida e minha carreira desde criança, sabe perfeitamente o porquê de eu concordar com os valores defendidos pelo Bolsonaro”.
A imagem falsa informa que Sandy teria dado a declaração durante um show no dia 18 de agosto deste ano, em Curitiba (PR). A assessoria de imprensa negou a frase e explicou que a cantora ainda não fez show em Curitiba. “Trata-se de fake news. Não fizemos show em Curitiba neste ano ainda. Tampouco a artista fez algum tipo de declaração com teor político”, afirmou Rogéria Takata, assessora de imprensa da cantora.
Sandy tem um show marcado em Curitiba apenas no dia 28 de setembro. Nas redes sociais e aplicativos de mensagens também circulam imagens semelhantes de outras celebridades declarando apoio e voto a Bolsonaro, como o ex-jogador e técnico de futebol Rogério Ceni, o ex-treinador Zagallo, o ex-tenista Guga Kuerten e o apresentador e empresário Silvio Santos, dono do SBT. Procurados pela reportagem, eles não se manifestaram até a publicação deste texto. Com informações da Folhapress.
A Advocacia-Geral da União solicitou à Justiça Federal do Paraná informações sobre o processo que levou Lula à prisão, a fim de preparar a defesa do Estado brasileiro na ação movida pelo o ex-presidente no Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo a coluna “Painel”, da Folha, o juiz da 12ª Vara Federal de Curitiba, Danilo Pereira Júnior, afirmou em resposta ao pedido que o processo sobre o ex-presidente é público. Desta forma, as informações que a AGU precisa “podem ser extraídas por ela mesma dos presentes autos”, disse o magistrado.
O Brasil precisa apresentar suas alegações à ONU até o fim de outubro. No pedido feito à Justiça Federal do Paraná, a AGU explicou que é preciso mostrar que tem dado “tratamento adequado e conforme aos direitos e garantias constitucionais e legais” ao ex-presidente Lula.
À ONU, Lula diz que é alvo de um processo injusto e que teve infringidos os seus direitos constitucionais, como liberdade de expressão e exercício dos direitos políticos.
Puccinelli foi preso em 20 de julho pela Polícia Federal. (Foto: André Bittar/Arquivo)
O impasse sobre a denúncia contra o ex-governador André Puccinelli e 40 pessoas vai chegar ao TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região).
Primeiro, a ação, que cobra R$ 308 milhões de prejuízos por danos materiais, foi rejeitada pelo titular da 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande, juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira. A denúncia faz parte da operação Lama Asfáltica, que resultou na prisão de Puccinelli em 20 de julho.
Para o magistrado, o “oferecimento da denúncia monolítica poderia dificultar o trabalho judiciário até o nível do irrazoável”. A sugestão era que o documento, com 180 páginas e “incrível” quantidade de denunciados, fosse “fatiado”.
Na sequência, o MPF (Ministério Público Federal) recorreu da decisão por meio de um embargo de declaração, recurso utilizado para pedir esclarecimentos. Depois de ter seus embargos de declaração rejeitados, a procuradoria partiu para um “recurso em sentido estrito”.
Nessa modalidade, diferentemente dos embargos de declaração, o recurso não é analisado pelo autor da decisão. Mas dirigido ao tribunal e pretende modificar a decisão que rejeitou a denúncia. Agora, todos os denunciados são intimados do recurso apresentado pelo MPF e podem apresentar contrarrazões. Depois disso, o recurso seguirá para o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, onde será apreciado.
André Puccinelli e as 40 pessoas foram denunciadas por crimes previstos na Lei de Licitações e Contratos, Lei dos Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, Lei das Organizações Criminosa e no Código Penal.
As denúncias são relativas à obras na MS-040, fraudes no Aquário do Pantanal, fraudes nas contratações sem licitação com a Gráfica Alvorada e organização criminosa.
Resultado de uma força-tarefa, formada por PF (Polícia Federal), CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal, a Lama Asfáltica contabiliza 57 denunciados e 11 presos, sendo quatro mulheres em prisão domiciliar.
