Cirilo Ramão diz que é preocupante o número cada vez maior de menores envolvidos com as drogas em Dourados (Foto - Thiago Morais)
O crescente índice de consumo de drogas entre crianças e adolescentes é uma preocupação do vereador Cirilo Ramão Cardoso (PTC), vice-presidente da Câmara Municipal de Dourados. Neste sentido, ele fez indicação ao prefeito Murilo Zauith (PSB), com cópias aos secretários Marinisa Mizoguchi (Educação) e José Jorge Filho (Governo) para que viabilizem estudos e adotem providências visando à criação do Conselho Escolar Antidrogas nos estabelecimentos da Rede Municipal de Ensino de Dourados.
Segundo ele, a iniciativa tem o objetivo de oferecer orientação e instrumentos preventivos no combate ao uso de entorpecentes, bebidas alcoólicas e tabaco. “A efetivação desse trabalho envolverá ativamente a participação do próprio aluno, conjuntamente com professores e gestores, pais de alunos e comunidade”, explica.
“Infelizmente, as drogas têm chegado cada vez mais cedo na vida de crianças e adolescentes. E engana-se quem pensa que os alunos da rede pública estão mais expostos que os da rede privada de ensino”, alerta o vereador.
Estudos apontam que a maconha, o tabaco e o álcool ainda são as drogas mais consumidas, mas os sintéticos como o LSD (popularmente chamado de ácido ou doce), o MDMA e o ecstasy (conhecido como bala) começam a ganhar adesão. Essas últimas são classificadas como “drogas limpas”, pois não exalam odor e não exigem um ritual de preparo, como o crack, uma das mais perigosas e que causa dependência já na primeira vez.
“Há ainda os problemas causados pelo tráfico de drogas, uma realidade em nosso município”, observa Cirilo Ramão.
“Seguindo as diretrizes e metas traçadas pelo Conad (Conselho Nacional Antidrogas), o acolhimento dos alunos na própria escola resultará em reflexões sobre o tema. Isso facilitará a aplicação de políticas públicas para a prevenção e o combate ao uso de drogas”, sugere.
Senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) Divulgação
O senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) afirmou em acordo de delação premiada que um esquema facilitava a arrecadação de propina para o PR e o PMDB em Mato Grosso do Sul. O “jogo combinado” seria entre o ex-ministro dos Transportes e deputado federal Alfredo Nascimento (PR-AM), o ex-governador André Puccinelli (PMDB) e o ex-secretário estadual de Obras, Edson Giroto.
Em nota, Alfredo Nascimento afirmou que está absolutamente tranquilo porque nada de ilegal praticou. “Delcídio não apresenta qualquer prova ou mesmo indícios de minha participação em qualquer esquema ilícito.”
Nascimento disse que tentam envolvê-lo em “escândalo sem qualquer fundamento, na base do ‘ouvi dizer’, de insinuações, de calúnias”, e que está à disposição da Justiça para provar sua inocência. Puccinelli também respondeu por meio de nota. “Quanto a suposto acordo a fim de promover uma descentralização de todos os investimentos federais no estado de forma a facilitar a arrecadação de propinas, não faz o menor sentido porque isso nunca aconteceu comigo.”
Giroto declarou, em nota, que “nunca teve qualquer tratativa com Delcídio quanto a intermediação ilícita de recursos públicos federais” e que “durante todo o período que esteve à frente da Secretaria de Obras, os recursos federais repassados ao estado, ou eram programas do PAC ou emendas dos parlamentares, inexistindo qualquer forma de descentralização por parte do governo federal”.
O presidente do diretório do PMDB em Mato Grosso do Sul, deputado estadual Junior Mochi, negou que o partido tenha recebido propina e alega desconhecer que tenha havido acordo entre Puccinelli, Giroto e Alfredo Nascimento.
A assessoria do presidente do diretório estadual do PR, ex-deputado estadual Londres Machado, informou que ele vai divulgar nota sobre o caso na quarta-feira (16).
Partes do depoimento ainda não foram liberadas para não atrapalhar o andamento das investigações. Mas fontes afirma que existe uma extensa lista de deputados, prefeito e vereadores em todo os estado beneficiados pelo esquema de corrupção.
Zeca e Cerveró
Em outro trecho da delação premiada, Delcídio disse que o ex-governador de Mato Grosso do Sul e atual deputado federal Zeca (PT-MS) estava presente no momento em que Nestor Cerveró foi escolhido para a diretoria internacional da Petrobras. Cerveró é um dos presos e delatores na operação Lava Jato. Zeca disse que não vai comentar o teor da delação que chamou de “invenção premiada” e que todos os trechos do documento que citam o nome dele são fantasiosos.
Delcídio afirma que, “ao contrário do que Lula sempre diz, o ex-presidente teve participação em todas as decisões relativas às diretorias das grandes empresas estatais, especialmente a Petrobras, e que a indicação de Cerveró para a área internacional foi discutida com Lula e a bancada do PT de Mato Grosso do Sul (Zeca do PT e Delcídio) no Palácio do Planalto no início de 2003.”
O senador disse que participou da reunião com Lula e Zeca do PT em que foi sacramentada a nomeação de Cerveró para diretoria internacional da Petrobras e que atuou, junto com Zeca e a bancada do PT em MS, na nomeação de Nestor Cerveró para a diretoria da estatal.
Delcídio afirma ainda que Zeca do PT conhecia Cerveró por conta do gasoduto Brasil-Bolívia, que passa por Mato Grosso do Sul, e tinha proximidade com Lula.
