segunda-feira, 26 de outubro de 2026

PDT nega divisão interna sobre candidatura de Odilon

Topmídianews

 

Schimidt reitera apoio a ex-juiz Odilon de Oliveira (Foto: TopMidiaNews)

 

O Partido Democrático Brasileiro em Mato Grosso do Sul negou, com veemência, que haja desentendimentos internos em relação a escolha do nome do ex-juiz federal Odilon de Oliveira para concorrer ao governo do Estado. A legenda não citou nomes, mas atribui os boatos a uma oligarquia ‘que vê seus interesses ameaçados com a eleição do ex-magistrado’.

 

O texto, assinado pelo presidente da sigla, João Leite Schimidt, uma das mais antigas lideranças políticas vivas, reiterou que há ‘absoluta coesão’ do partido na candidatura de Odilon. O dirigente fez questão de destacar a trajetória do juiz aposentado no combate aos crimes de corrupção e tráfico de drogas.

 

A nota destaca que respeita a liberdade de imprensa e a livre expressão do pensamento como fundamentos democráticos, mas ”repudia, porém, a má utilização da imprensa e das mídias sociais para criar narrativas falsas, que sacrificam a verdade em favor de interesses que nada têm de republicanos”.

 

Confira a nota do PDT na íntegra:

 

Sem qualquer fundo de verdade, insinuações sobre suposta divisão interna quanto à candidatura do juiz aposentado Odilon de Oliveira a Governador do Estado atendem a interesses que, por sua própria natureza espúria, não se expõem à luz do dia.

 

Essas trêfegas tentativas de manipular teorias, que por sua leviandade não param de pé, estão a serviço da impenitente oligarquia, que vê seus interesses sombrios ameaçados, diante da concreta perspectiva de que Mato Grosso do Sul eleja para governá-lo alguém, cuja dignificante trajetória pública foi forjada no combate ao contrabando, ao narcotráfico e à repulsiva cadeia de crimes dali derivados.

 

Pelo PDT de Mato Grosso do Sul fala, exclusivamente, a sua Executiva Estadual que, em respeito à opinião pública, reitera absoluta coesão do Partido no respaldo ao honrado nome de Odilon de Oliveira como nosso candidato a Governador de Mato Grosso do Sul.

 

O PDT respeita a liberdade de imprensa e a livre expressão do pensamento como fundamentos democráticos. Repudia, porém, a má utilização da imprensa e das mídias sociais para criar narrativas falsas, que sacrificam a verdade em favor de interesses que nada têm de republicanos.

 

Campo Grande, 12 de abril de 2018

 

João Leite Schimidt
Presidente Estadual PDT-MS

Record compra espaço para anunciar filme de Edir Macedo na Globo

Notícias ao Minuto

 

O filme sobre Edir Macedo e a fundação da Igreja Universal é protagonizado por Petrônio Gontijo.(Foto:Stella Carvalho/Divulgação)

A Globo irá exibir, pela primeira vez, anúncios vinculados à Record. No intervalo da sua programação, a emissora carioca irá veicular o trailer do filme ‘Nada a Perder’, sobre a vida de Edir Macedo, um dos maiores acionistas da concorrente. A transação comercial foi intermediada pela produtora Paris Filmes.

 

Os anúncios serão veiculados nos intervalos de Mais Você, Bom Dia Brasil, novelas, Fantástico, dentre outros, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Brasília e Manaus, segundo informa o Notícias da TV.

 

O filme sobre Edir Macedo e a fundação da Igreja Universal é protagonizado por Petrônio Gontijo.

Banheiros sujos e alunos sem aulas devido à greve na rede estadual

 

Constrangido

 

Eleitor que precisou atualizar documento no Cartório Eleitoral de Dourados se sentiu constrangido ao ser atendido pelos jovens militares do Exército que estão ajudando no cadastramento biométrico e emissão de Títulos de Eleitor. Ao ser atendido por um dos soldados ouviu piadinhas ao seu respeito por estar usando camiseta vermelha. Que feio!

 

Balãozinho

 

No mesmo atendimento, um dos soldados deixou evidente seu candidato particular à presidente e até apostou em sua reeleição. Ao mesmo tempo outro atendente militar fez de uma luva de silicone um balãozinho decorado, com um belo rostinho vermelho, onde foi fixado na parede por outra funcionária.

Falta do que fazer!

 

Alerta

 

A Rapidinhas! deixa  o alerta ao chefe do Cartório Eleitoral de Dourados, Conrado Rezende, para que outros episódios como este não mais ocorram, principalmente neste período em que os ânimos estão acirrados por conta atual cenário político, independente da cor partidária.