A Lama Asfáltica já contabiliza sete ações penais, todas com denúncias recebidas pela Justiça Federal. A lista dos que estão atrás das grades tem Puccinelli, André Puccinelli Júnior (advogado), João Paulo Calves (advogado), Edson Giroto (ex-deputado federal e ex-secretário de Obras), João Alberto Krampe Amorim dos Santos (empresário), Flávio Henrique Garcia Scrocchio (empresário) e Wilson Roberto Mariano de Oliveira (servidor).
O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, criticou a proposta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) de unificação das candidaturas de centro contra os extremos.
De acordo com o pedetista, o tucano “é um dos responsáveis pela situação em que o País se encontra”.
Ciro negou ainda que a candidatura dele seja de centro. “Eu estou ao lado dos mais pobres e dos que trabalham”, disse.
Ciro também afirmou que o foco das últimas duas semanas de campanha é o combate ao desemprego, e não o ataque ao PT.
Um dos maiores nomes recentes do funk, Ludmilla cantou seus sucessos e relembrou o início da carreira durante o Conversa com Bial desta quarta-feira (19). A artista contou que a ideia de investir na música surgiu ao descobrir um DVD de Beyoncé, em uma feira de domingo.
Ludmilla cantou seus sucessos no 'Conversa com Bial' (Foto: Fábio Rocha/TV Globo)
Hipnotizada pelo talento da americana, Ludmilla gravou uma música, compartilhou na internet e, quando viu, estava sendo chamada para fazer shows em São Paulo: “Cheguei na escola falando que tinha virado MC e que minha música estava fazendo sucesso”.
Na época, a carioca tinha apenas 16 anos, e ninguém acreditou em sua fama no estado vizinho: “Fiz 15 shows em uma semana. Cheguei na escola rouca. Abri mochila cheia de dinheiro e mostrei”.
Ludmilla, que já chegou a fazer nove shows em uma única noite, contou que comprou um carro 0km com o dinheiro de seu primeiro cachê: “Não aguentava mais andar a pé”.
Com seis anos de carreira, dois álbuns e inúmeros singles nas paradas de sucesso, a cantora celebrou a repercussão de seu trabalho no exterior: “‘Din Din Din’ explodiu em Portugal e Ibiza. Invadiu com força total”.
Falando em “Din Din Din”, será que Ludmilla continua solteira? A cantora garantiu que sim e afirmou que os rumores de um suposto namoro com o jogador Gabriel Jesus são falsos: “Isso é história, não sei de onde veio. Conheço o Gabriel, ele é um amor de pessoa, um grande amigo”.
Polêmica com barulho
Ludmilla deu sua versão sobre o episódio em que uma vizinha reclamou, nas redes sociais, do barulho em uma festa na sua casa. “Ela mora na esquina da minha rua. Achou que a música estava alta e foi para a porta da minha casa gravar. Se tivesse alta, ela tinha que ter gravado dentro de casa”.
A policial militar Kátia Sastre, que atirou em criminoso em porta da escola, pode continuar a exibir a cena em sua propaganda eleitoral televisiva para deputada Federal. Assim definiu, por 4 votos a 2, o TRE/SP, em sessão desta quarta-feira, 19. O colegiado seguiu voto divergente do desembargador Fábio Prieto de Souza.
No vídeo, a mulher está à paisana e reage a uma tentativa de assalto na porta de uma escola infantil, atirando no criminoso. As imagens foram registradas por uma câmera de segurança e, para a propaganda eleitoral.
Assista:
A Coligação, composta pelo PCB e PSOL, requereu a proibição de propaganda eleitoral ilegal, alegando que a candidata empregou “meios publicitários destinados a criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais, através da exibição de vídeo acrescido de som, para incitar atentados contra a vida de terceiros”.
O MPE opinou pela ilegalidade da propaganda eleitoral. No mesmo sentido, o relator determinou a proibição da propaganda. Houve pedido de vista pelo desembargador Federal Fábio Prieto de Souza.
Voto-vista
Em seu voto, Prieto observa que os partidos invocam, contra a candidata, norma jurídica de 1965, segundo a qual é vetado o emprego de “meios publicitários destinados a criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais”. Trata-se da redação original do art. 242, do Código Eleitoral.