Bumlai e reforma agrária
O documento de delação premiada também traz uma nova denúncia sobre possíveis irregularidades no programa de reforma agrária em Mato Grosso do Sul, envolvendo José Carlos Bumlai. “A venda da fazenda Itamarati, ainda no primeiro governo Lula, com discurso ufanista de ‘maior projeto de assentamento do país’, teve direito até a passeio de trator do ex-presidente. A venda da propriedade rural foi um dos maiores negócios fundiários do Brasil (R$ 245 milhões). Outro projeto foi o da fazenda São Gabriel, em Corumbá/MS, oportunidade em que o hectare foi vendido ao Incra por R$ 4.500, bem acima do preço de mercado de R$ 2.500. Essa aquisição gerou vários processos pelo verdadeiro absurdo praticado”, afirma o documento.
A TV Morena entrou em contato com o escritório do advogado de Bumlai, mas a informação é que o advogado está em viagem e, até a publicação desta reportagem, não havia posicionamento em relação ao caso.
Compensação
Com a delação premiada, Delcídio vai ter que devolver R$ 1,5 milhão aos cofres públicos. A assessoria do senador disse que não se trata de devolução, e sim de uma multa que ele terá de pagar à Justiça.
O valor será parcelado em dez vezes de R$ 150 mil, segundo a assessoria dele. Pela delação premiada, ele deu a casa como garantia para esse pagamento. O imóvel fica em um condomínio fechado, de alto padrão, no Jardim Bela Vista, em Campo Grande. Além desse pagamento, o senador acertou uma pena de, no máximo, 15 anos de prisão.
Leia íntegra da nota divulgada pela assessoria de Alfredo Nascimento:
Nota Oficial de Esclarecimento
A citação de meu nome pelo senador Delcídio Amaral em sua delação divulgada nesta terça-feira (15) é absurda e irresponsável. Delcídio não apresenta qualquer prova ou mesmo indícios de minha participação em qualquer esquema ilícito. Estou absolutamente tranquilo porque nada de ilegal pratiquei.
Alvo de outra falsa denúncia em 2011, fui investigado por dois anos pela Polícia Federal e Ministério Público e não encontraram absolutamente nada contra minha pessoa. Fui absolvido.
Agora, novamente, tentam me envolver em escândalo sem qualquer fundamento, na base do “ouvi dizer”, de insinuações, de calúnias. Estou à disposição da Justiça para provar mais uma vez minha inocência.
Alfredo Nascimento
Leia íntegra da nota divulgada pela assessoria de André Puccinelli:
Nota à imprensa
Em relação a citação feita pelo senador Delcídio do Amaral em delação premiada, quanto a suposto acordo a fim de promover uma descentralização de todos os investimentos federais no estado de forma a facilitar a arrecadação de propinas, não faz o menor sentido porque isso nunca aconteceu comigo.
Atenciosamente,
Assessoria ex-governador André Puccinelli
Leia íntegra da nota divulgada pela assessoria de Edson Giroto:
Quanto aos fatos declarados por Delcídio do Amaral em sua delação premiada homologada pelo STF e, disponibilizada pelos órgãos de imprensa, Edson Giroto tem a informar:
1 – Nunca teve qualquer tratativa com Delcídio do Amaral quanto a intermediação ilícita de recursos públicos federais;
2 – Durante todo o período que esteve à frente da Secretaria de Obras, os recursos federais repassados ao estado, ou eram programas do PAC, ou emendas dos parlamentares, inexistindo qualquer forma de descentralização por parte do governo federal;
3 – Como é fato público e notório no estado de Mato Grosso do Sul, Edson Giroto e o grupo político ao qual pertence, sempre foram oposição ao Partido dos Trabalhadores e seu senador;
4 – Lamenta profundamente que fatos com tamanha gravidade tenham sido relatados de forma irresponsável, sem nenhuma prova, com o fim único de atingir a sua imagem e a do ex governador André Puccinelli;
5 – Reafirma a sua integral confiança na justiça e, se coloca desde já, a disposição para o esclarecimento da verdade.
Mario Fischetti toca nos principais clubes e festivais do País (Foto - Divulgação)
Com uma proposta arrojada e uma estrutura de grandes eventos, a Seleta traz para Campo Grande um novo conceito de festa eletrônica no próximo dia 26 de março (sábado), com uma superestrutura erguida no espaço Arena Green Hall, para proporcionar ao público um palco de design e tecnologia modernos, além de instalações interativas com painel de iluminação de LED. A grande atração do evento é o dj Mario Fischetti e pratas da casa como André X, Diogo Bacchi e Less Drama.
Mario Fischetti
Um dos mais respeitados DJs de House Music do país, desde 2000 Mario Fischetti toca nos principais clubs e festivais do país. Aos poucos foi ganhando espaço no mercado e em 2004 recebeu o prêmio de melhor DJ de House do Brasil. A partir daí, se apresentou nos principais festivais do país e em eventos como: Skol Beats, Brasília Music Festival, Federal Weekend, festas do clube Pacha, BH Dance Festival, Houseship e em clubes como: Lótus, Warung, Sirena, Na Sala, Disco, Trend, Muzik entre outros.
Mário tocou ao lado de Erick Morillo, Harry Choo Choo Romero, Smokin Jo, José Nuñes, Roger Sanches, Tânia Vulcano e abriu para o Basement jaxx em São Paulo.
Fora do Brasil tocou em Buenos Aires no clube Mint, South America Music Conference; no Uruguay, Espanha e Estados Unidos, no Winter Music Festival. Seu set privilegia o Groove, carregando pequenas referências ao Jazz e à Soul Music, interagindo com o que há de mais contemporâneo na música eletrônica e honrando os clássicos da House Music que o trouxeram até onde está hoje.
Fischetti é considerado o embaixador do house music no país. Além disso, já realizou performances históricas em grandes eventos como a apresentação no maior festival de música eletrônica do mundo, a Tomorrowland na edição Bélgica, e mais recentemente na edição Brasil.