 

Sem condições

 

Alunos da Escola Estadual Presidente Vargas estão sem aulas a partir de hoje devido a greve dos servidores administrativos da rede estadual. Sem os serviços básicos como limpeza, merendeiras, portaria e secretaria, a diretora da unidade de ensino em Dourados optou por paralisar as atividades até que o impasse entre servidores e o Governo do Estado se resolva.

 

Imundice

 

Ainda na escola Presidente Vargas, as aulas só aconteceram normalmente nos dois primeiros dias de greve, graças aos funcionários contratados que ajudaram na limpeza do pátio e das salas, mas mesmo assim, sem merenda e sem portaria o funcionamento ficou inviável. Para ter uma ideia a Rapidinhas! teve acesso às condições do banheiro na tarde de ontem. Uma verdadeira imundice!

 

Castro Alves

 

Em três unidades, incluindo a Escola Estadual Castro Alves, também localizada no centro de Dourados, a diretoria resolveu dispensar os alunos às 15h30, a partir de hoje, por condições semelhantes à Escola Presidente Vargas. Já em outras unidades que optaram em não dispensar os alunos, as aulas seguem sem limpeza da escola e sem merenda.

 

A greve

 

A greve dos servidores administrativos da Rede Estadual de Ensino começou na terça-feira (10), com tempo determinado até o dia 30 de abril, ou seja, por 20 dias. Os servidores cobram do Governo do Estado o abono salarial de R$ 200,00 já para 2018, concurso público e um projeto de reestruturação de carreira.

 

Reuniões

 

Hoje pela manhã foi realizada uma assembleia na Fetems (em Campo Grande) onde o seriam ouvidas às propostas do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) quanto à revindicações da Categoria. Também pela manhã o encaminhamento da greve foi discutido no Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação em Dourados). Até o fechamento da coluna, o Estado Notícias não recebeu novas informações pelas assessorias dos dois Sindicatos.

 

LEIA MAIS: ADMINISTRATIVOS DA REDE ESTADUAL ENTRAM EM GREVE E ALUNOS FICAM SEM MERENDA

 

LEIA TAMBÉM: SE O STF PERMITIR PRISÃO ANTECIPADA VAI FALTAR CADEIA NO BRASIL

 

Um dos sanitários utilizados pelos alunos, ontem na Escola Presidente Vargas, em Dourados (Foto: Leitor/Estado Notícias)

 

João Pires

ESTADO NOTÍCIAS

Record confirma ator que fará Jesus em novela

VEJA

 

O ator Dudu Azevedo (Foto: Munir Chatack/Record TV/Divulgação)

A Rede Record anunciou nesta quarta-feira a escalação do ator Dudu Azevedo para o papel de Jesus Cristo na nova trama bíblica da emissora. A novela ainda não tem data ou horário definidos — não se sabe, por exemplo, se vai substituir Apocalipse, atualmente em exibição.

 

O último trabalho de Dudu Azevedo foi na novela O Rico e Lázaro, em que foi um dos protagonistas, na pele do personagem Asher.

Gilmar Mendes critica Sergio Moro: “Esse sujeito fala com Deus?”

Gospel Prime

 

Ministro do STF reclama das prisões preventivas decretadas por Moro (Foto - Divulgação)

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), voltou a se envolver em controvérsia nesta quarta-feira (11). Durante a sessão do STF que analisava o pedido de habeas corpus do ex-ministro Antonio Palocci, preso desde setembro de 2016 na Lava Jato, Mendes criticou o Ministério Público Federal (MPF) e os juízes federais Sergio Moro e Marcelo Bretas.

 

Segundo o ministro, existe “arbítrio” por parte de Moro e Bretas, e reclamou das prisões preventivas determinadas pelo magistrado do Paraná. “Nós transformamos as prisões provisórias do doutor Moro em prisões definitivas. Esse é o resultado nesses casos… As prisões provisórias, as prisões cautelares, elas ganham caráter de definitividade. Por que se trata de decisões bem elaboradas? Esse sujeito fala com Deus? Do que nós estamos falando? Ou nós estamos fazendo populismo judicial?”, disparou o ministro durante a sessão.

 

O habeas corpus foi negado por 6 votos a 5, mas volta à pauta do STF nesta quinta-feira para a análise sobre a possibilidade de derrubarem a prisão “de ofício”, isto é, por iniciativa da própria Corte.

 

Não foi a primeira vez que Gilmar ataca as decisões de Moro, mas chama a atenção o fato de ele mencionar a religiosidade do juiz. O argumento ecoa o que disse o ex-presidente Lula em uma das gravações telefônicas interceptadas durante as investigações da Lava-Jato.

 

Sem citar nomes, o petista atacou servidores públicos por serem evangélicos. “Esses meninos da Polícia Federal e esses meninos do Ministério Público se sentem enviados de Deus”, disparou Lula.