Para o magistrado, o preceito é incompatível com a democracia consagrada na CF/88. “No Estado Democrático de Direito, juízes não podem esquadrinhar os ‘estados mentais, emocionais ou passionais’ do povo, no processo eleitoral.”
“Parece ilusão a possibilidade de que o juiz, no processo eleitoral, com dezenas de milhões de eleitores, tenha a prerrogativa de investigar, fiscalizar e controlar a ‘sã mentalidade do povo’ – quais seriam, ademais, os meios legítimos e os parâmetros para a tarefa divinal?”
O próprio MPE – disse o magistrado em seu voto – destacou que é ilusório imaginar que o debate, no momento da propaganda eleitoral, deva ser marcado por racionalidade. Ao contrário, “o apelo ao emocional é um recurso legítimo”.
Os partidos também apontaram que a ação da candidata configura conduta de incitação de novos atentados contra pessoas. Neste ponto, o desembargador registrou, por sua vez, que a candidata não realizou, juridicamente, atentado contra pessoa, mas sim reação ao atentado, que foi do criminoso, e a defesa legítima da vida e da integridade de mulheres e crianças. “Alterar o conceito legal, tanto mais para fazer, do infrator, a vítima, e, da defensora legítima da vida, a incitadora da violência, parece transcender todos os limites do razoável.”
“Não incentivou ninguém a coisa alguma”, concluiu Prieto, afirmando que não tem estatuto jurídico o argumento de que crianças e adolescentes podem acessar o vídeo no horário da propaganda eleitoral. Ele ainda disse que é dever dos pais, e não da Justiça Eleitoral, resolver quais cenas de violência devem ser acessíveis aos filhos. “No curto período de propaganda eleitoral na televisão, caso desejem preservar as crianças da realidade da Nação, os responsáveis devem cuidar de proporcionar-lhes outras atividades.”
O desembargador votou por dar provimento ao recurso julgando improcedente a representação, no que foi acompanhado por outros três magistrados.
A Rapidinhas! ficou sabendo que dois candidatos douradenses que disputam uma cadeira na Câmara Federal, estiveram ontem (19), em Glória de Dourados, cada um com sua comitiva de campanha. Até ai tudo bem, se não fosse o fato dos dois optarem pela mesma ideia de fazerem caminhada pelos bairros, bem próximos. Um é candidato pela primeira vez e o outro busca reeleição.
Deu ruim
O candidato a deputado federal que busca eleição pela primeira vez estava utilizando um megafone a poucos metros atrás do candidato que almeja se reeleger. Detalhe, o primeiro estava com pelo menos 20 cabos eleitorais, enquanto o segundo em bem menos número. Imagina só…
Deu ruim mesmo
Como confusão pouca é bobagem, um dos candidatos, considerado ‘pai de tudo’, se sentiu incomodado com a situação e pediu a um dos seus assessores que pedisse ao assessor do candidato do megafone que desligasse o aparelho e encerrasse a caminhada.
Deu delegacia
Por sua vez, o fiel assessor do candidato do megafone, é claro, não concordou com o pedido, foi quando começou o ‘bate boca’ entre os dois. Resultado; acabou tudo em delegacia e o desobediente assessor ficou detido quase o dia todo e só foi liberado com ajuda do patrão.
Datafolha
Pesquisa divulgada ontem a noite pelo Datafolha aponta empate técnico entre os candidatos do PT e do PDT à presidência. Fernando Haddad segue a disputa com 16% das intenções, mas ainda está empatado na margem de erro com Ciro Gomes, que se manteve com 13%. Bolsonaro aparece em primeiro, com 28%, dois pontos a mais que na última pesquisa.
Sinuca de bico
Eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) estão numa verdadeira ‘sinuca de bico’ com o crescimento de Fernando Hadadd (PT) nas pesquisas e com boas chances de subir para o 2º turno. Há quem defenda que a melhor estratégia para evitar que o PT volte ao poder seria votar primeiro no Ciro e só depois garantir o voto no ‘mito’, já no segundo turno. Melhor prevenir.
Não foi de novo
Reinaldo Azambuja (PSDB) faltou pela terceira vez aos debates entre os candidatos ao Governo do Estado. A mais recente ausência foi no debate do Sinpol/MS (Sindicatos e Associações da Segurança Pública), realizado na quarta-feira (19), em Campo Grande. Adversários defendem que o candidato tucano já poderia pedir música no Fantástico. Que maldade!