De carisma invejável e seu estilo arrojado e elegante seu set privilegia o Groove. Carregando pequenas referências ao jazz e à Soul Music, ele prossegue interagindo com o que há de mais contemporâneo na música eletrônica e honrando os clássicos da house music que o trouxeram até aonde está hoje.
Pratas da casa
O comando das pickups também ficará por conta dos djs André X, Diogo Bacchi e Less Drama, figuras conhecidas na cena eletrônica do Estado. “Artistas renomados somados à estrutura que será montada farão da noite um sucesso. Aqueles que curtem música eletrônica de qualidade não podem perder esse evento”, afirma o produtor Paulo Moraes.
Conforto
Em homenagem ao mês das mulheres, e para não perder nada durante a festa, haverá um espaço gratuito com profissionais da beleza, onde todas as mulheres poderão retocar maquiagem e penteados durante o evento.
Para que o público aproveite a Seleta, a organização do evento colocou ambientes para melhor acomodar quem for até o evento, com divisão de pista, backstage e lounges privativos.
Para adquirir convites o público tem a opção de vendas on line pelo site www.fasttickets.com.br ou ir até os postos de vendas autorizados:
Cinco pessoas foram presas em uma operação policial que investiga ataques racistas na internet contra a atriz Taís Araújo. Segundo o jornal O Globo, a ação aconteceu em seis estados e todos os detidos fazem parte de um só grupo, a quem os investigadores atribuem injúrias raciais contra uma série de pessoas, incluindo ainda a jornalista Maria Júlia Coutinho, do ‘Jornal Nacional’, e as atrizes Sheron Menezes e Cris Vianna.
O alvo dos posts foi uma foto publicada por Taís há cerca de um mês (Foto - Divulgação)
Entre os presos está Tiago Zanfolim Santos, 26 anos, detido em sua casa, na cidade de Brumado, na Bahia. Outro detido é um menor de idade que vive em Sertãozinho, interior de São Paulo. Houve ainda prisões em Navegantes, no estado de Santa Catarina, em São José dos Pinhais, no Paraná, e em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O homem detido na capital gaúcha, Willian dos Santos Triste, foi flagrado com posse de material pornográfico infantil e deverá prestar esclarecimentos também sobre esse crime.
A operação foi deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), para prender os responsáveis pelos ataques racistas contra Taís Araújo. A ação contou ainda com apoio de autoridades de segurança de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e Minas Gerais. Ao site de VEJA, o DRCI afirma que o objetivo era o de cumprir quatro mandados de prisão e onze de busca e apreensão em cidades de todos esses estados.
A polícia do Rio de Janeiro informou ainda que as “ofensas dirigidas à atriz foram premeditadas pelo grupo criado com uma única finalidade: praticar ataques de cunho racista em perfis de redes de relacionamento, páginas e contatos do aplicativo Whatsaap”. “O grupo atuava incitando seus membros para o cometimento das atividades ilícitas de discriminação racial. Os incitadores criavam grupos secretos e temporários para potencializá-los”, informou o órgão em nota.
Segundo Elias Ishy, a deterioração do asfalto em todo o município causa inúmeros prejuízos à população (Foto - Thiago Morais)
O vereador Elias Ishy (PT) encaminhou à Prefeitura de Dourados e ao Governo do Estado indicações solicitando a adoção de medidas visando à ampliação e à agilização dos serviços de recuperação das ruas e estradas rurais do município.
“Dourados inteira vive hoje um estado de calamidade, devido às péssimas condições em que se encontra o asfalto nas principais ruas da maioria dos bairros e também nas estradas rurais. A situação causa inúmeros prejuízos a toda a população, pois muitas vezes inviabiliza completamente a trafegabilidade. São necessárias medidas para agilizar a recuperação de todas essas vias e investir também na melhoria da qualidade do asfalto, evitando o desperdício dos recursos públicos com asfalto de baixa qualidade que será deteriorado rapidamente”, afirmou Ishy.
Os problemas se agravam nos bairros não pavimentados, que acabam sendo afetados por erosões devido às enxurradas e à ausência de manutenção e cascalhamento.
O vereador solicitou à Prefeitura que sejam implementadas mais frentes de trabalho para a recuperação das ruas, inclusive com turnos de trabalho nos finais de semana, para agilizar os serviços. Também é preciso viabilizar várias frentes para atacar os principais pontos críticos na zona rural e cobrar a participação do Estado.
Ishy ressalta que com relação às estradas rurais, a Prefeitura não pode alegar falta de recursos, pois existem os repasses mensais do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul), imposto cobrado dos produtores rurais e destinado à recuperação das estradas.
Em novembro de 2015, Ishy encaminhou ao Governo do Estado uma indicação subscrita por todos os vereadores, solicitando a recuperação da Rodovia MS 470, que liga os distritos de Cruzaltina e Macaúba. Passados quatro meses, os produtores rurais da localidade estão fazendo manifestações cobrando a efetivação dos trabalhos.
Além das medidas citadas, Ishy também sugere à Prefeitura que publique regularmente o cronograma de trabalho das frentes de recuperação asfáltica e disponibilize um canal de comunicação direta para a população solicitar estes serviços, pois vários moradores reclamam que não sabem a qual departamento da Prefeitura devem recorrer.
Gisele Nascimento não expressou apoio integral aos protestos, por entender tratar-se de “hipocrisia” e “manipulação” (Foto - Divulgação)
Os protestos do último domingo, 13 de março, foram endossados por muitos artistas gospel, que aproveitaram para expressar-se politicamente, postura que, por vezes, muito lhes é cobrada. Porém, também houve quem considerasse a expressão espontânea do povo como resultado de uma “manipulação”.