 

((Com informações das agências))

Bebeto quer parceria para recapear ruas transversais no centro de Dourados

Assessoria

 

Bebeto quer recapeamento simultâneo com as obras na área central (Foto - Thiago Morais)

O vereador Bebeto (PR) usou a tribuna da Câmara de Dourados para sugerir parceria entre o município e o Governo do Estado, visando o recapeamento das ruas transversais que interligam as três avenidas na área central da cidade.

 

No documento encaminhado a prefeita Délia Razuk (PR), com cópias ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB), senador Pedro Chaves (PR) e deputados da bancada federal e estadual, o vereador solicita recursos para o recapeamento de todas as vias que cruzam o quadrilátero entre avenidas Marcelino Pires, Weimar Gonçalves Torres e Joaquim Teixeira Alves.

 

Para o vereador é necessário que se faça a complementação dos serviços simultaneamente com as obras em execução. “Nestas três avenidas já esta sendo feito o recapeamento por meio do Governo de Estado, sendo necessário assim aporte financeiro para que a Prefeitura de Dourados faça a complementação dos serviços nas vias transversais”, ressalta.

 

Em outra indicação o vereador também sugere parceria entre a Prefeitura de Dourados e Governo do Estado visando a duplicação da rua Coronel Ponciano, partindo do Cemitério Municipal Santo Antonio de Pádua ao Distrito Industrial de Dourados, incluindo a construção de um viaduto substituindo a rotatória no cruzamento com a BR-163.

 

Frigorífico do Peixe

 

Bebeto ainda reforçou na tribuna da Câmara, a necessidade da conclusão do Frigorífico do Peixe. Durante a sessão ordinária de segunda-feira (9), encaminhou requerimento ao governador Reinaldo Azambuja e ao superintendente do Ministério da Pesca e Aquicultura no MS, César Moura, pedindo informações com relação ao cronograma de implantação do Frigorifico em Dourados.

 

Ceasa

 

Também encaminhou requerimento ao governador Reinaldo, ao secretário de Produção e Agricultura Familiar, Fernando Lamas e ao diretor presidente da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), André nogueira Borges, solicitando informações com relação ao cronograma de implantação da Ceasa (Central de Abastecimento) em Dourados. “Este é um antigo sonho dos pequenos produtores que aguardam por esta importante benfeitoria, onde terão um local apropriado para armazenar e comercializar seus produtos hortifrutigranjeiros”, destacou Bebeto.

Odilon diz que liderança em pesquisa pode aumentar devido à baixa rejeição

Assessoria

 

Trabalhadores resgatados em condições de escravidão em fazendas no Pantanal sul-mato-grossense, em 2017 (Foto: Divulgação)

O pré-candidato do PDT ao governo de Mato Grosso do Sul, Juiz Odilon de Oliveira, que lidera mais uma pesquisa de opinião – desta vez feita pelo instituto Datamax – acredita que seus índices vão crescer ainda mais, na medida em que ele se torne mais conhecido do eleitorado.

 

No Levantamento publicado ontem pelo portal de notícias Midiamax, Odilon tem 25,4% das intenções de voto, seguido pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), com 22,6% e o ex-governador André Puccinelli (MDB), em 3º, com 21,9%.

 

“As minhas intenções de voto têm tudo para aumentar. A questão é que ainda não sou conhecido como político, como ocorre com meus adversários. Muita gente nem sabe que me aposentei da magistratura e sou pré-candidato ao governo”, destacou o pedetista.

 

Para Odilon, o que vai decidir o voto em outubro é a história de vida de cada candidato. “O povo cansou de ver tanto desmando e corrupção. Apesar dos esforços das autoridades no desenvolvimento de operações como a Lava Jato, muitos políticos não têm medo nem vergonha de continuar desviando dinheiro dos impostos para o ralo de corrupção. Com isso, roubam a merenda escolar, medicamentos dos hospitais e postos de saúde, e enfraquecem a capacidade de trabalho dos órgãos de segurança, expondo a população à sua própria sorte. Na campanha ao governo, vou empunhar a bandeira do combate incansável à sonegação e à corrupção, defendendo a honestidade, a transparência e o absoluto zelo pelas suado dinheiro dos impostos. Caso seja eleito governador, na minha administração quem roubar vai direto pra cadeia”, declarou Odilon.

 

A pesquisa Datamax apurou também que em quarto lugar na preferência do eleitorado aparece o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM), com 2,6%. O candidato do PT, Humberto Amaducci, tem 1%, João Alfredo Daniezi (PSOL), 0,9% e Suel Ferranti (PSTU), 0.7% das intenções de voto. Dez por cento não votariam em nenhum dos pré-candidatos, 12,49% ainda não definiram em quem votar e 2,6% votariam em branco ou anulariam o voto. O Instituto ouviu 804 eleitores em Campo Grande, entre os dias 5 a 8 de abril. A margem de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral, tanto em âmbito estadual quanto federal, sob os números Ms-09178/2018 e br-08909/2018.