Jair Bolsonaro (PSL), Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) (Foto - Evaristo Sá/Nelson Almeida/Mauro Pimentel/AFP)
Os candidatos do PT e do PDT à Presidência, Fernando Haddad e Ciro Gomes, disputam uma vaga para enfrentar Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno, segundo nova pesquisa do instituto Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo na madrugada desta quinta-feira.
No levantamento, Haddad cresceu três pontos porcentuais, de 13% para 16%, mas ainda está empatado na margem de erro com Ciro, que se manteve com 13%. Bolsonaro aparece em primeiro, com 28%, dois pontos a mais que na última pesquisa.
Os números do Datafolha são mais favoráveis ao candidato do PDT do que os do Ibope, que havia registrado o petista com 19% e ele com 11%. Em quarto lugar, aparece Geraldo Alckmin (PSDB), com 9%, empatado com Ciro no limite da margem, de dois pontos para mais ou para menos. Marina Silva (Rede) apareceu com 7%, João Amoêdo (Novo) e Alvaro Dias (Podemos) com 3% e Henrique Meirelles (MDB) com 2%. Vera Lúcia (PSTU) e Guilherme Boulos (PSOL) tem 1%. Cabo Daciolo (Patriota), José Maria Eymael (DC) e João Goulart Filho (PPL) não pontuaram.
Brancos e nulos somaram 12%. Os que não sabem ou não responderam foram 5%.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reuters)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta quarta-feira (19), os comentários do general Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice de Jair Bolsonaro (PSL), sobre famílias lideradas por avós e mães que seriam “fábricas de desajustados”.
“Não julgue avós e mães pobres pelo seu conceito medíocre sobre a espécie humana”, afirmou Lula, em carta assinada da prisão em Curitiba, onde cumpre pena por corrupção e lavagem de dinheiro.
O petista destacou que ele e seus irmãos foram criados por “uma mulher analfabeta”, e aconselhou o general a “fazer um curso sobre o humanismo”. Com informações da Folhapress.
TRE-MS foi quem analisou as candidaturas (Foto: Arquivo)
Das 151 candidatas em Mato Grosso do Sul, apenas três tiveram nomes barrados pela Justiça Eleitoral. Outras cinco preferiram renunciar à candidatura, antes do pleito. Elas representaram 27,91% dos registros (candidatos) feitos no Estado, mostrando ainda pouco espaço nos partidos e na disputa política, mesmo sendo maioria no eleitorado.
Foram barradas pela Justiça as candidatas a deputada estadual Alexandra Loureiro (Pode) e Eleudes Celestina dos Santos (PSC), além da postulante a Câmara Federal: Leyde Alves Pedroso (PSB). Os motivos variam desde falta de entrega de documentação, assim como não ter saída de cargo público em prazo definido.
De acordo com a Justiça Eleitoral, cinco desistiram da disputa: Eliza Rocha Maciel (Pros), Gislaine Oliveira (Pode), Léa Rosalina dos Santos (Pode), Márcia Gomes de Moraes (PPS) e Selma Aparecida Suleiman (MDB). Ao todo 31 pessoas foram consideradas inaptas para eleição em Mato Grosso do Sul.
Foram registrados ao todo 541 candidatos no Estado, 31 tiveram seus pedidos negados, sendo que 12 por não atender a legislação eleitoral e 19 porque desistiram da disputa, renunciando a condição de candidato. Alguns entraram com recurso para tentar reverter a situação, recorrendo à instância superior. Já Delcídio do Amaral (PTC) fez o registro depois, substituindo César Augusto Nicolatti (PTC), por isto ainda aguarda julgamento.
A Justiça Eleitoral começou a analisar os pedidos de candidatura, assim que os registro começaram a ser feitos, mesmo antes do fechamento das convenções. O prazo para análise terminou no dia 17 de setembro, exceto em casos excepcionais de substituição de candidatos. Além de documentação e prazos não cumpridos, quem tiver condenação em colegiado também fica impedido pela Lei da Ficha Limpa.
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