Dentre os cantores evangélicos que se manifestaram a favor do combate à corrupção estão os irmãos e pastores Ana Paula Valadão e André Valadão, Cristina Mel, Fernanda Brum, Eyshila, Jonas Vilar e Jozyanne.
Ana Paula Valadão usou as redes sociais para expressar sua alegria em ver a lei alcançando ricos e poderosos, mas também puxou a orelha de quem busca benefícios irregulares, que é o tipo de corrupção ignorado pela maioria da sociedade.
“Nunca antes vimos a Justiça brasileira punir alguns tipos de pessoas por seus crimes como vemos hoje. A lei tem valido para todos! E assim, creio que a corrupção vai cair, e vai parar de consumir os recursos da nação. Mas essa corrupção não pode cair só nos altos escalões. Para mudar o Brasil nossa cultura precisa ser transformada. O jeitinho brasileiro tem que acabar. Você já furou fila e usufruiu do favor de um amigo em detrimento das outras pessoas? Isso também é corrupção”, escreveu a cantora em sua página no Facebook.
Enquanto André Valadão aproveitou para compartilhar a música “Pra Cima Brasil”, de João Alexandre, a cantora Eyshila também usou as redes sociais para se posicionar: “Não esqueçamos do nosso propósito hoje: vamos às ruas, pisar no solo brasileiro declarando que o Brasil também é do Senhor. Temos o direito de viver a vida abundante que Ele nos outorgou. Ele é Deus de todos os povos! Fora corrupção! Fora PTRALHAS! Fora injustiça! Deus nos guiará pelas veredas da justiça por amor do Seu Nome”.
Cristina Mel intercedeu por um futuro de mais coerência e justiça: “Amo o Brasil. Quero ser benção para minha nação. ‘Deus, ilumina essa nação, põe amor no coração daqueles que governam a nossa Pátria amada… Brasil’”.
Porém, a cantora Gisele Nascimento adotou postura diferente, e não expressou apoio integral aos protestos, por entender tratar-se de “hipocrisia” e “manipulação”. Compartilhando uma charge de uma mãe que levou a babá e o filho para os protestos, a artista minimizou o movimento político acrescentando um debate de classes sociais e etnias.
“Discurso hipócrita de uma parte da classe média! Antes de ler observe a imagem e veja onde há injustiça? Era pra o pobre estar ao lado do rico em um protesto! Ué os direitos não são iguais???? Injustiça né! Sou a favor sim!!!! De uma política justa para o Rico e tbm para o pobre. Sem buscar seus próprios interesses, mas o de todos! Querem que a Dilma saia, se é para o bem do povo, eu concordo! Mas quem vai assumir? Não queremos um melhorzinho, outro que enganará o povo novamente. Essa passeata não passa de uma manipulação! Não vai melhorar … Só vão achar um outro jeito de enganar o povo. Vão continuar fingindo, atuando, pagando gente de influência pra fazer a cabeça do povo! Sou a favor que tire a Dilma, mas que tbm remova a grande maioria desses mentirosos, que fingem lutar pelo meu povo! Agora… tira o Pezão tbm, ou vc não sabe da covardia que ele está fazendo com os funcionários públicos, aposentados e com gente que trabalha muito e não tem tempo pra fazer passeatas?”, escreveu Gisele, em seu protesto abrangente.
Congresso Chayil reuniu cerca de 500 mulheres na tarde de sábado, na Igreja Sara Nossa Terra em Dourados (Foto - Divulgação)
Foram aproximadamente 500 mulheres reunidas na tarde de sábado. Não. Não era demonstração de equipamento para cozinha, lançamento de produto cosmético e muito menos desfile de uma roupa de grife. Elas estavam ali para orar, louvar e testemunhar.
Falo do Congresso de Mulheres Chayil, da igreja Sara Nossa Terra, que chegou à sexta edição como um momento de afirmação, de fé e que reuniu mulheres de todas as idades. De idosas a bebês de colo; mães, donas de casa, trabalhadoras, estudantes. Todas foram ouvir a palavra e louvar a Deus.
Ivone Manvailler, 38, foi pela primeira vez. Ela achou o evento “bastante esclarecedor” e considerou que a mensagem ajuda. “A palavra nos fortalece, ajuda a seguir o caminho”. Marcela dos Santos Marques, 33, participou de todas as edições e sempre encontra resposta para suas dúvidas e anseios. “Deus tem falado para mim sobre alinhamento da vida, física e espiritual, conforme a vontade dele”.
Também presente em todas as edições, Maria Cristina Assunção, 40, diz que o Congresso Chayil “é uma oportunidade de orarmos pela família, pelas mulheres (…) buscar crescimento”. Jucilene Assis Bernardes, 40, vai à mesma linha: “Deus move em nossas vidas; não tem como sair daqui da mesma maneira que entramos (…) a gente recebe muito de Deus e aprende com os testemunhos. Quem ainda não veio, que venha nos próximos”.
CHAYIL
Chayil é palavra de origem hebraica, que significa mulher virtuosa, excelente, que age corretamente.
Em Dourados, o Congresso de Mulheres Chayil acontece desde 2011, sempre no mês de março, segundo conta a bispa Adriana Vitor, “porque as mulheres precisam muito mais que uma comemoração. A maioria delas precisa uma direção espiritual, de como vencer suas limitações e se sentir bem sendo mulheres em meio a uma geração de valores corrompidos. Elas têm o direito de saber que foram planejadas por Deus e que foi para esse tempo”.
Adriana Vitor, que coordena toda a atividade, explica que o congresso tem o objetivo de dar a ferramenta certa para cada uma escavar o seu potencial para vivê-lo intensamente. “Queremos mulheres saradas nas emoções, com famílias que se amem e que elas saibam conciliar vida espiritual, familiar, civil e o seu trabalho sem um prejudicar o outro”, afirma.