 

Carioca de 26 anos leva periferia do Rio a 9 países com livro de estreia

EXAME

 

Geovani Martins, autor de O Sol na Cabeça, a última aposta da Companhia das Letras (Foto:Chico Cerchiaro/Companhia das Letras/Divulgação)

O Sol na Cabeça é um livro escrito das favelas no Rio de Janeiro, mas que ultrapassa as fronteiras físicas e sociais para falar sobre essa forma singular de humanidade que transita pela capital carioca em seus diversos espectros.

 

O escritor Geovani Martins nasceu em Bangu, morou na Rocinha e no Vidigal. Tem apenas 26 anos, e esse seu primeiro livro teve os direitos vendidos para nove países diferentes em tempo recorde para a editora, a respeitada Companhia das Letras.

 

O Sol na Cabeça (Cia. das Letras, 120 páginas, R$ 34,90) reúne 13 contos que foram elogiados pelo compositor Chico Buarque, pelo colunista Antonio Prata e pelo cineasta João Moreira Salles.

 

A temática dos contos passeia por todo o Rio de Janeiro, mas especialmente pelas favelas, dando voz ora a um menino fascinado por uma borboleta, ora a um cego que pede esmolas no transporte público, passando por estudantes universitários, crianças do morro e traficantes.

 

Em entrevista a EXAME, Geovani Martins fala sobre a abrangência do realismo de seus contos, suas principais influências literárias e conta dos planos para o futuro.

 

EXAME: O nome do livro é referência à música Trem Azul (composição de Lô Borges, sucesso na voz de Elis Regina)?

 

Geovani Martins: Não, não diretamente, apesar de eu gostar muito da música. Lógico que a música estava presente, mas era uma coisa mais implícita nas nossas referências de cultura, é uma expressão que ficou na nossa cabeça. O nome foi escolhido em reunião, porque eu cheguei na editora com o livro bastante adiantado, mas sem título. Até que o Ricardo, editor, sugeriu esse nome e todo mundo gostou – aliás foi o primeiro que todo mundo gostou.

 

Como começou a escrever?

 

Eu sempre li muito, desde criança tenho hábito da leitura, e à medida que fui crescendo eu fui me interessando cada vez mais. Acho que comecei a escrever com 9, 10 anos, alguns versos, coisas mais soltas, músicas. Quando eu fiquei adolescente comecei a ler mais literatura nacional, tive contato com crônicas do Carlos Drummond de Andrade, elas me impressionaram bastante, e aí comecei a escrever com regularidade.

 

Então foi uma coisa que aconteceu naturalmente, e eu acho que sempre escrevi para poder fotografar os momentos. Pra mim sempre foi muito de necessidade, antes de pensar em ganhar dinheiro com isso eu já escrevia uma quantidade considerável. E aí com a resposta do público às coisas que eu publicava na internet, a resposta era muito boa e me dava confiança. A partir da Flup [Festa Literária das Periferias], quando eu apresentei meus contos, eu passei a considerar essa ideia de viver do que eu escrevia.

 

Você considera seus contos realistas?

 

É um realismo imaginativo, que se permite trafegar entre outros limites do fantástico, do absurdo. A vida, ela é assim, tem coisas que acontecem que são tão inacreditáveis que só podiam ser verdade.

 

Meus personagens são todos baseados em pessoas reais, não em uma pessoa, mas várias. Não tem como você se inspirar em pessoas e não ir pra um lugar mágico.

 

Eu acho que eu faço um realismo, que é o lugar de onde eu vejo essas cenas, e acho que está mais próximo do realismo do que outros estilos, mas não é só isso.

 

A intenção era fazer denúncia social?

 

A crítica social acompanha as situações. Eu queria contar essas histórias, e determinadas histórias eu não poderia contar sem falar da polícia; e aí eu retrato da maneira como eu vi a polícia até hoje, como ouvi até hoje.

 

Mas são coisas que andam em paralelo com as histórias, não tinha como descolar. Eu não quis me prender nisso, eu queria que as histórias fossem para outros lugares, e a crítica viria naturalmente; foi o que acabou acontecendo.

 

Quem são seus autores preferidos?

 

Meu autor preferido é o Machado de Assis, mas também gosto muito do Jorge Amado. Com o Cortázar, aprendi muito sobre conto; Gabriel García Marquez, Graciliano Ramos, e os músicos, sou muito influenciado pelo Chico Buarque, Caetano Veloso, Racionais, Gilberto Gil, Jorge Ben Jor. São letristas que me dão ideias.

 

Alguma coisa já mudou com a notoriedade do lançamento do livro?

 

A minha vida inteira mudou. Eu me mudei no começo do ano, agora moro numa casa que meu quarto é maior do que a minha outra casa, isso é uma grande mudança. Na rotina de entrevista, de televisão, pessoas falando comigo dentro da livraria.

 

É difícil dizer, porque foi uma mudança muito grande. Eu meio que já esperava alguma mudança mas não tanto, não imaginava que o livro pudesse ter uma repercussão tão grande.

 

Quando eu comecei a escrever eu estava desempregado, minha mãe e minha namorada me apoiaram e aí a decisão já naquele momento foi não procurar outro trabalho.

 

Qual dos contos é o seu preferido?

 

Eu não tenho um preferido não, mas o que eu mais gostei de escrever, me diverti, me emocionei, o que mexe comigo até hoje é o Roleta Russa [que conta a história de um garoto fascinado pela arma do pai].

 

Você pretende publicar um romance depois desse livro? É sobre as UPPs no Rio?

 

Comecei a escrever no final do ano passado, é uma história que já vinha me acompanhando há algum tempo. É um movimento natural da minha história na literatura de buscar fazer o que eu ainda não sei.

 

Quando eu me inscrevi na Flup foi em contos, eu já fazia crônicas mas queria fazer algo que eu não dominasse, que eram os contos. E agora que eu terminei esse livro eu tô muito mais próximo de fazer um romance do que outro livro de contos.

 

É uma história que se passa entre 2011 e 2013, ambientada na Rocinha mas circulando pela cidade, que nem O Sol na Cabeça, e pretendo entregá-lo para a editora em 2020.

 

Não é sobre as UPPs. Ele se passa no período da instalação das UPPs, mas é mais uma desculpa pra eu poder ter um recorte daquele tempo e traçar a história daquele período; é uma das coisas que estão ali, mas não o suficiente pra dizer que o livro é sobre isso.

Coronel intermediou recebimento de propina em nome de Temer, diz MPF

EXAME

 

Michel Temer: amigos do presidente chegaram a ser presos de forma temporária por determinação do ministro Roberto Barroso, do STF (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

A Procuradoria da República no Distrito Federal afirmou, em aditamento de denúncia contra os supostos integrantes do “Quadrilhão do MDB” na Câmara Federal, que o coronel João Baptista Lima Filho e o ex-assessor do Planalto José Yunes são arrecadadores do “líder da organização criminosa”, Michel Temer.

 

A denúncia foi oferecida pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e acabou enterrada para Temer, Moreira Franco e Eliseu Padilha após votação na Câmara Federal. Eles voltarão a responder pela acusação após o fim do mandato. Aos personagens do “quadrilhão” que não têm foro, como Geddel Vieira Lima, Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha, o processo continua tramitando na Justiça Federal de Brasília.

 

O Ministério Público Federal em Brasília pediu o aditamento para incluir na denúncia o doleiro Lúcio Funaro, os amigos de Temer José Yunes e Coronel Lima e os testas de ferro de Eduardo Cunha, Altair Pinto e Sidney Szabo. Eles são acusados por organização criminosa.

 

A Procuradoria destaca o papel de José Yunes no suposto recebimento de R$ 1 milhão do doleiro Lúcio Funaro em seu escritório de advocacia, para a campanha emedebista de 2014. Ele admitiu, em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral, o recebimento de R$ 1 milhão em seu escritório, e disse ter sido “mula” de Padilha. O dinheiro teria como origem o departamento de propinas da Odebrecht, segundo afirmam delatores.

 

Para a procuradoria, “todos os elementos apontam, assim, para uma atuação de José Yunes no recebimento de propina, de forma dissimulada, como doações ao partido, ou mesmo via caixa 2, para posterior distribuição aos demais membros da organização criminosa”. “Destaque-se sua estreita relação com o líder da organização criminosa, Michel Temer, como mencionado na denúncia.”

 

“Registre-se ainda que, apesar de exonerado desde 2016, (Yunes) mantém contato direto com Michel Temer, com reuniões sem registro em agenda oficial”, afirmam procuradores.

 

Já a Coronel Lima, a procuradoria atribui o recebimento de R$ 1 milhão da JBS em suposto benefício do presidente. “Seu papel na organização criminosa era o de auxiliar os demais integrantes do núcleo político na arrecadação de propina, em especial seu líder, Michel Temer.”

 

“De acordo com os elementos apurados, João Baptista Lima Filho intermediou o recebimento de propina para organização criminosa, em nome de Michel Temer. no valor de R$ 1 milhão, paga pelo grupo J&F Investimentos”, afirmam.

 

Defesa

 

O presidente se manifestou por meio de sua assessoria de imprensa: “Todas as atribuições do coronel João Batista Lima Sobrinho em campanhas do presidente Michel Temer sempre foram pautadas pela legalidade, lisura e correção. Michel Temer foi presidente de partido político, obediente as leis e regras da legislação brasileira.”