Trecho que liga Dourados a Panambi está com asfalto deteriorado, afirma o vereador (Foto - Divulgação)
Desde 2013, início do mandato, o vereador Mauricio Lemes solicitou melhorias na MS 379, que liga Dourados ao distrito de Panambi. Ele fez indicação a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) para o recapeamento, sinalização e alargamento da pista.
Naquela época, em decorrência do constante tráfego de veículos pesados, a rodovia já se encontrava em estado precário e hoje, segundo informações dos moradores da região, está deteriorando, colocando em risco a vida de quem ali transita. “É um local de grande produtividade, merece atenção. Infelizmente os vereadores não tem autonomia para obras e, então, conta com a sensibilidade do Governo do Estado para execução”, declara o vereador.
Mauricio encaminhou o pedido também ao deputado estadual Barbosinha que se prontificou a ajudar quanto ao pedido. Ele disse que a reconstrução da malha asfáltica tem por objetivo reestruturar o pavimento, para suportar, tornar adequada e dar segurança ao trânsito. Ele fez a proposição em fevereiro e, ciente da situação,
em resposta a indicação aprovada na Câmara, o Governador atenderia ao pleito.
Do último pedido, “ocorre que já se passaram 10 meses e nenhuma providência foi tomada”, diz o deputado. “Estive, recentemente, no distrito. Todos estão inconformados”, revela Mauricio. Segundo os parlamentares, na impossibilidade de ser realizada a imediata recuperação, é necessário que faça, em caráter de urgência, a operação tapa buracos.
A maioria dos sindicalistas de Mato Grosso do Sul é favorável à saída de Dilma Rousseff da presidência da República, por bem ou por mal (renúncia ou impeachment). Eles entendem que ela perdeu as condições de continuar o governo devido ao seu total desgaste político e econômico. A avaliação é da Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul, central que contribuiu na conclamação do povo para ir às ruas das cidades do Estado no domingo (13), em que o Brasil levou para as ruas mais de 6 milhões de pessoas pedindo o impeachment, a prisão de Lula e o fim da corrupção no País.
“Depois do domingo histórico em que o Brasil se levantou para dizer basta à corrupção e basta ao governo Dilma, o país viu a força do povo brasileiro e as autoridades têm que se pautar nisso e respeitar a vontade popular”, afirmou Idelmar da Mota Lima, coordenador regional da Força Sindical.
Idelmar acredita que a maioria dos sindicalistas de Mato Grosso do Sul é plenamente favorável ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff do governo. A central, que possui dezenas de sindicatos filiados em todo MS, afirma que a maioria, quase absoluta dos sindicalistas, é sim favorável à renúncia ou ao impeachment.
No domingo, antes da saída das mais de 100 mil pessoas de Campo Grande, em passeata pela Avenida Afonso Pena, Idelmar discursou em nome de trabalhadores de Mato Grosso do Sul e da central, demonstrando a saturação do povo ao estado em que o país se encontra. Ele pediu a renúncia ou impeachment da presidenta.
RENÚNCIA COLETIVA
O presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul – Fetracom/MS, Pedro Lima, que preside também o Sindicato dos Comerciários de Dourados – Secod, ambos filiados à Força MS, é mais radical: pede a renúncia coletiva de autoridades do executivo e legislativo envolvidos nos escândalos de desvio de dinheiro público para benefício próprio.
“Se houvesse brio no caráter dessas autoridades, elas veriam que, depois dessa maior manifestação popular da história do Brasil, o melhor seria uma renúncia coletiva do presidente do Senado, Renan Calheiros; da Câmara Federal, Eduardo Cunha e da presidenta Dilma Rousseff, entre outros”, afirma Pedro Lima.
O Secod contribui para convocar a população de Dourados para ir às ruas no Domingo, quando milhares de pessoas compareceram de verde e amarelo, com caras pintadas, portando faixas, cartazes e outros instrumentos de protesto ao caos em que o País se encontra. “Não temos dúvida de que as coisas só caminharão de maneira positiva, com a retomada do crescimento, com a saída da presidenta Dilma Rousseff da presidência a República”, afirma Lima.
Cido Medeiros também cobra aumento do repasse destinado à aquisição da merenda escolar (Foto - Divulgação)
Em indicação que fez esta semana ao prefeito Murilo Zauith (PSB), o vereador Cido Medeiros (DEM) sugeriu ao chefe do executivo que determine a realização de uma série de serviços na Vila São Brás, populoso bairro da região do Grande Parque das Nações.
Entre os serviços, Cido pede prioridade para a operação tapa-buracos, “já que a maioria das ruas do bairro se encontra sem condições mínimas de tráfego e isso tem causado muito transtorno aos condutores, que são obrigados a disputar espaços com motociclistas e ciclistas, sem contar que por conta da quantidade de buracos, são obrigados a trafegarem pelo passeio público, ocupando espaço destinado aos pedestres”.
Cido Medeiros também sugere a retirada de terras que estão acumuladas há aproximadamente três anos na pista de rolagem, principalmente na rua Ramão Ozório, em frente à Vila dos Ofícios e, ainda, a roçada de matagais no pátio da Vila dos Ofícios.
“A retirada de terras acumuladas no leito da rua se faz necessário, haja vista que há mais de três anos aquela via não recebe o serviço de varrição e por conta da falta deste tipo de manutenção, em dias chuvosos a rua se trona em um verdadeiro atoleiro, mesmo em seu pavimento, e em dias de sol, a poeira é um transtorno para aqueles que residem às margens da via, bem como a todos os comerciantes”, explica Cido.