Juiz do DF aceita denúncia e torna réus Yunes e coronel Lima, amigos de Temer

Migalhas

 

Além de Yunes e Lima Filho, outras sete pessoas vão responder a ação penal (Foto - Divulgação)

 

O juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª vara Federal em Brasília, aceitou a denúncia contra o advogado e ex-assessor especial do Palácio do Planalto José Yunes, o coronel João Baptista Lima Filho e outros integrantes do grupo político do presidente Michel Temer, o MDB da Câmara.

 

Com a decisão, além de Yunes e Lima Filho, outras sete pessoas vão responder a ação penal por organização criminosa.

 

Entre os réus estão também os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (MDB-RN), o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) e o ex-assessor da presidência da República Rodrigo Rocha Loures. O caso é um desdobramento do inquérito que ficou conhecido como “quadrilhão” do MDB.

 

Denúncia

 

A denúncia havia sido apresentada pelo então procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, em setembro de 2017, contra Temer e seus principais aliados. Após a Câmara barrar a abertura de uma ação penal contra o presidente, o caso foi desmembrado e a investigação envolvendo pessoas sem foro privilegiado foi encaminhada para a 10.ª Vara Federal em Brasília.

 

Com a criação de mais uma vara especializada em crimes financeiros na capital federal, a 12ª, o caso foi redistribuído para o juiz Marcus Vinicius Bastos. No dia 20 de março, os procuradores da força-tarefa da Greenfield ratificaram a denúncia oferecida por Janot e adicionaram outras cinco pessoas, entre elas Yunes, Lima Filho e operadores que seriam ligados a Cunha. A retificação ocorreu dias antes de Yunes e Lima serem presos na Operação Skala, no âmbito do inquérito que investiga se o presidente Michel Temer editou um decreto para favorecer empresas do setor portuário.

 

Prisão

 

José Yunes e Coronel Lima foram presos no dia 29 de março por ordem do ministro-relator do caso, Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal. Ele atendeu à recomendação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Além deles, foram presos no mesmo dia o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi e representantes da empresa Rodrimar, que atua no Porto de Santos. Todos foram libertados na madrugada do dia 1.º de abril, também por determinação de Barroso.

 

 

Em Buenos Aires, público pede ‘Lula livre’ durante show de Elza Soares

VEJA

 

Apresentação de Elza Soares no Teatro Municipal Arthur Azevedo (Foto: Rodrigo Antonio/VEJA)

Os fãs de Elza Soares pediram a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante show da cantora em Buenos Aires. A brasileira interrompeu a apresentação para lamentar a situação política do Brasil, e foi acompanhada por gritos de “Lula Livre”, em espanhol. O petista foi preso no último sábado, após ter seu habeas corpus negado.

 

“O meu país enfrenta um triste momento político e social. Querem matar os nossos sonhos, prender as nossas liberdades”, desabafou a cantora, no show realizado no domingo. Depois cravou: “Não irão conseguir!”. Elza foi seguida por uma ole à democracia e gritos em espanhol que pediam a liberdade do político brasileiro.

 

 

Marco Aurélio Mello inclui na pauta do STF denúncia contra Aécio por corrupção

Congresso em Foco

 

Alvo de outros cinco inquéritos, Aécio alega que pediu empréstimo pessoal de R$ 2 milhões a Joesley para pagar advogado. Procuradora contesta versão (Foto: Divulgação)

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), incluiu ontem (9), na pauta da Primeira Turma, a análise da denúncia contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por corrupção passiva e obstrução à Justiça na Operação Lava Jato. O pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para transformar o tucano em réu deve ser examinado na sessão da próxima terça-feira (17).

 

Baseada em gravações e na delação dos empresários Joesley e Wesley Batista, da J&F, a denúncia também atinge a jornalista Andrea Neves, irmã do ex-presidenciável, o empresário Frederico Pacheco, primo dele, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrella (MDB-MG). Se os integrantes da Primeira Turma aceitarem a denúncia, Aécio e os demais acusados passarão a responder a ação penal, processo que pode resultar em condenação criminal.

 

No último dia 27, Raquel Dodge reiterou a denúncia contra Aécio e os outros três acusados e rebateu as alegações iniciais da defesa. O senador é acusado de solicitar e obter, junto ao empresário Joesley Batista, propina no valor de R$ 2 milhões e de tentar atrapalhar o andamento da Lava Jato. O pedido de dinheiro foi gravado por Joesley. O tucano alega que solicitou apenas um empréstimo pessoal ao empresário para pagar advogado. Mas a versão não convenceu a procuradora-geral.