Já em relação à roçada de matagais no pátio da Vila dos Ofícios, o vereador explica que “é uma questão apenas de bom senso por parte da secretaria competente, pois já foram vários pedidos feitos, sem nenhuma resposta”. Ele diz ainda que “enquanto não há uma roçada, os moradores são obrigados a conviver com sapos, rãs, aranhas e outros animais peçonhentos, que invadem suas casas”.
MERENDA ESCOLAR
Cido Medeiros também fez gestões junto ao secretário estadual de Educação, Hélio de Lima, para que interceda junto ao Governo, visando o aumento do valor per capta destinado a merenda escolar. “O valor de R$ 0,30 é insuficiente para qualquer compra de alimento. Ele não consegue garantir a qualidade nutricional neste valor tão baixo”, justificou, observando que em Dourados são repassados R$ 30 mil para cada grupo de 1.000 alunos, para um período de 100 dias.
A atriz relatou que a revista publicou três imagens suas (Foto - Divulgação)
A 11ª câmara Cível do TJ/RJ confirmou sentença que condenou a Editora Abril a pagar R$ 300 mil à Camila Pitanga por publicação, na revista masculina Playboy, de fotos nuas da atriz, que foram retiradas do filme “Eu receberia as piores noticias dos seus lindos lábios”.
A atriz relatou que a revista publicou três imagens suas: na primeira, nua de seios expostos; na segunda, na posição frontal com um homem, como numa relação sexual, também com os seios expostos; e na terceira, está sendo beijada, numa relação íntima, também com os seios expostos.
Utilização indevida
O desembargador Claudio de Mello Tavares, relator do acórdão, asseverou que as cenas de nudez protagonizadas por Camila tiveram imagens divulgadas pela ré na Revista Playboy sem a sua autorização, “fato que sequer foi por esta refutado”.
“A obrigação da reparação do dano à imagem decorre da própria utilização indevida do direito personalíssimo, sendo desnecessária a demonstração do prejuízo moral.”
Segundo o relator, a violação à honra da autora em razão da divulgação da sua imagem enseja o acolhimento do pleito indenizatório. E considerou o valor fixado na sentença, de R$ 300 mil, razoável para o caso.
“A publicação não autorizada da imagem da autora com cunho erótico, fim a que se destina a Revista Playboy, de fato, justifica a reparação. Não se pode olvidar, porém, que a sua imagem não constou da capa da Revista e as figuras expostas na matéria retratam as cenas do filme que se encontram disponíveis para visualização pública nos meios eletrônicos, razão pela qual aquela quantia não merece majoração.”
O desembargador negou, porém, o pedido de dano material pleiteado, pois não restou demonstrado que a autora tenha sofrido prejuízo de ordem material ou deixado de lucrar.
Vereador Alan participou da posse da nova diretoria da 4ª subseção da OAB em Dourados e destacou o papel da entidade para o avanço da democracia no país (Foto - João Pires)
A 4ª subseção da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil) realizou na noite de quarta-feira (9), no Teatro Municipal de Dourados, a posse solene da nova diretoria, composta pelos advogados Fernando Bonfim Duque Estrada (presidente), Cristine Ricci (vice), Leandro Luiz Belon (secretário-geral), Wilson Pereira de Assis (secretário-adjunto) e João Alves dos Santos (secretário-adjunto).
A solenidade foi conduzida pelo presidente da seccional de Mato Grosso do Sul Mansour Elias Karmouche, e contou com a presença do prefeito de Dourados Murilo Zauith (PSB), do vereador Alan Guedes (DEM), representando a Câmara Municipal, além de membros do Poder Judiciário, do Ministério Público e das polícias.
O evento serviu também para que o presidente no triênio 2012/2015, Felipe Azuma, pudesse realizar uma prestação de contas de seu trabalho à frente da subseção de Dourados, destacando as principais conquistas da entidade neste período.
Todos os oradores foram unânimes em destacar o papel ativo que a OAB e a advocacia possuem na manutenção das liberdades democráticas no Brasil. O presidente da OAB/MS destacou que tem dado todo o apoio necessário ao presidente do Conselho Federal para que a entidade seja protagonista nesse processo de transformação por que passa o país. “A OAB volta a ser protagonista e precisa se posicionar contra os escândalos e atos graves de corrupção que atingem os mais altos nichos de poder no Brasil”, afirmou Karmouche.
Para Alan Guedes, que é advogado, a OAB sempre esteve ao lado das liberdades e da justiça e neste momento difícil que passa o país não pode ser diferente. Destaca o vereador que, “a OAB nunca serviu a governos e aos poderosos, sempre marchou em defesa das instituições democráticas mesmo nos momentos mais difíceis da nação, como na ditadura militar. No momento estamos vivendo uma crise ética e de valores, agravadas pelas crises econômica e política e a Ordem dos Advogados do Brasil vai ficar do lado certo, ao lado da lei e da democracia. ”. O vereador ainda cumprimentou a diretoria empossada, destacando a importância da atuação da diretoria local para o efetivo exercício da advocacia.
Cris Stefanny e a cantora Delinha foram clicadas por fotógrafas especialmente para exposição (Foto: Marco Miatelo)
Nomes que você já deve ter ouvido: Oliva Ensino, Conceição dos Bugres, Helena Meirelles, Glauce Rocha, Nilda Coelho, Maria Constança Barros Machado e Aparecida Gonçalves. Como são estas mulheres? O que fizeram? Porque merecem ser nomes de prédios, escolas e teatros? Quem visita a 1ª exposição itinerante “Mulheres Protagonistas da Nossa História” sai de lá com estas respostas. A mostra fotográfica organizada pelo Museu de Imagem e Som (MIS) está exposta no 1• andar do Memorial da Cultura, em Campo Grande, e, em breve, percorrerá outros pontos da Capital e cidades do interior do Estado.
Ao todo, 32 mulheres, sendo sete in memoriam são homenageadas. “A escolha foi difícil. Começamos com 52 nomes, todas merecedoras, mas aí fomos afunilando até chegar nesta seleção”, explica a coordenadora do MIS Marinete Pinheiro. As fotografias em preto e branco – o que tornou a exposição mais artística – são acompanhados de um pequeno texto com nome e história de cada mulher homenageada. As escolhidas posaram para as lentes das fotógrafas Vânia Jucá, Marycleide Vasques e Farid Fahed. A opção por três fotógrafas mulheres foi intencional. A ideia era captar a alma das homenageadas com a sensibilidade tipicamente feminina.
“Cada imagem não é apenas uma imagem, mas a síntese de mulheres únicas com suas facetas reveladas”, define Elis Regina Nogueira, curadora da exposição. As homenageadas in memoriam vieram diretamente do arquivo do fotógrafo Roberto Higa que cedeu as imagens. Além de caráter artístico, a mostra também ensina sobre história e atualidade. A fileira de homenageadas é eclética tem artistas, médicas, personalidades do meio jurídico, assistência social e segurança pública, do passado e presente. Tem Neli Figueiredo, a primeira médica de MS em uma época em que a medicina era terreno apenas masculino. Tem Carla Moretti, atual patente mais alta entre as mulheres do Corpo de Bombeiros. Tem ainda Cris Stefanny, primeira travesti a assumir um cargo no Poder Executivo.
De acordo com Marinete Pinheiro, a exposição é uma oportunidade para o MIS criar o seu próprio acervo de fotografias de personagens relevantes na história local. A coordenadora antecipa que haverá outras exposições de mulheres protagonistas. “Tínhamos muitos nomes. Não foi possível contemplar todos. Em alguns casos, não conseguimos fotografias, como é o caso de Dorcelina Folador, Marta Guarani e Cristina Mato Grosso. Porém, não desistimos. Ficarão para a próxima”, planeja. Exposição- A visitação à mostra é gratuita e pode ser feita até hoje no Memorial da Cultura. A partir da dia 15, os quadros estarão expostos no shopping Bosque dos Ipês, onde permanecerão até 31 de março. Na sequencia, está sendo planejada uma temporada na Assembleia Legislativa e, depois, começa a mostra começará a percorrer municípios do interior do Estado. Prefeituras interessadas podem entrar em contato com o MIS. O telefone é 67 – 3316-9178.
Felipe Orro destacou a insistência da direção nacional em manter o partido na órbita do governo Dilma (Foto - Assessoria)
O deputado estadual Felipe Orro fez um discurso emocionado da tribuna da Assembleia Legislativa, na sessão desta quinta-feira, para anunciar as razões que o levam a pedir a desfiliação do PDT, partido no qual militou por 11 anos. Felipe Orro destacou a insistência da direção nacional em manter o partido na órbita do governo Dilma, o que tem desagradou importantes lideranças como o governador de Mato Grosso Pedro Taques, o senador Cristovam Buarque (que o deputado chamou de seus amigos) e o senador Jose Reguffe, do DF.
“Aqui em Mato Grosso do Sul não foi diferente”, prosseguiu Felipe Orro, citando vários episódios que provocaram cismas no partido. “O golpe de misericórdia veio recentemente. Sem consulta, sem justificativa plausível, a direção estadual decidiu cancelar as eleições para renovar os diretórios e nomear comissões provisórias em todos os municípios”.
Essa medida, segundo Felipe Orro, enfraquece o partido e desestimula a militância. “Os companheiros que lutam nos municípios, que sustentaram esse partido ao longo das décadas, não têm importância nenhuma para a direção regional, não têm direito de decidir os rumos a seguir em suas cidades.” Até mesmo a decisão de lançar candidato ou fazer aliança precisa ser submetida à direção regional, conforme a resolução tomada pelo diretório estadual.
Por fim, Felipe Orro lembrou que tem colocado seu nome como opção do PDT para disputar a prefeitura de Campo Grande, porém não recebe sinalização da direção estadual em seu apoio. “Convidam outras lideranças pra se filiar ao PDT e ser candidato, cogitam nomes de filiados novos, tudo para criar confusão e, no fim, vão negociar a sigla, como sempre acontece.”
Ao anunciar “com o coração ferido, mas cheio de esperança” sua desfiliação do PDT, Felipe Orro disse que ainda não decidiu a qual partido aderir. “Seja qual for meu novo partido, vai receber o mesmo Felipe Orro de sempre, leal e sincero, verdadeiro nos princípios, democrata, temente a Deus e amigo das pessoas de bem”.
Veja abaixo a íntegra do discurso de Felipe Orro:
“O Brasil vive momento extremamente delicado no campo político com as revelações diárias de envolvimento das principais lideranças nacionais em escândalos de corrupção.
“Sem dúvidas, atravessamos o mais ruidoso caso já registrado na história da república.
“Todos os partidos foram afetados, em maior ou menor grau, pelo envolvimento de seus membros ou pela proximidade com siglas diretamente atingidas.
“O PDT não está imune a esse desgaste, por integrar a aliança que reconduziu a presidente Dilma ao cargo e por participar efetivamente do governo tendo indicado um ministro.
“Importantes vozes do trabalhismo tentaram alertar a direção nacional do equívoco que seria manter essa aliança.
“Interesses pessoais, entretanto, falaram mais alto, e o partido perdeu.
“Perdeu lideranças da envergadura do governador de Mato Grosso, Pedro Taques; perdeu os senadores Cristovam Buarque e José Reguffe, do Distrito Federal. Perdeu lideranças em todos os estados.
“Intransigência, métodos nada democráticos, posturas fisiológicas arrastam o PDT para o desastre, infelizmente.