 

Segundo Raquel, a “vantagem indevida” fica caracterizada “quando o senador afirma que a pessoa que iria receber as parcelas deveria ser alguém ‘que a gente mata antes de fazer delação’. Além disso, a forma como os valores foram entregues, em dinheiro, com utilização de artimanhas para dissimular o seu recebimento (inclusive com a parada do veículo que os transportou em local sem qualquer registro de câmeras, conforme detalhado pelas autoridades policiais em seus relatórios), também demonstra a ilicitude da transação”, sustenta a procuradora. Segundo ela, o senador “empregou todos os seus esforços” para atrapalhar as investigações da Lava Lato.

 

A denúncia é baseada nas investigações da Operação Patmos, que resultou no afastamento temporário de Aécio do mandato e na prisão da irmã, do primo e do assessor parlamentar de Perrella. Imagens mostraram o momento em que o parente do senador recebeu o dinheiro de um emissário de Joesley. O tucano ainda é alvo de outros cinco inquéritos no Supremo.

 

 

Veja a íntegra da nota divulgada pela defesa de Aécio após a denúncia da PGR:

 

“A manifestação da PGR foge dos argumentos centrais da Defesa e se limita a repetir termos genéricos da denúncia, revelando a fragilidade da acusação.

 

A própria PGR reconhece que nunca houve qualquer contrapartida por parte do senador Aécio Neves, evidenciando que não houve corrupção ou pedido de vantagem indevida.

 

A PGR reconhece também diversos desvios ocorridos nas heterodoxas negociações da delação envolvendo os executivos da JBS, inclusive a ilegal atuação de Marcelo Miller, quando ainda era Procurador da República e silencia-se sobre a participação de membros da instituição na reunião que precedeu a gravação feita pelo sr. Joesley de uma conversa induzida e manipulada envolvendo o senador.

 

Ainda, a PGR reconheceu que o pedido de cautelar não foi protocolizado e tampouco sujeitou-se à distribuição, contrariando o que determina normas do STF. Em outras palavras, o Procurador-Geral à época escolheu a seu bel-prazer o juiz que lhe convinha. Tanto é assim que, na sequência, o inquérito envolvendo o senador foi distribuído a outro ministro do STF.

 

Sobre a acusação de obstrução à Justiça, a manifestação do MPF escancara a tentativa de criminalização da lícita atividade parlamentar exercida pelo senador Aécio, omitindo que na votação da lei de abuso de autoridade o senador defendeu e votou a favor da proposta do Ministério Público, o que por si só desmente a acusação.

 

O senador Aécio Neves está convicto de que o STF promoverá a análise justa do caso, que demonstrará que ele e seus familiares não cometeram atos ilícitos.

 

Alberto Zacharias Toron

 

Advogado”

Com metástase e trombose, Maluf apresenta ao STF documentos para anular prisão

Notícias ao minuto

 

A corte julgará, na quarta (11), agravo apresentado por ele e também o mérito do habeas corpus em que o deputado pede para cumprir pena em regime domiciliar (Foto: Adriano Machado/Reuters)

O ex-prefeito Paulo Maluf (PP-SP), detido desde dezembro, apresentou documentos ao STF para tentar anular a decisão do ministro Edson Fachin de enviá-lo à prisão. A corte julgará, na quarta (11), agravo apresentado por ele e também o mérito do habeas corpus em que o deputado pede para cumprir pena em regime domiciliar.

 

O pedido foi concedido por meio de liminar do ministro Dias Toffoli, mas precisa ser confirmado no plenário para que Maluf continue em casa.Em maio do ano passado, o parlamentar foi condenado pela primeira turma do tribunal a sete anos, nove meses e dez dias de prisão em regime fechado por crimes de lavagem de dinheiro.

 

Os advogados recorreram, mas, em dezembro, Fachin negou os recursos e determinou o cumprimento imediato da pena.Segundo a defesa do parlamentar, o caso foi encerrado por Fachin sem que o tribunal analisasse papéis que provam que Maluf, ao contrário do que concluiu o STF, não movimentou contas atribuídas a ele no Deutshe Bank em 2003.

 

Segundo eles, as contas foram bloqueadas em 1999 e portanto o ex-prefeito não poderia ter autorizado nenhuma movimentação nelas.As transferências registradas teriam sido feitas, na verdade, por ordem do próprio Deutsche Bank, para pagar despesas de advogados em processos que envolviam o banco em relação ao escândalo de Paulo Maluf.

 

O advogado Jorge Nemr, do Leite, Tosto e Barros advogados, que representa o deputado, chegou a pedir na Justiça de Jersey, onde as contas foram registradas, documentos que mostram que as movimentações foram ordenadas exclusivamente pela instituição financeira.

 

Eles argumentam que, como as contas não foram movimentadas desde 1999 por Maluf ou por ordem dele, o caso estaria prescrito.

 

Os documentos foram apresentados pela primeira vez à primeira turma do STF. A maioria dos ministros, no entanto, entendeu que a matéria já estava superada e que a defesa queria apenas protelar o julgamento.

 

Já os advogados de Maluf alegam que os papéis são prova cabal de que ele não movimentou conta alguma e que o caso portanto está prescrito. Maluf está internado há uma semana no hospital Sírio Libanês, em SP.

 

Segundo laudo divulgado nesta terça-feira (10), ele está com câncer de próstata com metástase óssea, incontinência urinária, cardiotapia, anemia, confusão mental e depressão. Com informações da Folhapress.

Viegas deixa ‘BBB’, lança ‘Fora Temer’ e fica em choque com prisão de Lula

VEJA

 

Após, sair da casa mais viagiada do Brasil, Viegas dá o recado: "A periferia vive" (Foto: Reprodução/TV Globo)

A produção do BBB bem que se esforça para manter a política longe do programa — e Thiago Leifert, sobretudo. Mas os participantes vira e mexe colocam o apresentador, um defensor da despolitização ampla, geral e irrestrita, em saia justa. Ao ser eliminado do reality show, neste domingo, com mais de 57% dos votos do público, o paulista Viegas pôs de novo o “Fora, Temer” no palco do programa.

 

“Viegas, você foi um grande jogador. Só faltou dançar um pouco”, disse Leifert ao recebê-lo do lado de fora do confinamento. Viegas nem se deu ao trabalho de responder ao gracejo e, na primeira oportunidade de falar, lançou um discurso político. “Eu venho de um lugar onde as pessoas não sonham mais, onde ninguém mais acredita na vida. Estar aqui pra mim, sem ter roubado ninguém, sem ter feito mal a ninguém, e mostrar que a Cohab do Juscelino vive, é muito bom”, disse. “A gente está cansado de ser arrastado todos os dias como a Claudia, morto como o João Vitor, esquecido como o Amarildo, preso como o Rafa Braga. Mesmo a gente gritando todo dia ‘Fora, Temer’, todos os dias a galera faz isso com a gente.”

 

Leifert não cortou a fala de Viegas, e ao final arrematou com um “Recado do Viegas! Pode ir ali abraçar sua família”. O músico obedeceu no ato, e foi aí que recebeu a notícia da prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. “Lula foi preso“, disse um dos conhecidos que o esperavam no palco do BBB. “Eita, p***”, soltou o músico.

 

 

Eleições presidenciais podem ter três candidatos evangélicos

Gospel +

 

Daciolo discursa no lançamento de sua pré-candidatura (Foto - Divulgação)

 

 

A confirmação da pré-candidatura do deputado federal Cabo Daciolo (Patriota-RJ) à presidência da República representa um cenário inédito na história da democracia brasileira: três dos postulantes ao Palácio do Planalto são evangélicos.

 

Daciolo, que já havia prometido se candidatar à presidência, se junta na disputa à ex-senadora Marina Silva (Rede), terceira colocada nas duas últimas eleições; e o empresário Flávio Rocha, que acertou sua filiação ao PRB, legenda ligada à Igreja Universal do Reino de Deus.

 

O anúncio da pré-candidatura de Daciolo foi feito pelo presidente nacional do partido Patriota, Adilson Barroso, na última quarta-feira, 28 de março, com a presença de lideranças políticas e pastores no Plenário 7 da Câmara dos Deputados.

 

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a estratégia de Daciolo para se tornar um candidato com boa colocação nas pesquisas envolve a presença nos debates da TV: “Mobilizo mais pessoas que Jair Bolsonaro”, afirmou Daciolo.

 

O deputado se tornou conhecido de parte dos evangélicos e do público da esquerda ao chegar à Câmara dos Deputados pelo PSOL, sendo eleito através do quociente eleitoral. Durante o mandato, propôs uma emenda que alteraria o texto da Constituição Federal que define que “todo poder emana do povo”, para “todo poder emana de Deus”.

 

A iniciativa gerou enorme desconforto no PSOL – legenda conhecida por defender os conceitos marxistas, incluindo a oposição à religião – e ele terminou saindo do partido, migrando para o PTdoB, que posteriormente se tornaria Avante. Agora, no Patriota, o deputado acredita que pode chegar ao segundo turno e vencer as eleições.

 

“Quando o povo entender que a solução está em Jesus Cristo. Deus vai levantar lideranças em todo o território nacional”, disse Daciolo. “Quando você ora e pede algo ao Senhor, as portas se abrem. Existe um caminho da vitória da nação: quando o povo clama a Deus”, acrescentou.

 

“A pátria brasileira não está quebrada, não está quebrada, mas está sem patriotismo e sem nacionalismo. Temos um cenário de escravidão”, disse, dando o tom de seu discurso ao longo da campanha, que incluirá também ataques aos “inimigos” do país, como a TV Globo, banqueiros e políticos corruptos.

 

Foto: Divulgação