“Aqui em Mato Grosso do Sul não foi diferente.
“Com 11 anos de militância, já assisti ao PDT superar diversas crises graças à fé e à força de seus filiados, que insistem em acreditar, teimam em sustentar as bandeiras de Brizola e Darcy Ribeiro, embora muitas vezes discordem das decisões tomadas pela cúpula.
“Eu era um desses militantes. Em 2010 fui o único deputado eleito do PDT, que na legislatura passada somava bancada de seis parlamentares.
“Corri o Estado avivando a militância, organizando a máquina partidária, sustentando as bandeiras do partido, e tive a grata satisfação de ver o PDT triunfar nas eleições passadas, quando elegemos três deputados estaduais e um deputado federal.
“Mas o PDT não teve sossego. De novo foi vítima dos dirigentes, que alheios aos interesses da militância atropelaram a democracia interna e se impuseram “goela abaixo” na direção regional. Nesse episódio perdemos um deputado estadual.
“O golpe de misericórdia veio recentemente. Sem consulta, sem justificativa plausível, a direção estadual decidiu cancelar as eleições para renovar os diretórios e nomear comissões provisórias em todos os municípios.
“E mais: todas as candidaturas e todas as alianças para as próximas eleições municipais precisam ser homologadas pela direção estadual.
“Ou seja: os companheiros que lutam nos municípios, que sustentaram esse partido ao longo das décadas, não têm importância nenhuma para a direção regional, não têm direito de decidir os rumos a seguir em suas cidades, não têm comando, não fazem a diferença.
“Esse não é o PDT que queremos, não é o partido que acalenta o sonho de transformar o Brasil, de construir uma pátria humana, justa e democrática. Não é assim que se faz um país melhor, um Mato Grosso do Sul melhor. Sem democracia, sem respeito, sem liberdade.
“Tenho insistentemente colocado meu nome à disposição do partido para fazer o embate na Capital porque considero imprescindível a candidatura própria para avivar a militância e divulgar nossas propostas.
“Mas a direção regional teima em ignorar meu nome. Faz convite a diversas lideranças para que se filiem ao PDT e sejam candidato a prefeito. Cogita esse ou aquele filiado novo, e visivelmente trabalha para mais uma vez negociar nossa sigla.
“Não posso mais assistir a isso calado.
“Não mudo de lado, mantenho firme meu propósito de trabalhar por um Mato Grosso do Sul desenvolvido para toda sua gente. Um Estado com políticos ficha limpa, comprometidos com o povo, que respeitem o dinheiro público.
“É com o coração ferido, mas cheio de esperança, que anuncio minha desfiliação do PDT. Vou consultar os amigos e familiares e decidir a qual sigla me filiar.
“Seja qual for meu novo partido, vai receber o mesmo Felipe Orro de sempre, leal e sincero, verdadeiro nos princípios, democrata, temente a Deus e amigo das pessoas de bem.
O reality retorna com os mesmos jurados, Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin (Foto - Divulgação)
A terceira temporada do Masterchef Brasil estreia na próxima semana, no dia 15 de março, e promete algumas mudanças. O reality retorna com os mesmos jurados, Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin, e com a mesma apresentadora, Ana Paula Padrão, mas com um número maior de participantes. No total, a nova temporada recebeu mais de 25.000 inscrições, e só 75 foram convocados para serem avaliados na frente das câmeras. Após a parte final das seletivas, 21 concorrentes entram na cozinha do programa. No ano anterior, a competição teve 18 aspirantes a cozinheiros.
Em uma coletiva de imprensa sobre a nova temporada, que aconteceu nesta quarta-feira, os jurados e a apresentadora falaram que estão mais exigentes, mas que os candidatos também vieram mais preparados. “Eles chegaram já pensando na estratégia do jogo, são pessoas muito mais fortes, sem malícia, mas estrategistas, que já viram outros programas. Estão prontos para o jogo, prontos para cozinhar”, contou Ana Paula Padrão.
Paola Carosella percebeu uma mudança na personalidade dos competidores, justamente por causa da evolução do programa. “Eles chegaram aqui mais calmos. Nas seletivas teve muito raio gourmetizador, mas depois eles diminuíram, e isso foi bom”, contou. O francês Jacquin também comentou sobre a diferença das competições entre crianças e adultos. “As crianças gostam muito mais do visual, fazem coisas mais bonitas, e te escutam mais, mas o sabor dos pratos dos adultos é bem melhor. O bom dos adultos é que a gente pode xingar, mas com as crianças a gente pode beijar e abraçar”, explicou.
O cenário do programa foi reformulado, com novas bancadas para cozinhar, e o mezanino onde os participantes imunes assistem às provas de eliminação está mais alto. O grande vencedor leva 150.000 reais, um troféu e uma bolsa de estudos na Le Cordon Bleu Paris. Desta vez, o segundo colocado também receberá um curso de culinária na escola Le Cordon Bleu, mas na filial do Canadá.
O programa já está sendo gravado há um mês. Os três primeiros episódios da nova temporada vão mostrar a seleção dos 21 competidores. As provas deste novo ano também prometem superlativos. Entre os desafios planejados está uma visita a uma unidade do corpo de bombeiros, em que os participantes terão que preparar 200 refeições, e uma prova disputada em uma escola de samba carioca.
A terceira temporada de Masterchef Brasil terá no total 25 episódios, que serão exibidos todas as terças-feiras às 22h30. O horário coincide com o dia de paredão do BBB16, transmitido pela Globo. Quando questionada sobre esse conflito, Ana Paula Padrão desconversou. “Eu nem sabia que era no mesmo horário. Mas em todos os confrontos de programação que já tivemos, sempre saímos vencedores”, comemorou.
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